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quarta-feira, março 09, 2011

Recordações do CSKA x FC Porto - Parte I

O FCPorto reencontra amanhã um "velho conhecido" das lides da Liga dos Campeões, competição onde os clubes jogaram entre si 4 vezes, com o FC Porto a sair favorecido do confronto com os russos:

2 vitórias (em Moscovo);
2 empates (no Porto);
3-0 em golos (McCarthy, Quaresma e Lucho)

O primeiro jogo entre as duas equipas aconteceu na edição de 2004/2005 da Liga dos Campeões, com o FC Porto a defender o estatuto de detentor do título e a atravessar o turbulento processo de reestruturação que se seguiu a essa magnífica conquista, que levou praticamente à renovação completa da equipa, que agora era comandada pelo aragonês Victor Fernandez que acabaria por sair, apesar de ter vencido a Taça Intercontinental, substituído pelo actual director/treinador do Sporting José Couceiro.

No sorteio, por capricho do destino, o FC Porto ficou colocado no grupo do Chelsea, onde se estreava José Mourinho, transferido dos dragões para o clube de Abramovich após duas épocas e ouro no Porto, do CSKA de Moscovo e do Paris Saint-Germain.

O primeiro jogo foi precisamente contra os moscovitas no Dragão, tendo-se saldado por uma decepcionante igualdade a 0 golos.

No FC Porto alinharam:

Guarda-redes: Baía; Defesas: Seitaridis, Pepe, Jorge Costa e Areias;
Médios: Costinha, Maniche, Diego e Carlos Alberto;
Avançados: Quaresma e Postiga.
Jogaram ainda: Hugo Leal; Luís Fabiano e Benny McCarthy.

Após este empate, seguiram-se duas derrotas, uma por 3-1 em Londres e outra por 2-0 em Paris (com um golo de Pauleta) e o apuramento começava a tornar-se uma miragem. Para piorar as coisas, o PSG conseguiu também vir empatar 0-0 no Dragão. Assim, o FC Porto foi a Moscovo com 2 derrotas e 2 empates, com 1 golo marcado e 5 golos sofridos no pecúlio.

Nessa noite de 24 de Novembro de 2004, com temperaturas negativas e com o relvado completamente coberto de gelo, o FC Porto alinhou com um onze substancialmente diferente do primeiro jogo, fruto também da dificuldade de Fernandez em estabilizar a equipa:

Guarda-redes: Nuno Espírito Santo;
Defesas: Jorge Costa, Pedro Emanuel, Seitaridis e Ricardo Costa;
Médios: Bosingwa, Costinha e Maniche;
Avançados: Derlei, Quaresma e Benny McCarthy.
Jogaram ainda: Pepe, César Peixoto, Hugo Almeida

Mostrando já a tradicional resistência ao frio e ao gelo, o FC Porto conseguiu uma grande vitória por 1-0, com o golo a ser apontado pelo sul-africano Benny McCarthy à passagem da meia hora.




Este resultado seria um incentivo importante para o outro grande feito da jornada seguinte, a última, que seria a vitória no Dragão diante do Chelsea por 2-1, numa grande exibição que o 0-1 de Damien Duff, logo na primeira parte, ajudou a engrandecer. A reviravolta seria consumada pelos golos de Diego e Benni McCarthy, este já no final da partida.

Com este resultado, o FC Porto acabaria por ultrapassar o Paris Saint-Germain na classificação, que ao mesmo tempo, perdia no Parque dos Príncipes com o CSKA por 1-3, quedando-se no 2º lugar e garantido o apuramento para a fase seguinte.

Infelizmente, nos oitavos-de-final, o FC Porto seria eliminado pelo Inter de Milão, após um empate a 1 golo no Dragão e uma derrota por 1-3 em Milão.

Quanto ao CSKA, os moscovitas foram relegados para a Taça UEFA e acabariam por fazer história ao chegarem à final na qual, em pleno Estádio de Alvalade, derrotaram o Sporting CP por 3-1, conquistando o troféu.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Passaram 5 anos desde Yokohama

Yokohama - 12 de Dezembro de 2004

Pedro Emanuel prepara-se para entrar na história do FCPorto numa imagem que ficou irremediavelmente associada à Taça Intercontinental de 2004





Passaram já 5 anos desde a última grande conquista internacional do FCPorto: a Taça Intercontinental que entretanto foi "substituída" pelo Campeonato Mundial de Clubes mas que invariavelmente continua apenas a inscrever clubes sul-americanos e europeus na lista dos vencedores das provas.

Naquela noite (manhã em Portugal) foram necessários 120 minutos e 9 penalties para o FCPorto se sagrar campeão mundial de clubes pela segunda vez na sua história após um jogo onde mais que contra uma ultra-defensiva equipa colombiana, teve de se haver com os postes, o azar e um guarda-redes em grande momento de inspiração.

Vítor Baía, que começou a titular, seria substituído por Nuno Espírito Santo no decorrer do jogo como medida de precaução devido a problemas cardíacos decorrentes, presume-se, do jetlag.

Victor Fernandez, contratado para a difícil tarefa de substituir José Mourinho (não vamos aqui contabilizar a breve passagem de 1 mês de Del Neri pelo comando da equipa) não se conseguiu impor acabando por ser demitido após uma derrota com o Braga no Dragão por 1-3. Seria depois substituído por José Couceiro. Ainda assim, conseguiu conquistar a Supertaça frente ao Benfica e a Taça Intercontinental.

Uma passagem ingrata num momento em que o FCPorto estava em pleno processo tumultuoso de desmembramento da fabulosa equipa que durante duas épocas consecutivas mandou na Europa do futebol.

Uma nota trágica ligada a este jogo é que, pouco depois desta final, Luis Montoya, treinador do Once Caldas, viria a ser baleado na Colombia ao tentar proteger a sua irmã de um grupo de assaltantes, tendo ficado com parte do corpo paralisada.


A equipa do FCPorto:

Baía (Retirado - director de Relações Externas do FCPorto)
Seitaridis (Panathinaikos)
Jorge Costa (Retirado - treinador do Olhanense)
Pedro Emanuel (Retirado - treinador dos Sub-17 do FCPorto)
Ricardo Costa (Wolfsburgo)
Costinha (Atalanta)
Diego (Juventus)
Maniche (Colónia)
Luís Fabiano (Sevilha)
Derlei (Esporte Clube Vitória)
McCarthy (Blackburn Rovers)

Suplentes utilizados:

Nuno Espírito Santo (FC Porto)
Ricardo Quaresma (Inter de Milão)
Carlos Alberto (Vasco da Gama)

Suplentes não utilizados:

Areias (sem clube)
Bosingwa (Chelsea)
César Peixoto (Benfica)
Hélder Postiga (Sporting)