quinta-feira, janeiro 07, 2010

O legado de Pedroto: A primeira final europeia do FCPorto

O "Mestre" encontrou em Pinto da Costa o parceiro ideal para lançar as bases do projecto de um grande FCPorto europeu. Talvez inesperadamente pela precocidade em que aconteceu, o FCPorto conseguiria chegar a 16 de Maio de 1984 à sua primeira final europeia: a Final da Taça das Taças em Basileia onde defrontou a Juventus de Platini (cuspe!), Boniek, entre outros.

Infelizmente, Pedroto já não orientou a equipa neste jogo dado o estado debilitado em que se encontrava devido à doença que lhe haveria pouco depois de tirar a vida.

Quanto ao jogo, a derrota frente à Juventus acaba por ser de pouca monta dada a importância do significado da chegada à final. 3 anos depois o FCPorto teria uma palavra a dizer diante do Bayern no mítico jogo da final da Taça dos Campeões de 27 de Maio de 1987.


3 comentários:

dragao vila pouca disse...

Caro Caetano, mesmo não tendo grande experiência de finais europeias, mesmo defrontando uma equipa com jogadores extraordinários, base da selecção italiana campeã do mundo em 1982, reforçada com Platini(cuspe!) e Boniek, só não ganhamos porque, agora sabemos, era a Juventus...

Pedroto construiu com Pinto da Costa as bases do sucesso. Merece por isso todas as homenagens.

Um abraço

Caetano disse...

Infelizmente (e compreensivelmente), não vi o jogo mas tive já a oportunidade de o rever e confesso que fiquei impressionado com a qualidade de jogo do FCPorto, ainda por cima contra a Juventus. Lances polémicos à parte, creio que toda a gente ficou de olho neste FCPorto que, acima de tudo, era uma equipa com GARRA, uma FÉ enorme nas suas capacidades e muita, muita QUALIDADE.

Pedroto merecia ter conquistado a Europa e o Mundo com o FCPorto. Não foi ele, acabou por ser o seu ex-adjunto a fazê-lo.

Sabes, eu acho que conquistar títulos nesta época era muito mais de louvar do que o é agora. Sem leis Bosman e sem a simpatia do "poder central" (agora acabou a lei Bosman) era complicado construir uma equipa competitiva a este nível. Os jogadores sentiam a mística, o preço da camisola. Eram tempos de guerreiros e de brio.

Agora, compram-se paletes de brasileiros e argentinos por atacado dos quais se aproveitam alguns e, de duas em duas épocas, parece que as equipas são completamente diferentes. Tenho saudades daqueles tempos.

dragao vila pouca disse...

Caetano, com Pedroto quem mandava era ele...ai se contratassem um jogador que ele não queria!...

Um abraço