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terça-feira, janeiro 03, 2012

2011 - Mais um ano de ouro na história do Futebol Clube do Porto - Parte 4

Junho a Agosto

O período de "defeso" entre a época 2010/11 e a época 2011/12 prometia ser um dos mais agitados dos últimos anos. O "triplete" conquistado, Taça, Campeonato e Liga Europa, fez do plantel do FC Porto um filão extremamente apetecível para os grandes tubarões da Europa. No entanto, a primeira e mais estrondosa transferência haveria de ser a do treinador André Villas-Boas que se deixou cativar pelas petro-libras de Abramovich, rumando ao Chelsea, numa deserção que os adeptos dificilmente conseguirão perdoar, como o próprio Villas-Boas o reconhece, sobretudo depois das juras de amor eterno para com o FC Porto proferidas dias antes da transferência relâmpago. À cadeira de sonho faltava, pelos vistos, um revestimento em libras.

Villas-Boas, da Cadeira de Sonho para a Poltrona Infernal de Stamford Bridge

Para o seu lugar foi escolhido o até então adjunto de Villas-Boas: Vítor Pereira, com um percurso profissional até então muito discreto. Poder-se-ia questionar a validade desta escolha mas, o que é certo é que, dado o timming do anúncio da rescisão unilateral do contrato de Villas-Boas, Vítor Pereira era a escolha mais lógica: era da casa, tinha experiência como treinador principal (embora não a este nível) e estava perfeitamente identificado com os métodos do ex-treinador. Mais tarde viria a ser posto em causa mas, como se verificaria também, não seria só pelo treinador que passariam as dificuldades que o FC Porto viria a sentir no início da nova época. Ficava por isso o FC Porto com um treinador e com 15 M€ resultantes da "venda" de Villas-Boas. Um evento singular só ao alcance do FC Porto e de quem o gere.

Entretanto, as saídas de jogadores anunciadas diariamente pela imprensa eram de tal monta que dariam para vender não o plantel do FC Porto mas sim todo o público do Dragão num jogo de casa cheia. Acabariam por sair Beto (emprestado ao Cluj da Roménia), Sereno (emprestado ao Colónia), Ruben Micael e Falcao (ambos para o Atlético de Madrid, embora o primeiro tenha ido parar por empréstimo ao Saragoça). Falcao valeu uma verba recorde, estabelecendo um novo máximo em Portugal no que a transferências diz respeito, embora tenha ido parar a um clube que é demasiado pequeno para o valor do colombiano. Actualmente o Atlético anda pelo meio da tabela, a léguas do seu vizinho e colosso Real Madrid.

Alguns jogadores tentaram esticar a corda no sentido de forçar a sua saída mas sentiram na pele o rigor da gestão de Pinto da Costa e ficaram apesar das birras, casos de Fernando e Álvaro Pereira. Não voltaram a ser cometidos os erros pós-Champions de 2004/2005 e o FC Porto soube manter uma equipa extremamente competitiva, pese embora a falha que foi o não assegurar um ponta-de-lança que substituísse Falcao à altura.

Quanto a contratações mais sonantes do Brasil chegaram Danilo e Alex Sandro, do Nacional da Madeira veio Bracalli, Mangala e Defour vieram do Standard de Liège, para além das já anunciadas entradas de Kléber, Djalma do Marítimo, com um ano de atraso, e de Iturbe, o "mini-Messi" vindo do Cerro Porteño. Os dois primeiros voltaram a provar que, em Portugal, o destino mais apetecível, a garantia de prestígio e de perspectiva de projecção é mesmo o FC Porto, já que ambos rejeitaram propostas para ir para a Luz, preferindo ingressar no clube mais titulado de Portugal.

Os adeptos tinham portanto razões bem fundamentadas para esperar coisas bonitas da época que se avizinhava e que viria a abrir logo com duas finais: a Supertaça Cândido de Oliveira, em Coimbra contra o Guimarães, e a Supertaça Europeia no batatal do Mónaco contra o todo-poderoso Barcelona.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

2011 - Mais um ano de ouro na história do Futebol Clube do Porto - Parte 3

Maio

Maio foi o mês que fechou a época de 2010/2011 com chave de ouro. O FC Porto consagrou-se como campeão nacional indiscutível, estabelecendo um recorde de pontos na vantagem em relação ao 2º classificado, ao mesmo tempo que venceu a Liga Europa e a Taça de Portugal.

A nível interno quis o destino que fosse no último jogo em casa para o campeonato que o FC Porto estivesse à beira de perder pela primeira vez na prova, não se livrando de perder pontos pela primeira vez em casa. Um golo de Hulk já em tempo de compensação permitiu que os dragões alcançassem pelo menos
o empate 3-3 (não sem polémica em foras-de-jogo mal tirados que dariam um resultado completamente diferente) contra um estóico Paços de Ferreira, num jogo onde uma entrada a matar de Nelson Oliveira atirou Moutinho para fora do jogo e pôs em risco a participação do médio na final da Liga Europa. Felizmente o João "Coragem" conseguiu recuperar a tempo de marcar presença em Glasgow. Quanto a Nelson Oliveira, viu e bem o vermelho directo.






O campeonato seria fechado da melhor forma uma semana mais tarde no Funchal, com uma vitória por 2-0 frente ao Marítimo, jogo que marcou o selar de uma proeza notável: o FC Porto sagrou-se campeão sem derrotas e apenas com 3 empates!




Em termos europeus, uma derrota por 3-2 no terreno do Villarreal não foi suficiente para impedir o FC Porto de se apurar para Glasgow onde, pela primeira vez na história, duas equipas portuguesas se encontraram numa final de uma competição europeia. O Braga foi o adversário, após ter eliminado o Benfica com uma derrota por 1-2 na Luz e vitória 1-0 na cidade dos arcebispos. Proeza para os bracarenses, alívio para os encarnados a quem a ideia de voltar a defrontar o FC Porto deixava extremamente preocupados.

Num jogo não muito brilhante, bloqueado tacticamente, valeram o sentido de oportunidade de Falcao, após um grande passe de Guarín, e as mãos de ferro de Helton para que o FC Porto voltasse a figurar nas montra dos vencedores europeus, conquistando a primeira Liga Europa do futebol português. Após Viena, Sevilha e Gelsenkirchen, foi a vez de Glasgow entrar no rol das cidades europeias de boa memória para os adeptos azuis e brancos.


Para o Jamor convergiram os adeptos para a última festa da temporada. Diante de um Vitória de Guimarães que ainda incomodou durante a primeira parte, o FC Porto mostrou galões. A tarde pertenceu a uma jovem pérola colombiana de seu nome James Rodriguez que contribuiu com 3 dos 6 golos com que o FC Porto derrotou os vimaranenses, num score final de 6-2.


No panorama futebolístico nacional, as proezas do FC Porto eclipsaram por completo uma tal de Taça da Liga que nem foi celebrada por quem a conquistou. Reza a história que, como acontecera na Luz frente ao Porto, houve muito boa gente que teve vontade de apagar a luz aos 90 minutos para fechar uma época calamitosa, curiosamente a época em que se tinham assumido como bicampeões mais que certos e ainda tinha elevado a fasquia para... a conquista da Liga dos Campeões. (Momento de pausa para um riso sarcástico).


O jogo e o golo

Sem dúvida a final de Glasgow e a cabeçada de Falcao. O FC Porto conquistou o seu 5º troféu europeu e escreveu mais uma página de ouro na sua história, dando razão a Pinto da Costa que, profeticamente afirmara no final da época anterior "Vamos voltar a ganhar, cá dentro e lá fora!"






O melhor

3 troféus erguidos numa época onde o FC Porto conquistou 4 das 5 competições em que competiu.

Mais um troféu europeu conquistado numa final onde, pela primeira vez na história, se defrontaram duas equipas portuguesas.

A Taça de Portugal foi mesmo a festa do futebol. Cabazada aplicada e troféu levantado!



O pior

A lesão que ia deixando Moutinho impedido de participar na final, numa entrada que deu muito que falar por Nelson Oliveira.

A final de Glasgow ficou aquém das expectativas em termos de futebol jogado. Frente a frente, as duas equipas que melhor futebol praticaram em Portugal em 2010/2011 deixaram os adeptos algo frustrados nesse aspecto.







Amanhã: O turbulento mercado de Verão e a fuga de Villas-Boas

2011 - Mais um ano de ouro na história do Futebol Clube do Porto - Parte 2

O 2º trimestre de 2011 marca o clímax da época de 2010/2011. O FC Porto ganha jogos com resultados categóricos, cilindra adversários, pulveriza recordes e conquista a Europa. A nível interno, humilha duas vezes o rival mais directo em jogos que deixaram traumas profundos nos adeptos encarnados. Para a história fica o feito de uma equipa que se tornou na equipa portuguesa com mais títulos e que se destacou ainda mais em termos de palmarés internacional.


Abril

Abril mês da liberdade, mês da celebração eufórica, o mês em que a Luz se apagou! Abril de 2011, o mês destinado a perdurar na eternidade das memórias dos adeptos azuis e brancos (e não só) e onde a concorrência, envergonhada e humilhada, preferiu esconder-se no conforto da escuridão. O primeiro jogo do mês de Abril colocou frente a frente FC Porto e Benfica no estádio da Luz, equipas que partiam para esse jogo com ambições bem diferentes.

O FC Porto lutava ainda em 3 frentes e sabia que o título estava praticamente assegurado, embora uma vitória na Luz fosse a cereja em cima do bolo. O Benfica mobilizou adeptos e jogadores com aquilo que se tornou o objectivo maior no campeonato: impedir a humilhação suprema de ver os dragões fazerem do Estádio da Luz o palco da festa de um campeonato mais que merecido. Já bastava a afronta indizível dos 5-0 sofridos no Dragão na primeira volta.

Só que o FC Porto que subiu ao relvado da Luz não mudou o chip do querer e da ambição que foi apanágio da época. Não se refugiou no conforto de saber que um empate era um resultado confortável e suficiente e foi à procura da vitória que arrancou a ferros.
Nem uma arbitragem inqualificável de Duarte Gomes, que provavelmente na altura ainda não tinha perfil no Facebook, impediu Villas Boas e os seus de colocar sobre o campo a lei do mais forte.








O FC Porto venceu por 2-1, sagrou-se campeão e deixou a "onda vermelha" à beira de um ataque de nervos, agarrando-se à esperança de "vingarem" mais esta facada profunda no seu orgulho com uma vitória na Taça de Portugal onde estavam bem lançados. No final, os dirigentes do Benfica mostraram porque dizem ser diferentes dos outros (mostraram a sua estatura moral, digo eu) e, para não assistirem às celebrações do título, apagaram a iluminação do estádio e ligaram o sistema de rega.









A festa seguiu na mesma e para sempre fica a memória do dia em que o FC Porto foi a Lisboa apagar a Luz. No final, soltou-se a alegria!






Mas quis o destino que, nesse mesmo mês, o FC Porto voltasse à Luz para disputar a 2ª mão das meias finais da Taça de Portugal, com um handicap de 0-2 derivado da derrota em casa averbada na primeira mão. Apesar de o Benfica já ter sido "vendido" na imprensa como o mais que provável vencedor da Taça de Portugal, mais uma vez o FC Porto passeou categoria e nem um penalty fantasma inventado já perto do fim a favor do Benfica impediu os dragões de dar mais uma estocada numa águia moribunda. Resultado final: 3-1 para o FC Porto após uma 2ª parte de luxo em que o adversário foi vulgarizado e passaporte carimbado para a final da Taça de Portugal!

Ainda durante o mês de Abril, o FC Porto assumiu-se como favorito à vitória na Liga Europa, passeando na Rússia e ganhando ao Spartak de Moscovo por 5-1 no Dragão e 5-2 em Moscovo e depois conseguindo um resultado sensacional nas meias finais da competição ao bater o Villarreal por 5-1 no Dragão, após estar a perder por 1-0 ao intervalo, e garantindo o apuramento para a final de Glasgow!

A nível interno o FC Porto ainda fez dois jogos a contar para o campeonato, vencendo o Portimonense no Algarve por 3-2 e depois o Sporting no Dragão também por 3-2.



O jogo

Sem dúvida a vitória na Luz nas meias finais da Taça, quando o Benfica já era dado como vencedor antecipado da competição após a vitória por 2-0 no Dragão e que deixou os portistas no céu e os benfiquistas à beira do colapso. Com 0-0 ao intervalo, o FC Porto voltou dos balneários com um ritmo diabólico que não deu hipótese a uma equipa do Benfica que se viu completamente desorientada em campo. Valeram os golos de Moutinho, Hulk e Falcao e nem um penalty fantasma por excelente movimento artístico de Saviola conseguiu perturbar mais uma festa na Luz... desta vez com direito a iluminação no final.






O golo

É difícil escolher qual terá sido o melhor ou mais significativo golo do mês de Abril. O golo de Moutinho que deu início à reviravolta na Taça de Portugal? O 3º golo do FC Porto contra o Villarreal por ser um lance espectacular de contra-ataque, o 2º golo por Guarín pela iniciativa individual eficaz ou o 4º golo por Falcao, num voo após a passe de Guarín? E porque não o voo de Falcao a fazer o 1-0 na recepção ao Spartak? O 2º golo contra o Sporting na noite em que Rui Patrício evitou uma goleada histórica só à conta de Falcao? A minha escolha vai para o golo do FC Porto em Moscovo, uma jogada incrível do... Íncrivel que recupera uma bola na defesa, tabela no círculo central com Falcao para depois aparecer na cara do guarda-redes russo a fazer o 1-0 para os dragões!






O melhor

Abril, o mês perfeito! 7 jogos, 7 vitórias, 26 golos marcados, 10 sofridos. Reviravolta nas meias-finais da Taça de Portugal com vitória por 3-1 na Luz após derrota por 0-2 no Dragão, vitórias categóricas contra Spartak e Villarreal na Europa, alcançadas as 15 vitórias consecutivas no campeonato.

O título de campeão alcançado na Luz por 1-2, contra Benfica e Duarte Gomes.

O passaporte praticamente carimbado para a final da Liga Europa.


O pior

A pequenez das mentalidades vê-se nos gestos e nas palavras. Neste caso, para esconder a vergonha de terem de assistir à festa do título do FC Porto na Luz, o Benfica, o tal "clube diferente", apagou as luzes do estádio e ligou o sistema de rega, ajudando com isso a perpetuar este momento na memória colectiva desportiva dos portugueses.

A arbitragem de Duarte Gomes no 2-1 da Luz, só comparável a uma outra de um tal João Ferreira na Supertaça disputada no início da época 2010/2011. Ainda não devia ter perfil no Facebook na altura.



2011 - Mais um ano de ouro na história do Futebol Clube do Porto

O ano de 2011 irá sem dúvida deixar gratas recordações em todos os adeptos do Futebol Clube do Porto e do futebol português, fechando com chave de ouro uma época que, logo no seu início em 2010, deixou bem clara a supremacia dos dragões sobre os seus concorrentes (Benfica, Braga, Sporting,...) e que culminaria com a conquista do "triplete": Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa.


Mais turbulenta seria a transição para a nova época de 2011/2012, com a mudança de treinador e os problemas que afectaram o plantel, levando a uma precoce eliminação da Liga dos Campeões.



Janeiro


O ano não começou da melhor maneira. Uma derrota por 1-2 no Dragão frente ao Nacional colocou praticamente o FC Porto mais uma vez fora da Taça da Liga, facto confirmado mais tarde , curiosamente no jogo que fechou o mês, com um empate em Barcelos, diante do Gil Vicente embora com uma equipa do FC Porto bastante alternativa. Pelo meio, 6 vitórias em outros tantos jogos, contra Marítimo, Naval, Beira Mar e Nacional, e ainda Pinhalnovense para a Taça de Portugal e Beira Mar para a Taça da Liga.


O jogo e o golo


Na ressaca da derrota com o Nacional para a Taça da Liga, a primeira derrota da época, o FC Porto recebeu o Marítimo em jogo a contar para o campeonato e mostrou que o resultado anterior havia sido aquilo que se sabia: um acidente de percurso.


Aos 36 minutos da primeira parte, com o resultado ainda em branco, Emídio Rafael combinou com Varela na esquerda, este tocou para o meio e para trás para Fredy Guarín que encheu o pé e disparou um míssil que só acabou dentro da baliza de Marcelo Boeck. Este golo acabaria por correr Mundo naquele que seria, senão o melhor, um dos melhores golos do ano!







O melhor


A reacção à primeira derrota foi categórica, com uma goleada aplicada ao Marítimo no Dragão.
As exibições e os golos de Emídio Rafael, de pedra e cal na esquerda.


O pior


Dois resultados negativos na Taça da Liga que ditaram a eliminação do FC Porto, na forma como aconteceram, mostraram que este troféu não está mesmo na prioridade dos dragões.
A lesão grave de Emídio Rafael no jogo contra o Gil Vicente, que atirou o defesa-esquerdo para o estaleiro até ao fim da época numa altura em que este tinha conseguido afirmar-se como titular.






Fevereiro


Se o mês de Janeiro começara e acabara mal, o de Fevereiro não podia ter também começado da pior maneira com o FC Porto a receber e a perder em casa com o Benfica nas meias finais da Taça de Portugal por 0-2. Uma falha de concentração de Maicon marcou o jogo logo nos primeiros minutos e 20 minutos depois o golo de Javi Garcia deu a necessária tranquilidade ao Benfica para gerir o resultado. Este resultado também serviu para mostrar a têmpera de Jorge Jesus que, se na derrota inesquecível por 5-0 no Dragão justificou o resultado com a incapacidade de David Luiz em cumprir o que lhe havia sido pedido e não com a superioridade mais que evidente do FC Porto, já neste jogo bradou aos céus uma suposta superioridade táctica do Benfica como garante da vitória. Este resultado teve contudo o condão de animar as hostes benfiquistas numa época que estava a ser, a todos os títulos, desastrosa.


Neste mês o FC Porto voltaria a conhecer o sabor da derrota ao perder em casa com o Sevilha num jogo com uma arbitragem miserável de Howard Webb que consentiu o jogo violento dos andaluzes e deixou os adeptos azuis e brancos à beira de um ataque de nervos. Ainda assim, esta derrota injusta não impediu o FC Porto de passar aos oitavos de final da Liga Europa, fruto da vitória na primeira mão em Sevilha, cidade-talismã, por 2-1.


Pelo meio 3 vitórias para o campeonato em 3 jogos, contra Rio Ave, Braga e Olhanense.


O jogo e o golo


Em Sevilha, o FC Porto enfrentou aquela que era a equipa tida como mais complicada que podia ter calhado em sorteio e que fora eliminada da Liga dos Campeões na pré-eliminatória pelo SC Braga após um jogo épico que culminou em 4-3 para os minhotos.


No Sanchez Pizjuán, o FC Porto sobreviveu à sufocante fúria andaluz e chegou mesmo a colocar-se em vantagem por Rolando. No entanto o Sevilha recolocou o empate no marcador por Kanouté e fez o estádio acreditar que a reviravolta era apenas uma questão de tempo. Foi aí que Villas-Boas tirou o coelho Fredy Guarín da cartola e o colombiano estabeleceria o resultado final a 5 minutos do fim, golo que seria determinante, como se viu depois, para carimbar a passagem aos oitavos de final da Liga Europa.







O melhor


A continuação da série vitoriosa no campeonato com a vitória por 2-0 em Braga, com 2 golos de Otamendi, naquela que era a saída mais difícil do FC Porto para além da ida à Luz, e que elevou novamente os índices de confiança da equipa.


A passagem aos oitavos de final da Liga Europa em detrimento do Sevilha, um dos grandes de Espanha e o adversário mais complicado que poderia ter calhado ao FC Porto.




O pior


A derrota com o Benfica no Dragão para a Taça de Portugal foi encarada como o sentenciar da carreira azul e branca na prova. Depois se veria que isso seria apenas o primeiro capítulo de mais uma proeza fantástica da época 2010/11.


A injusta derrota com o Sevilha no Dragão com uma arbitragem inacreditável de Howard Webb.






Março


Um mês 100% vitorioso! Com vitórias para o campeonato diante do Guimarães, Leiria e Académica, o FC Porto cimentou a liderança em relação ao segundo classificado, aumentando a vantagem de 8 para 13 pontos. Na Liga Europa, outro confronto digno da Liga dos Campeões diante do CSKA de Moscovo que redundou na passagem dos dragões aos quartos de final da prova.


O jogo e o golo


Em Moscovo, o FC Porto enfrentou não só o CSKA local como ainda o "General Inverno" da Rússia. Num campo gelado, em condições extremamente difícil, o FC Porto confirmou a tradição e voltou a vencer com o golo a ser apontado por Fredy Guarín aos 70 minutos. Estavam abertas as portas dos quartos de final da Liga Europa, mais uma vez à bomba!





O melhor

Um mês só de vitórias que elevou para 12 o número de vitórias consecutivas no campeonato e colocou o FC Porto à beira do título... antes do jogo com o Benfica.

As duas vitórias diante do CSKA que garantiram o apuramento para os quartos de final da Liga Europa

O pior

Que se pode dizer num mês assim? Devia ter havido mais jogos?




Continua...

quarta-feira, março 09, 2011

Recordações do CSKA x FC Porto - Parte II

Em 2006/2007, duas épocas após o seu primeiro encontro, o FC Porto e o CSKA de Moscovo voltaram a encontrar-se na Liga dos Campeões.

O FCPorto entretanto recuperara a primazia futebolística em Portugal com a obtenção da dobradinha na época anterior, conduzido pelo polémico holandês Co Adriaanse, que armou a equipa num arrojado 3-3-4 que produzia um futebol extremamente atractivo, mas cujo feitio difícil levou à sua dispensa no início da segunda época.

Para o seu lugar, vindo de apenas algumas semanas de trabalho no Boavista, chegou o professor Jesualdo Ferreira, que deixara boa imagem em Braga.

No sorteio dos grupos da Liga dos Campeões, que ineditamente contava com 3 equipas portuguesas (FCP, SCP e SLB), o FC Porto ficou colocado no grupo G, juntamente com o atrás referido CSKA de Moscovo, para além do Arsenal e do Hamburgo. (Ver a compilação de todos os jogos desse grupo aqui).

Tal como acontecera em 2004/2005, o primeiro jogo foi precisamente contra o CSKA no Dragão e o resultado voltou a ser um empate a 0 golos, pese embora o domínio do FC Porto conduzido por um jovem jogador que enchia o campo: Anderson. Foi aliás do brasileiro a melhor oportunidade do jogo, com um estrondoso remate ao poste, mesmo apertado por um defesa contrário.

Nesse primeiro jogo, o FC Porto alinhou com:

Guarda-redes: Helton
Defesas: Pepe, Bosingwa, Bruno Alves e Ezequias;
Médios: Lucho, Anderson e Paulo Assunção;
Avançados: Tarik, Adriano e Quaresma
Jogaram ainda: Lisandro, Alan e Postiga

Como também tinha acontecido em 2004/2005, o FC Porto viajou em seguida para Inglaterra, perdendo com o Arsenal por 2-0. Contudo, ao contrário dessa época, o FC Porto venceu sem apelo nem agravo os dois jogos seguintes contra o Hamburgo, 4-1 no Porto e por 3-1 na Alemanha.

O FC Porto viajou para Moscovo na penúltima jornada do grupo G em 3º lugar do grupo, com os mesmos 7 pontos do Arsenal, que ia ao Dragão na jornada seguinte, atrás do líder do grupo que era precisamente o CSKA com 8 pontos.

Sabendo de antemão que o Arsenal não deveria ter problemas em bater o Hamburgo em Londres, o FC Porto via-se obrigado a pontuar, isto para não correr o risco de se ver relegado para o 3º lugar, sendo "despromovido" à Taça UEFA.

A 21 de Novembro de 2006, o FC Porto não só pontuou como o conseguiu vencendo o jogo por 2-0, com golos de Quaresma, logo a abrir o jogo, e Lucho Gonzalez. Nesse jogo o FC Porto alinhou com:

Guarda-redes: Helton
Defesas: Pepe, Bosingwa, Fucile, Bruno Alves
Médios: Lucho, Raul Meireles e Paulo Assunção
Avançados: Lisandro, Quaresma e Helder Postiga
Jogaram ainda: Jorginho, Alan e Bruno Moraes

Depois deste jogo, um empate bastava tanto ao Arsenal como ao FC Porto para seguirem em frente e foi precisamente isso que aconteceu no Dragão, com uma igualdade a 0 golos na última jornada, ficando na retina os dois remates ao poste por Ricardo Quaresma. Ainda assim, de Hamburgo vieram boas notícias, já que a equipa local conseguiu os seus únicos 3 pontos na prova ao baterem o CSKA por 3-2.

Sendo apurado em 2º lugar, com os mesmos 11 pontos do Arsenal, o FC Porto viria novamente a cair na fase seguinte, desta vez aos pés do já conhecido Chelsea de José Mourinho, com uma igualdade 1-1 no Dragão e uma derrota por 1-2 em Londres, apesar de ter ainda assim marcado primeiro nesse jogo.


Amanhã esperamos um Porto forte e personalizado, como nos tem habituado a equipa de Villas-Boas, para cumprir a (boa) tradição dos jogos na Rússia. O FC Porto tem a vantagem de jogar em casa a 2ª mão para, desta forma, poder ainda rectificar um eventual mau resultado, ou confirmar o apuramento, se tudo correr como desejamos.

Acima de tudo, é importante que os adeptos estejam com a equipa, para a apoiarem de princípio ao fim. Vamos a eles!

Recordações do CSKA x FC Porto - Parte I

O FCPorto reencontra amanhã um "velho conhecido" das lides da Liga dos Campeões, competição onde os clubes jogaram entre si 4 vezes, com o FC Porto a sair favorecido do confronto com os russos:

2 vitórias (em Moscovo);
2 empates (no Porto);
3-0 em golos (McCarthy, Quaresma e Lucho)

O primeiro jogo entre as duas equipas aconteceu na edição de 2004/2005 da Liga dos Campeões, com o FC Porto a defender o estatuto de detentor do título e a atravessar o turbulento processo de reestruturação que se seguiu a essa magnífica conquista, que levou praticamente à renovação completa da equipa, que agora era comandada pelo aragonês Victor Fernandez que acabaria por sair, apesar de ter vencido a Taça Intercontinental, substituído pelo actual director/treinador do Sporting José Couceiro.

No sorteio, por capricho do destino, o FC Porto ficou colocado no grupo do Chelsea, onde se estreava José Mourinho, transferido dos dragões para o clube de Abramovich após duas épocas e ouro no Porto, do CSKA de Moscovo e do Paris Saint-Germain.

O primeiro jogo foi precisamente contra os moscovitas no Dragão, tendo-se saldado por uma decepcionante igualdade a 0 golos.

No FC Porto alinharam:

Guarda-redes: Baía; Defesas: Seitaridis, Pepe, Jorge Costa e Areias;
Médios: Costinha, Maniche, Diego e Carlos Alberto;
Avançados: Quaresma e Postiga.
Jogaram ainda: Hugo Leal; Luís Fabiano e Benny McCarthy.

Após este empate, seguiram-se duas derrotas, uma por 3-1 em Londres e outra por 2-0 em Paris (com um golo de Pauleta) e o apuramento começava a tornar-se uma miragem. Para piorar as coisas, o PSG conseguiu também vir empatar 0-0 no Dragão. Assim, o FC Porto foi a Moscovo com 2 derrotas e 2 empates, com 1 golo marcado e 5 golos sofridos no pecúlio.

Nessa noite de 24 de Novembro de 2004, com temperaturas negativas e com o relvado completamente coberto de gelo, o FC Porto alinhou com um onze substancialmente diferente do primeiro jogo, fruto também da dificuldade de Fernandez em estabilizar a equipa:

Guarda-redes: Nuno Espírito Santo;
Defesas: Jorge Costa, Pedro Emanuel, Seitaridis e Ricardo Costa;
Médios: Bosingwa, Costinha e Maniche;
Avançados: Derlei, Quaresma e Benny McCarthy.
Jogaram ainda: Pepe, César Peixoto, Hugo Almeida

Mostrando já a tradicional resistência ao frio e ao gelo, o FC Porto conseguiu uma grande vitória por 1-0, com o golo a ser apontado pelo sul-africano Benny McCarthy à passagem da meia hora.




Este resultado seria um incentivo importante para o outro grande feito da jornada seguinte, a última, que seria a vitória no Dragão diante do Chelsea por 2-1, numa grande exibição que o 0-1 de Damien Duff, logo na primeira parte, ajudou a engrandecer. A reviravolta seria consumada pelos golos de Diego e Benni McCarthy, este já no final da partida.

Com este resultado, o FC Porto acabaria por ultrapassar o Paris Saint-Germain na classificação, que ao mesmo tempo, perdia no Parque dos Príncipes com o CSKA por 1-3, quedando-se no 2º lugar e garantido o apuramento para a fase seguinte.

Infelizmente, nos oitavos-de-final, o FC Porto seria eliminado pelo Inter de Milão, após um empate a 1 golo no Dragão e uma derrota por 1-3 em Milão.

Quanto ao CSKA, os moscovitas foram relegados para a Taça UEFA e acabariam por fazer história ao chegarem à final na qual, em pleno Estádio de Alvalade, derrotaram o Sporting CP por 3-1, conquistando o troféu.

terça-feira, março 08, 2011

Ainda o jogo entre o Benfica e o Braga: Imagens dão razão a Jorge Jesus


Esperem lá... acho que me enganei na cassete... Aqui o Jesus ainda era treinador do Braga e isto foi no jogo do Braga na Luz em que o David Luiz marcou um golo irregular que deu a vitória à equipa da casa e que o defesa central brasileiro mais tarde descreveu como sendo o golo mais bonito da sua carreira. Peço desculpa pelo equívoco.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Os melhores jogadores do FC Porto da década


Aproveitando a divulgação pela IFFHS dos rankings dos melhores clubes da década na Europa e dos melhores clubes da década no Mundo, o Zé do Boné irá divulgar ao longo dos próximos dias a lista dos melhores jogadores do FC Porto na última década.

Esta escolha foi feita pelos leitores deste blogue no último ano e pressupôs a escolha de um 11 alinhado em 4-3-3. Fiquem atentos.

Recordando as escolhas:




sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Hugo Inácio - 11 anos depois, apanharam o assassino

No único assassinato dentro de um estádio de que há memória, perpetrado por um adepto benfiquista naquela tarde de má memória no Jamor, o futebol não parou, indiferente ao valor de uma vida humana.

Após 11 anos a monte (não o conseguiu sozinho, certamente), o assassino foi finalmente recapturado e poderá agora cumprir a ridícula pena de 5 anos, se entretanto não voltar a fugir.

Um caso para recordar aos falsos moralistas e hipócritas que se vestem de virgens púdicas.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Memórias: FCPorto x Juventude de Évora - O dia em que Mário Jardel marcou 7 golos em 45 minutos

Amanhã o FCPorto recebe o Juventude de Évora em jogo a contar para a 5ª eliminatória da Taça de Portugal. Esta será a 3ª vez que o FCPorto defronta a equipa alentejana, a militar na 2ª Divisão Zona Sul, curiosamente sempre em casa.

A primeira vez que as equipas se encontraram remonta à época de 1992/1993, tendo o FCPorto vencido por 4-0. Na segunda ocasião, já na época 1997/1998, o resultado foi um expressivo 9-1 a favor do FCPorto, num jogo memorável por vários motivos.

Ao intervalo o FCPorto vencia por 1-0 (golo de Zahovic de grande penalidade), após 45 minutos sem grande interesse e com o FCPorto a mostrar-se pouco esclarecido no ataque, o que levou aos protestos dos adeptos. No banco estava Mário Jardel, o goleador-mor da equipa que nessa época, a 2ª de dragão ao peito, se sagraria novamente melhor marcador do campeonato com 26 golos.

Foi exactamente no brasileiro que António Oliveira apostou para mudar o cariz do jogo, por troca com outro brasileiro: Artur. Jardel entraria na história ao apontar 7 golos em 45 minutos, um deles "de letra".

Este feito veio acicatar ainda mais a discussão em torno da não inclusão de Jardel nas convocatórias da Selecção Brasileira pelo então seleccionador Mário Zagallo, com António Oliveira, rendido à exibição magistral de Jardel, a garantir que iria enviar uma cassete com a gravação do jogo ao seleccionador brasileiro.

O FCPorto, que na eliminatória seguinte eliminou o Maia por... 5-4(!!!), acabaria por vencer a Taça de Portugal, juntando-a ao título de tetracampeão com 9 pontos à frente do Benfica na classificação final. Tinha entretanto perdido a Supertaça para o Boavista, depois de uma derrota por 2-0 no Bessa e uma insuficiente vitória por 1-0 nas Antas. A isto somaria uma decepcionante carreira na Liga dos Campeões, quedando-se no último lugar do grupo D, atrás de Real Madrid, Olympiakos e Rosenborg.

Numa época marcada por alguns conflitos entre treinador e jogadores, nomeadamente Jardel e Sérgio Conceição, e apesar do saldo positivo, Oliveira ficaria numa posição fragilizada, acabando por ser substituído no final da época por Fernando Santos, que viria a granjear o título de "Engenheiro do Penta".


terça-feira, agosto 24, 2010

8,5 milhões??

Acho que foi um excelente negócio! Um guarda-redes destes não tem preço!

Recordo que se chegou a falar de uma proposta, no valor de 12 milhões com possibilidade de ascender a 14, por parte de um clube inglês pelo guarda-redes, ainda este não tinha desfeito as malas e, sinceramente, não só acredito como ainda me permito estabelecer um paralelo com outro nome sonante que fez história pelos lados da Luz, marcando toda uma geração e uma maneira de pensar. Falo obviamente de Michael Thomas!

Na altura da dispensa de Deco do Benfica, também o inesquecível Vale e Azevedo alegou que Deco era dispensável uma vez que tinham Michael Thomas que era muito melhor e, mal tinha acabado de chegar, já o Benfica recebera uma proposta no valor do dobro daquilo que tinha pago pelo jogador.

É bom saber que há coisas que não mudam e, já agora, acrescento "a culpa é do Pinto da Costa"!

Foto obtida aqui

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Auditório José Maria Pedroto

O auditório do Media Center do Estádio do Dragão é a partir de hoje o Auditório José Maria Pedroto. Uma simbólica homenagem mas... chamem-me tradicionalista se eu disser que preferia um monumento a José Maria Pedroto junto ao Estádio do Dragão.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

O legado de Pedroto: A primeira final europeia do FCPorto

O "Mestre" encontrou em Pinto da Costa o parceiro ideal para lançar as bases do projecto de um grande FCPorto europeu. Talvez inesperadamente pela precocidade em que aconteceu, o FCPorto conseguiria chegar a 16 de Maio de 1984 à sua primeira final europeia: a Final da Taça das Taças em Basileia onde defrontou a Juventus de Platini (cuspe!), Boniek, entre outros.

Infelizmente, Pedroto já não orientou a equipa neste jogo dado o estado debilitado em que se encontrava devido à doença que lhe haveria pouco depois de tirar a vida.

Quanto ao jogo, a derrota frente à Juventus acaba por ser de pouca monta dada a importância do significado da chegada à final. 3 anos depois o FCPorto teria uma palavra a dizer diante do Bayern no mítico jogo da final da Taça dos Campeões de 27 de Maio de 1987.


"Estebes" entrevista José Maria Pedroto

O, na época, mestre do humor, na sua personagem "Estebes", entrevista o para sempre mestre do futebol.

Para sempre, José Maria Pedroto


25º aniversário do desaparecimento do Mister que mudou o futebol português e estabeleceu as bases para o advento do clube português com maior palmarés internacional.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Os melhores da década - Votação está a chegar ao fim

Está a chegar ao fim a votação para a eleição dos melhores jogadores que passaram pelo FCPorto entre 2000 e 2009. Quem ainda não votou poderá fazê-lo até sexta-feira. Os melhores, assim como o melhor 11, serão divulgados no próximo Sábado!

Votem já!






sábado, janeiro 02, 2010

O treinador da década

Em duas épocas e meia, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, dois Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal, duas Supertaças Cândido de Oliveira.

Merece sim uma nomeação para a eleição para melhor treinador da história do FCPorto, a par de Pedroto, Artur Jorge, entre outros.

Já agora, vale a pena ver este vídeo a mostrar que nem nas peladinhas, neste caso do staff técnico do Inter, o Special One gosta de facilitar:

terça-feira, dezembro 15, 2009

Passaram 5 anos desde Yokohama

Yokohama - 12 de Dezembro de 2004

Pedro Emanuel prepara-se para entrar na história do FCPorto numa imagem que ficou irremediavelmente associada à Taça Intercontinental de 2004





Passaram já 5 anos desde a última grande conquista internacional do FCPorto: a Taça Intercontinental que entretanto foi "substituída" pelo Campeonato Mundial de Clubes mas que invariavelmente continua apenas a inscrever clubes sul-americanos e europeus na lista dos vencedores das provas.

Naquela noite (manhã em Portugal) foram necessários 120 minutos e 9 penalties para o FCPorto se sagrar campeão mundial de clubes pela segunda vez na sua história após um jogo onde mais que contra uma ultra-defensiva equipa colombiana, teve de se haver com os postes, o azar e um guarda-redes em grande momento de inspiração.

Vítor Baía, que começou a titular, seria substituído por Nuno Espírito Santo no decorrer do jogo como medida de precaução devido a problemas cardíacos decorrentes, presume-se, do jetlag.

Victor Fernandez, contratado para a difícil tarefa de substituir José Mourinho (não vamos aqui contabilizar a breve passagem de 1 mês de Del Neri pelo comando da equipa) não se conseguiu impor acabando por ser demitido após uma derrota com o Braga no Dragão por 1-3. Seria depois substituído por José Couceiro. Ainda assim, conseguiu conquistar a Supertaça frente ao Benfica e a Taça Intercontinental.

Uma passagem ingrata num momento em que o FCPorto estava em pleno processo tumultuoso de desmembramento da fabulosa equipa que durante duas épocas consecutivas mandou na Europa do futebol.

Uma nota trágica ligada a este jogo é que, pouco depois desta final, Luis Montoya, treinador do Once Caldas, viria a ser baleado na Colombia ao tentar proteger a sua irmã de um grupo de assaltantes, tendo ficado com parte do corpo paralisada.


A equipa do FCPorto:

Baía (Retirado - director de Relações Externas do FCPorto)
Seitaridis (Panathinaikos)
Jorge Costa (Retirado - treinador do Olhanense)
Pedro Emanuel (Retirado - treinador dos Sub-17 do FCPorto)
Ricardo Costa (Wolfsburgo)
Costinha (Atalanta)
Diego (Juventus)
Maniche (Colónia)
Luís Fabiano (Sevilha)
Derlei (Esporte Clube Vitória)
McCarthy (Blackburn Rovers)

Suplentes utilizados:

Nuno Espírito Santo (FC Porto)
Ricardo Quaresma (Inter de Milão)
Carlos Alberto (Vasco da Gama)

Suplentes não utilizados:

Areias (sem clube)
Bosingwa (Chelsea)
César Peixoto (Benfica)
Hélder Postiga (Sporting)

segunda-feira, novembro 16, 2009

6 anos recheados de histórias bonitas


O Estádio do Dragão, palco de todos os sonhos, comemora hoje 6 anos de vida. Inaugurado com grande espectáculo, teve o seu primeiro momento alto logo nessa ocasião com a vitória do FCPorto sobre o Barcelona por 2 x 0 com golos de Derlei e Hugo Almeida.

De então para cá, o FCPorto conquistou uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental, 5 campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal, 3 Supertaças, motivos para construir à volta do Dragão uma aura especial que faz sentir toda a força da mística do FCPorto.

O Estádio do Dragão é também um palco especial que já foi reconhecido internacionalmente como uma obra prima de construção e gestão, que faz dele um Estádio exemplar e um caso distinto a nível Mundial.

Parabéns Dragão!

Foto: www.fcporto.pt