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terça-feira, setembro 07, 2010

Noruega 1 x 0 Grupo de Jogadores Portugueses - Hora de usar a arma secreta tradicional...

... a calculadora, obviamente!
A Selecção deu hoje mais uma vez uma imagem pálida e infeliz, mostrando que os "Pilotos Automáticos" são um infeliz delírio e que há uma verdadeira crise de liderança à qual nada nem ninguém fica indiferente.

Isso vê-se no próprio campo como se viu hoje e já se vira na Sexta-feira passada. Agostinho Oliveira de forma alguma assegura seja o que for e as suas declarações no final do jogo pecam por omissão. Segundo ele, esta equipa tem futuro. Ora, permitindo-me completar a frase para não usar o termo autismo, a equipa tem futuro sim senhor mas creio que faltou referir que esse futuro se afigura muito negro.


Num jogo de forças entre o Estado e a Federação, entre a ADOP e o Seleccionador, quem fica a perder é o adepto que teima em alimentar ilusões. Quinta-feira haverá, ao que parece, decisões. Como sempre, à boa maneira tuga, já vêm tarde mas esperemos que tenham efeitos práticos positivos no trabalho da Selecção e que isso se veja já na recepção à Dinamarca e na subsequente viagem à Islândia que, nesta altura, se nos afigura como um verdadeiro colosso.


Não vou dar a minha opinião sobre o jogo, sobre as decisões técnicas (ou falta delas) ou sobre a dinâmica (ou falta dela) que esta noite foi posta em campo. Vou apenas realçar o único facto positivo que se aproveitou do jogo: a estreia do jovem Sílvio que, espero eu, seja agora opção prioritária em detrimento de Miguel, logo a seguir a Bosingwa.


O futebol, esse, segue dentro de momentos.


segunda-feira, setembro 06, 2010


Um seleccionador suspenso por, graças a um desabafo em tons de turpilóquio, ter criado sérias dificuldades a uma brigada anti-doping, uma Federação ilegal que veio declarar que a Selecção nem sequer precisava de treinador, eis o contexto no qual Portugal jogou contra Chipre na Sexta-feira. O que se viu foi que, se o piloto automático está a funcionar, está seriamente descalibrado e, para agravar o cenário, também a defesa entrou em modo de suspensão. Resultado: um empate que, não sendo para já comprometedor, envergonha - e de que maneira! - os "craques" lusitanos.

Foi pouco inteligente da parte de Madaíl contribuir para, no meio de uma situação tão turbulenta, reforçar a ideia pré-concebida de que o jogo contra Chipre seria todo ele facilidades. Afinal, Portugal ocupa o 8º lugar (já foi 3º há bem pouco tempo) do ranking da FIFA enquanto o Chipre ocupa um miserável 63º lugar.

O que se viu foi uma equipa de Portugal mais preocupada em atacar, esquecendo-se de defender, cometendo erros pela nítida sobranceria que pôs em campo, enquanto Chipre fazia pela vida sabendo que o adversário, pelo menos teoricamente, lhe era superior. Afinal, Portugal fez 4 golos e, sendo assim, pelo menos no capítulo da concretização fez o que era esperado, podendo até ter feito mais golos. O problema foram aqueles inacreditáveis 4 golos sofridos.

Podemos questionar as opções tomadas pelo seleccionador, ou pelo piloto automático (nesta altura já estou confuso), nomeadamente a opção por Meireles, que esta época apenas jogou alguns minutos pelo FCPorto, em detrimento de Moutinho, que tem sido titular indiscutível, ou ainda a opção por Manuel Fernandes, também sem ritmo e com um crónico problema de indisciplina táctica, em detrimento de Miguel Veloso. É certo que ambos marcaram dois golos (desta vez Manuel Fernandes não precisou de rematar 20 vezes) mas também tiveram falhas comprometedoras.

Já a defesa... que dizer? Os defesas laterais esqueceram-se de que a designação do seu posto específico inclui o termo "defesa" e só tiveram olhos para o ataque, desprotegendo as alas e dando liberdade aos cipriotas para as explorarem. Do quarteto defensivo, apenas Ricardo Carvalho se safou no naufrágio mas nem o "Kaiser" tem o dom da omnipresença.

Fica portanto a amargura de 2 pontos perdidos em casa, num jogo de vitória obrigatória, e a necessidade imperiosa de conquistar uma vitória na Noruega. Resta apenas a incógnita sobre qual será a equipa que se irá apresentar na Terça-feira. Com Coentrão lesionado (vai uma aposta que joga contra o Guimarães?) e Miguel ... "à Miguel", é um dado adquirido que Sílvio vai entrar na equipa. Resta apenas a incógnita sobre se Miguel Veloso entrará também para o lado esquerdo. No meio campo, Tiago e Moutinho (des)esperam pela titularidade mas a alteração mais importante será para mim a substituição de Manuel Fernandes, seja por Meireles (que deverá ter pulmão para cerca de 60 minutos) ou por Veloso, dependendo das restantes escolhas.

A ver vamos a sorte que nos espera em terras do "Fiel Amigo".

sexta-feira, julho 16, 2010

CJ revoga castigos ao FCPorto, Hulk e Sapunaru
Porque uma coisa é a lei e outra é quem a pratica

O CJ da Federação Portuguesa de Futebol deu mais uma machadada no defunto CD da Liga ao revogar os castigos, em forma de multa, que este último organismo havia imposto ao FCPorto e aos seus jogadores Hulk e Sapunaru de, respectivamente 4.000, 400 e 250 euros, por alegada quebra de segredo de justiça.

Segundo o CD da Liga, conduzido como se sabe pelo brilhantismo, vedetismo e amiguismo de Ricardo Costa, o Baltazar Garzón português, decidira castigar o FCPorto e os seus dois jogadores devido ao surgimento, nos meios de comunicação social, de vários detalhes sobre o famigerado processo que haveria de levar à suspensão de Hulk por 4 meses e de Sapunaru por 6 meses. Este castigo seria reduzido para 3 e 4 jogos apenas, respectivamente, garantindo à pandilha do CD da Liga a entrada directa no anedotário do futebol português, ao mesmo tempo que feriam de morte a verdade desportiva da última edição do campeonato, ganho, como se sabe, pelo clube de um estádio onde vários juízes do tal CD da Liga eram presença assídua.

Para este último castigo por quebra de segredo o CD da Liga sustentou toda a sua argumentação no facto de as informações terem vindo a público depois de os jogadores terem sido informados das acusações que pendiam sobre eles, isto após, curiosamente, a própria FPF o ter sido também. Ora, o CD da Liga deduziu sem apelo nem agravo que os responsáveis pela fuga de informação haviam sido os jogadores e nunca o número incerto de membros da FPF que também já sabiam dos vários detalhes das acusações...

Este é mais um pormenor que vem confirmar a ligeireza e a má fé com que o CD da Liga pautou a sua actuação, privilegiando o ataque deliberado ao FCPorto, clube graças ao qual conseguiu ficar sob os holofotes em diversos tempos de antena aos quais nem os magistrados do Processo Casa Pia poderiam algum dia aspirar.

Como diz, e bem, o meu amigo Vila Pouca, uma coisa é a lei e outra quem a pratica.

quarta-feira, março 24, 2010

Obviamente!

4 meses 3 jogos de castigo para Hulk
6 meses 4 jogos de castigo para Sapunaru

Agora que o FCPorto está afastado da discussão do campeonato e que perdeu a Taça da Liga, num jogo onde não tinha alternativas para o ataque, o CJ da Federação veio dar provimento ao recurso do FCPorto e despenalizou (este termo é quase desadequado face à dimensão da alteração dos castigos) os atletas do FCPorto. Só no caso de Hulk, o jogador cumpriu 15 (quinze!) jogos de suspensão indevidamente!

E agora, o que vai acontecer?

Será que o Super-Juiz Ricardo Costa vai também agora recorrer desta decisão como o fez anteriormente num precedente fantástico em termos de justiça?

Quem vai ressarcir o FCPorto dos prejuízos desportivos causados pela ausência dos 2 jogadores, como por exemplo no último fim-de-semana em que não havia um único avançado no banco?

Há matéria para impugnar este campeonato no qual o FCPorto esteve privado de um dos seus activos mais valiosos numa fase crítica da época?

Esta Liga, com o CD à cabeça, estabelece o padrão daquilo que é ser parcial, pateta e ridículo e o mínimo que se pode agora esperar é que o FCPorto processe esta pandilha que conseguiu fazer deste campeonato um campeonato irremediavelmente inquinado.

Sr. Ricardo Costa, será que vai ter a lata de mostrar a cara depois disto? Demita-se por favor! Não espere por eleições.

Foto: Record

domingo, fevereiro 21, 2010

Qualquer semelhança com a actualidade poderá ser pura coincidência


Graças à circunstância de a Associação Desportiva do Fundão militar no campeonato de futsal da 1ª divisão, passei a apreciar este desporto, uma espécie de sub-produto - passe a expressão - do futebol, que entusiasma pela intensidade de jogo e ritmo elevado, onde um jogador apenas pode ser mais determinante do que numa equipa de 11. Talvez por não ter havido jornada do campeonato este fim-de-semana (não vejo outra razão para tal), fui acometido de uma súbita melancolia saudosista que me fez recordar a época de 2007/2008.

Nessa época, corria o mês de Abril de 2008 e o Belenenses liderava a fase regular do campeonato com 4 pontos de avanço sobre o 2º classificado Benfica, quando, após 8 meses de deliberação, o Conselho de Disciplina da Federação decidiu suspender o atleta Pedro Cary, figura em destaque na equipa de Belém, por alegada inscrição irregular... na 1ª jornada do campeonato, em Setembro de 2007. Pedro Cary foi suspenso por 1 mês, logo na altura mais decisiva da fase regular, e o Belenenses foi punido com perda de 3 pontos. A equipa de Belém recorreu entretanto ao Conselho de Justiça da Federação.

Nas poucas jornadas até ao final da fase regular, o Belenenses, privado de um jogador-chave, perdeu pontos fatais que fizeram a equipa cair para 2º lugar, por troca com o Benfica. Nos play-off, ambas as equipas se apuraram para a final disputada à melhor de 3 jogos e, pelo alinhamento da fase regular, o Benfica obteve o direito de disputar o eventual 3º jogo em casa.

Se no primeiro jogo, em Belém e já com Pedro Cary, o Belenenses conseguiu vencer por 4-3, já no segundo jogo na Luz o resultado acabou por ser de 6-0 a favor do Benfica, havendo por isso necessidade de disputar novo jogo, também na Luz, no qual o Benfica venceu novamente, desta ver por 4-2, sagrando-se assim campeão nacional.

5 dias depois, o CJ da Federação daria provimento ao recurso do Belenenses, anulando a decisão do CD e dando razão aos azuis de Belém nas suas alegações de que não havia motivo para o castigo. O campeonato, contudo, já tinha sido decidido e a decisão nada alterou...

Qualquer semelhança com a actualidade pode ser ou não coincidência, começando no facto de o beneficiado poder parecer o mesmo.

segunda-feira, novembro 23, 2009

À boa moda portuguesa

Fotografia de um terreno um pouco mais praticável que o do estádio de Oliveira de Azeméis.

Como já todos esperavam, todos menos talvez a Federação Portuguesa de Futebol, o jogo entre a UD Oliveirense e o FCPorto a contar para a Taça de Portugal, foi adiado devido às condições em que o terreno se apresentava e por decisão do árbitro Bruno Paixão. O caso é tão insólito que até chega ao ponto do ineditismo de uma decisão de Bruno Paixão com que a esmagadora maioria dos adeptos do futebol concorda e aplaude. O que mais impressiona neste caso é a falta de profissionalismo que, curiosamente, calhou ao FCPorto já que em outros casos nada comparáveis para melhor, foi fácil arranjar a solução de ir jogar ao Restelo em vez da Caparica ou a Torres Novas em vez de Monsanto.

Bruno Paixão no exacto momento em que encontra o único tufo de relva sem lama no estádio, num altura em que já se inclinava para decidir cancelar o jogo. A dúvida é evidente no rosto do árbitro.

Nitidamente a imagem da Federação sai manchada deste caso já que era a ela que caberia tomar a iniciativa de encontrar uma solução para o imbróglio. Quanto à Oliveirense jogou com os seus próprios interesses tendo em conta que, num terreno destes, o jogo se transformaria numa autêntica lotaria onde a vantagem da técnica dos jogadores do FCPorto seria anulada.

Em todo o processo, a única parte que se portou com total profissionalismo foi mesmo o FCPorto que não se cansou de apontar o estado deplorável do terreno e a preocupação que o mesmo causava perante a perspectiva de um agravamento das condições climatéricas. Pelos vistos, só mesmo o FCPorto se deu ao trabalho de consultar o boletim meteorológico. A Federação preferiu escudar-se no facto de se tratar um terreno licenciado pela Liga ignorando aquilo que saltava à vista e refugiando-se em argumentos em que referia que em Portugal há muitos terrenos em péssimas condições e que a Taça obriga a jogos em locais semelhantes. Mas então porque é que o Benfica jogou em Torres Novas contra o Monsanto e o Sporting defrontou os Pescadores no Restelo??

Aspecto parcial de um terreno de cultivo de arroz, típico da agricultura local de Oliveira de Azeméis. Na foto é possível observar um agricultor local procedendo à fertilização da plantação.

Se tivesse mostrado disponibilidade e BOA FÉ, a Federação poderia ter sido parte da solução ao contribuir para encontrar uma solução alternativa e, neste momento, estaria tudo resolvido em relação a esta eliminatória da Taça. Não o fez e agora eu pergunto: Sairá mais barato à federação e aos clubes envolvidos a organização de dois jogos para disputar apenas um? O jogo será mesmo em Oliveira de Azeméis, no tal estádio licenciado pela Liga?

Outro argumento interessante usado pela Federação foi o de não se poder confundir um jogo entre clubes com um jogo entre selecções, isto na sequência da acusação por parte do FCPorto de a Federação ter dois pesos e duas medidas após esta ter protestado contra as condições em que decorreu o jogo na Bósnia entre a selecção local e Portugal.

Que moralidade tem uma instituição em reclamar de um facto que deixa acontecer em sua própria casa e, diga-se em abono da verdade, em condições muitos piores do que aquelas com que a selecção se deparou na Bósnia. Sr Madaíl, o FCPorto pode não ser a selecção mas é um clube que fornece jogadores para essa Selecção que tanto defende e, por acaso da sorte, até fornece jogadores decisivos como foram Bruno Alves e Raul Meireles.

Um jogo de futebol é um jogo de futebol e tem condições mínimas exigíveis e se é verdade que em muitos locais do país há campos piores, não há nesses campos jogos onde os adeptos tenham de pagar 22 euros de bilhete de entrada.

É inacreditável que tenha sido necessário dar entrada ao público, que as equipas tenham feito aquecimento(?), que a polícia tenha instalado um dispositivo de segurança (que de pouco serviria caso houvesse problemas num estádio sobrelotado) para que a poucos minutos da hora marcada para o início do jogo, o Sr Bruno Paixão tenha constatado o óbvio: o terreno não tinha condições mínimas para a prática de um jogo de futebol. Só a Federação não percebeu ou fingiu que não percebeu quiçá porque não tem mais que fazer que calendarizar jogos suplementares perfeitamente desnecessários se houvesse bom senso e boa fé.

PS - O tal licenciamento da Liga em que a Federação se escuda podia dar pano para mangas se quiséssemos pegar num facto tão curioso quanto interessante para o qual o meu amigo Vila Pouca chama a atenção no seu blog. Será que o facto do Presidente da Liga ser natural de Oliveira de Azeméis e de ter estado ligado durante largo período ao clube tem alguma coisa a ver com o licenciamento? Prefiro não ir por aí...

quarta-feira, setembro 23, 2009

Nomeação de Duarte Gomes para o FCPorto x Sporting lança confusão

A nomeação de Duarte Gomes para o próximo FCPorto x Sporting CP está a causar uma onda de indignação pelas bandas de Alvalade devido ao processo litigioso que opõe os leões ao árbitro, relativo a um incidente que aconteceu na época passada (ver vídeo).



Se à partida não tem lógica excluir seja que árbitro for de um jogo de futebol, se assim fosse há muito que o FCPorto tinha pedido para excluir Carlos Xistra de qualquer jogo de futebol a menos de 10km do Estádio do Dragão para evitar mais Xistralhadas, seria de esperar que a Liga tivesse pelo menos algum bom senso. 


A Liga deveria ter esperado que fosse tomada uma decisão no Conselho de Justiça da Federação relativamente ao recurso interposto pelo Sporting, na sequência do arquivamento da queixa pelo Conselho de Justiça da Liga, de forma a salvaguardar a transparência do futebol. Isto não lembra os muitos casos de arguidos que ocupam cargos públicos quando deveriam estar excluídos até a completa clarificação dos processos de que são alvos?


Este assunto nada tem a ver com o FCPorto mas sai sem dúvida prejudicado o próprio clássico que, com esta nomeação, começou já a criar um contexto de suspeição e intriga podendo também condicionar o próprio árbitro. Para "provar" que não está de má fé contra o Sporting, Duarte Gomes pode cair no erro de, na dúvida, decidir a favor da equipa de Alvalade, acabando por beneficiar aqueles que não queria à partida sobretudo prejudicar.


Só espero que o jogo não tenha (mais) casos e que no final possamos ter direito a uma vitória sem mácula do FCPorto. A ver vamos...

sábado, junho 06, 2009

Bruno Alves mantém o sonho!

Ao minuto 93', Bruno Alves atacou a bola com uma crença e uma determinação própria dos verdadeiros campeões, carregando consigo não só a sua vontade mas todas as esperanças e ansiedade de um país inteiro. De cabeça, subiu mais alto que o guarda-redes albanês desferindo uma cabeçada imparável que mantém Portugal na corrida por um lugar nos qualificados para o Mundial 2010.

Aquele golo, aquela jogada, só podiam ser de Bruno Alves!

Quanto ao jogo, mais uma vez fraquinho, mas não se pode culpar apenas a selecção pois o ambiente em Tirana era extremamente adverso, os jogadores locais jogaram no limite da legalidade e tudo isto com a complacência de um árbitro demasiado permissivo que, inclusive, deixou um penalty por marcar para cada lado. O que conta é a vitória por 2-1 que permite a Portugal ir disputar com intactas aspirações o jogo na Dinamarca no próximo mês de Setembro, jogando depois uma verdadeira final a duas mãos com a Hungria.

Foto: Record

sábado, março 28, 2009

Confirma-se...


Se todos cruzassem sem sentido como Ronaldo...

Se todos dessem a bola ao adversário como Ronaldo...

Se todos, na marcação de um livre, acertassem no único homem a fazer barreira como Ronaldo...

Se todos falhassem golos de baliza aberta como Ronaldo...

Portugal era campeão do Mundo. Limpinho!

Assim, resta à Selecção alugar uns documentários da National Geographic para poder conhecer a África do Sul.


segunda-feira, dezembro 22, 2008

O timming como problema



Gilberto Madaíl, dirigente máximo federativo, afirmou ontem em entrevista que não compreende as razões que levaram Scolari a deixar Baía de fora do Euro 2004 e que isso lhe causou muita pena pois Baía era o melhor guarda-redes (nota: havia acabado de ser eleito melhor da Europa).

São declarações que me fazem concluir duas coisas:

1 - Madaíl tem uma péssima noção de timming pois esta posição pública chega apenas com mai de 4 anos de atraso.

2 - Madaíl foi irresponsável pois, perante uma situação mal explicada e anormal, não foi capaz de questionar sequer os motivos que estavam na sua origem a quem devia. Um patrão não deve questionar os seus subordinados?

Nós por cá continuamos, a assistir ao desmoronar de uma selecção na qual, nos últimos 4 ou 5 anos, apenas houve uma excelente maximização no aproveitamento das bases e dos recursos existentes. Preparar bases para o futuro e alternativas aos jogadores então convocados é que já foi mais difícil, deixando por isso no ar a ideia de que a "Geração Inacreditável" mais não foi do que um feliz acaso.

fotografia 19 Meses Depois 

domingo, julho 06, 2008

À boa moda portuguesa

Burrada atrás de burrada, é como se pode classificar a actuação do CJ da FPF na sua original reunião de sexta-feira.

1 - Tendo a reunião sido dada como encerrada pelo Presidente, eis que os vogais decidem, após um belo jantar, voltar a reunir-se como quem vai jogar às cartas e decidem entre si que as sanções impostas ao FCPorto e Boavista pelo CD da Liga são válidas. Não tiveram em consideração os argumentos apresentados em recurso e mantiveram uma decisão que já de si vinha inquinada. Aguarda-se agora com curiosidade a tomada de posição de Madaíl sobre esta questão.

2 - Por outro lado, o CJ da FPF decidiu considerar nulo o castigo imposto a Pedro Cary e ao Belenenses por alegada decisão irregular, isto 8 meses depois das alegadas irregularidades. Na altura, o jogador fora suspenso por 1 mês e ao Belenenses foram retirados 6 pontos, factor decisivo para que ficasse em 2º lugar na fase regular, a 1 ponto do Benfica que assim garantiu a vantagem no factor casa na final do Playoff e que, convenientemente, após ter perdido no Restelo, ganhou os 2 jogos em casa, sagrando-se campeão.

Alguém vê aqui um padrão?