terça-feira, março 08, 2011

Ainda o jogo entre o Benfica e o Braga: Imagens dão razão a Jorge Jesus


Esperem lá... acho que me enganei na cassete... Aqui o Jesus ainda era treinador do Braga e isto foi no jogo do Braga na Luz em que o David Luiz marcou um golo irregular que deu a vitória à equipa da casa e que o defesa central brasileiro mais tarde descreveu como sendo o golo mais bonito da sua carreira. Peço desculpa pelo equívoco.

O verdadeiro Có-Có-Ró-Có

Ensaio sobre a cegueira benfiquista

Desde anteontem, um surto de cegueira tem vindo a afectar cada vez mais o universo benfiquista. As primeiras informações indicam uma relação directa entre uma prévia crise aguda de amargura e desilusão, associado a uma base prévia de clubite aguda, e a cegueira posterior.

Esta cegueira é ainda alimentada pela propaganda transmitida pelo pasquim oficial da Instituição, o pasquim A Bola, que no dia de ontem saiu às bancas com uma 1ª página simplesmente inacreditável, estabelecendo o padrão da mais pura desonestidade intelectual.

Torna-se assim fácil para Luís Filipe Vieira e os seus asseclas implementarem com sucesso uma táctica que passa simplesmente por repetir tantas e tantas vezes a mesma coisa que ela acaba por se tornar verdade, pelo menos para os seus adeptos, que com a clarividência toldada pela frustração, engolem tudo o que lhes põem à frente sem pensar e ainda se inclinam de forma reverente.

Dizer que Javi Garcia nada fez para ser expulso é, e volto a referi-lo, a mais pura desonestidade intelectual e uma afirmação cobarde. Nas imagens vê-se claramente o espanhol a dar uma palmada no peito de Alan sem necessidade nenhuma, naquilo que em todo o lado constitui uma agressão. Em todo o lado menos, claro, na cabeça dos benfiquistas. Pode-se discutir depois se era falta contra o Benfica ou a favor mas... onde andam agora aqueles benfiquistas que, em situações de faltas que não eram a favor do Benfica e que resultaram em golo, vieram céleres justificar-se com "a falta é um lance, o que se seguiu é um lance completamente diferente"? Veja-se o exemplo do lance do golo com que derrotaram o FC Porto na Luz no ano passado...

Curioso é que não se tenha ainda ouvido Javi Garcia acerca deste lance mas apenas Jesus, Vieira e outros que tal, sendo que Jesus refere que não houve "agressão voluntária" (sic). Ou seja, houve agressão mas não foi voluntária. Isto é um excelente argumento de defesa para qualquer jagunço que aplique um soco em alguém. Pode sempre dizer que foi sem querer. É óbvio que depois Alan tira partido da situação, tal como Carlos Martins tirou quando foi atingido de raspão por um objecto atirado das bancadas mas que felizmente não resultou em nada de grave pois, instantes após ter rebolado sobre o chão como um peixe recém-pescado, já estava de pé como se nada se tivesse passado.

Por outro lado, ao longo de toda a confusão que se seguiu até ao cartão vermelho, viu-se muita coisa mas não se viu, em momento algum, Javi Garcia a protestar contra a expulsão. Apenas manteve um semblante de resignação mesmo quando o árbitro ainda não lhe tinha exibido o cartão vermelho.

Verdade seja dita, Javi Garcia já deveria ter sido expulso no jogo anterior quando, de forma suja e cobarde, atingiu Helder Postiga que estava caído no chão. Mas, esse é o tipo de lances dos quais não se fala nem se deve falar... até que fique a ideia de que nunca existiram. Porquê? Porque o Benfica tem obrigatoriamente que ser roubado e nunca beneficiado. E quem diz esse, diz a cotovelada de Coentrão num jogador do Marítimo no jogo que a Instituição ganhou in-extremis, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos, ou por exemplo a primeira entrada de Maxi Pereira no jogo contra o Guimarães, onde atinge deliberadamente com a mão a cara de um adversário caído no chão. Não se lembram deste lance nem viram nada escrito acerca dele em lado nenhum? Pois... lá está!

Hoje, faz-se eco no veículo de propaganda oficial -a Bola pois claro!- da indignação do Benfica relativamente a várias situações no jogo de Braga nomeadamente em relação ao comportamento do speaker, a alegados empurrões que terão sofrido junto aos balneários e ainda os objectos atirados para o campo. Curiosas queixas vindas de quem tem um estádio no interior do qual acontecem agressões e empurrões por "jagunços", como diz o Vieira, onde o clube é multado por uso indevido do sistema de som durante o jogo, como aconteceu no último jogo contra o Marítimo, e onde há adeptos que invadem o terreno do jogo para ir dar "mimos" aos árbitros assistentes.

Foram os árbitros que provocaram os frangos do Roberto ou a demora na adaptação de Sálvio e Gaitán, dois jogadores fundamentais no Benfica? Já agora, foram os árbitros que levaram à utilização intensiva destes jogadores sem rotação, de tal forma que, chegaram a esta altura da época presos por arames e a contas com lesões de esforço, isto após uma série de jogos que o Benfica só conseguiu vencer in-extremis?

Já agora, quando é dado a conhecer o castigo a Jorge Jesus pela agressão (voluntária ou involuntária?) a Luis Alberto do Nacional? Será em Junho?


O Benfica foi roubado e o Porto beneficiado?

Curiosamente, sempre que o Roberto dá frangos, os árbitros roubam o Benfica. Deve ser para agravar o cenário já por si bastante negro, naquilo que é um exercício do mais puro e impiedoso sadismo.

A lavagem cerebral da massa adepta benfiquista foi de tal ordem que já ninguém se consegue lembrar do ambiente de cortar à faca que se viveu na Luz nas primeiras jornadas do campeonato, quando se suplicava já a dispensa de Roberto e se questionava como tinha sido possível dispensar Quim e pagar 8M€ por um frangueiro daquele calibre, quando já se discutia a continuidade de Jesus, as fracas exibições de jogadores fundamentais como Cardozo e David Luiz assim como o fraco nível de jogo exibido pelo Benfica, a anos-luz do que tinha acontecido na época anterior.

Depois, quis-se passar a ideia de que o FC Porto tinha sido beneficiado, mas sempre evitando referir o jogo da Supertaça, curiosamente... um jogo onde ficaram por mostrar 3 ou 4 vermelhos a jogadores do Benfica. Mas pronto, ninguém fala nisso. Não convém.

Referem pois o jogo contra o Naval na 1º jornada, alegando que não há penalty e as imagens provam-no sem sombra de dúvida. Serão os mesmos especialistas de análise que não conseguem ver a agressão de Javi a Alan? O que omitem foram as entradas brutais de jogadores da Naval que, pelo meio, conseguiram mandar Guarín para o estaleiro durante algumas semanas após uma entrada assassina ao tornozelo do colombiano. Já agora, também não convém referir um penalty que ficou por marcar anteriormente a favor do Porto, isto porque o Porto não pode ser prejudicado mas apenas beneficiado.

Ainda se fala no Rio Ave x FC Porto, reclamando penalty não assinalado por falta de Álvaro Pereira sobre Tarantini. Efectivamente houve falta e era penalty. O que não se refere em lado algum é que o lance do Rio Ave começa com um fora-de-jogo claríssimo não assinalado que resulta num ressalto que acaba por ser aproveitado pelo Tarantini. "Ah e tal, era outro lance...". Pois sim.


Depois, outro dos cavalos de batalha da nação benfiquista é o Guimarães x FC Porto, jogo onde se reclama a não marcação de um penalty contra o FC Porto por falta de Fucile sobre Edgar. Se o critério for aquele que foi seguido no recente Benfica x Sporting, segundo o qual, quando dois jogadores se agarram em simultâneo, se deve marcar falta da forma que mais interessar ao Benfica, então sim, ficou penalty por assinalar. Não se fala contudo da expulsão mais tarde perdoada a Edgar num jogo onde o FC Porto acabou reduzido a 10 por expulsão de Fucile, isto num estádio onde o FC Porto já se habituou a ser prejudicado.

O mais caricato é que mesmo no jogo que fica na história deste campeonato, o jogo dos 5-0 ao Benfica, o FC Porto foi prejudicado quando o árbitro não assinalou um penalty contra o Benfica por mão ostensiva de Sálvio e depois pela não expulsão de Maxi Pereira (jogador que só vê metade dos amarelos que devia) quando, já com um cartão amarelo, pontapeou de forma descarada uma bola para a bancada quando já havia sido assinalada reposição a favor do Porto.

segunda-feira, março 07, 2011

NOJEIRA

Decididamente, o diário "A BOLA" mete-me NOJO não só por esta capa que constitui um verdadeiro atentado à inteligência mas por toda a campanha vil e rasteira que tem feito ao longo desta época, tornando-se mensageira privilegiada do Benfica.

Dizer que Javi Garcia não acertou deliberamente uma palmada em Alan é revelador de uma descomunal desonestidade intelectual e o assumir (se ainda fosse preciso mais) de que aquilo que se pratica pela redacção deste periódico é tudo menos jornalismo.

Ninguém disse contudo que o espanhol foi expulso com um jogo de atraso depois do pontapé na cabeça de Helder Postiga, que estava caído no chão, no recente jogo para as meias-finais da BWin. Sendo expulso, não poderia ter marcado o golo da vitória do Benfica. Duplo benefício, portanto. Mas quando é que a Bola alguma vez admitirá os casos em que o Benfica é beneficiado?

Arrisco dizer que será quando as galinhas tiverem dentes e os testículos do director d'A Bola deixarem de estar nos bolsos de Luís Filipe Vieira e restantes Ayatollahs, líderes espirituais da nação vermelha.

FCPorto 2 x 0 V. Guimarães - Dragão em Sábado Gordo

O FC Porto recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 2-0, dando (mais) um passo decisivo rumo ao título. Sem Hulk e com um Belluschi a ser uma sombra de si próprio, os dragões tiveram muitas dificuldades em furar a muralha minhota montada por Manuel Machado. Villas-Boas voltou a ser certeiro nas substituições e, com uma grande segunda parte, os dragões asseguraram mais 3 pontos e ficaram mais perto do tão ansiado título.


Ao contrário do que fizera, por exemplo no Estádio da Luz, o Vitória apresentou-se no Dragão com uma postura extremamente defensiva, preocupada sobretudo em fechar os caminhos da baliza e não em procurar discutir o resultado. Apesar de tudo, foi precisamente o Guimarães que criou a primeira ocasião de perigo do jogo, logo nos primeiros segundos, ocasião que Helton resolveu com uma defesa de recurso e que seria também a única ocasião dos minhotos.

Quem também cedo mostrou serviço foi Jorge Ribeiro que fez questão de demonstrar às pernas de João Moutinho a qualidade dos seus pitons, imitando aquilo que o seu irmão Maniche havia feito no empate do FCPorto em Alvalade. Tal como o irmão livrou-se da expulsão mas este não se livrou do amarelo.

Sem poder contar com Hulk e com Belluschi muito desconcentrado no capítulo do passe, o FC Porto encontrou muitas dificuldades para resolver os problemas criados pela equipa de Manuel Machado. Varela, Falcao e James bem procuraram a sua sorte mas, fosse por falta de pontaria, fosse por um punhado de boas defesas de Nilson, o golo não apareceu.

Na segunda parte Villas-Boas não esperou muito para alterar o figurino da equipa. Logo aos 55', fez finalmente sair Belluschi, vendo que não havia maneira do argentino pegar no jogo, fazendo entrar Guarín. Esta alteração foi fundamental para o FC Porto ganhar ascendente no meio-campo, fruto da pujança física e da técnica do colombiano. Pouco depois, seria a vez de Cristian Rodriguez entrar por troca com Varela, que tarda em encontrar o caminho das suas melhores exibições embora tenha sido muito esforçado neste jogo.

Pouco depois da entrada do uruguaio, com James a ficar mais solto na frente, o FC Porto conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva vitoriana, graças a um grande passe do jovem colombiano que deixou Falcao, que fugiu bem à marcação de N'Diaye, na cara de Nilson. Desta vez, o matador não perdoou e inaugurou mesmo o marcador, finalizando uma jogada que acabou por ser simples, passando por 4 jogadores: Helton, Rolando, James e Falcao.

Finalmente Machado meteu um ponta-de-lança, Edgar, jogador que passou sem sucesso pelo FC Porto por empréstimo, mas o figurino do jogo não se alterou.

O marcador só voltaria a mexer já em tempo de descontos para o 2-0 final, da autoria de Cristian Rodriguez a finalizar um grande contra-ataque, mas os dragões ficaram a dever a si próprios não terem conseguido um resultado mais volumoso, dadas as oportunidades desperdiçadas.

Uma palavra especial para o "Cebola" que, finalmente, conseguiu o golo que tanto procurava e que pode ser um grande tónico para motivar o jogador para as batalhas que faltam até ao final do ano. Desde que foi assolado por lesões sistemáticas, desapareceu aquele explosivo jogador que caiu no goto dos adeptos na época da estreia. Felizmente pode ser, ainda esta época, um grande reforço!

Uma última nota para Jorge Sousa. Neste jogo deixou-se iludir por simulações de Renan, ficando por aplicar a respectiva sanção disciplinar e expulsou bem N'Diaye. No entanto, o lance mais grave aconteceu logo no início do jogo quando castigou Jorge Ribeiro apenas com o amarelo na entrada que o jogador (?) fez às pernas de Moutinho. Curiosamente, como já referi, foi um lance em tudo semelhante ao do seu irmão, Maniche, no jogo contra o Sporting em Alvalade, que redundou num empate com o golo do Sporting a ser marcado em lance precedido de fora-de-jogo, mais o tal lance da não expulsão de Maniche e ainda uma expulsão muito duvidosa de Maicon. Adivinhem quem era o árbitro... Pois sim! Jorge Sousa.


E no Dragão Caixa, o Eneacampeão mostrou serviço


Quem decidiu assistir ao jogo de hóquei entre o FC Porto e o Benfica antes do jogo de futebol contra o Guimarães, ficou decerto satisfeito naquilo que foi um autêntico Sábado Gordo.

Com o Benfica na liderança do campeonato, os Dragões sabiam que só a vitória servia e, de início ao fim, não facilitaram, acabando por repetir o resultado do jogo na Luz na primeira volta, vencendo por 7 x 5 num Dragão Caixa completamente cheio.

Para lá da vitória, o FC Porto igualou o Benfica no topo da classificação com 55 pontos, isto quando faltam 9 jornadas para o fim.

O Decacampeonato é nesta altura muito mais que uma miragem!


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Jorge "Balboa" Jesus II - O catedrático ataca de novo

Mais uma vez, o único treinador catedrático do Mundo voltou a mostrar o material de que é feita a sua hombridade, envolvendo-se mais uma vez em confrontos com jogadores e staff adversários no final de um jogo difícil.


Nas imagens televisivas é possível ver Jorge Jesus nervoso (não era o "miúdo" que tinha dificuldade em lidar com a pressão?) a correr para o relvado mal se ouve o apito final e a distribuir empurrões e insultos. O autor da célebre frase "O fair-play é uma treta" já nos habituou a este tipo de comportamentos e desta forma vem cada vez mais dar credibilidade a queixas anteriores de "mimos" dados a adversários na época passada no já célebre túnel da Luz, lugar que se tornou célebre pelas armadilhas aí montadas a jogadores e técnicos das equipas visitantes.

Enquanto ainda aguardamos pelos resultados do processo disciplinar instaurado por ocasião do soco que o "bronco da pastilha elástica" aplicou ao maxilar do jogador nacionalista Luís Alberto a 22 de Janeiro, ou seja, há mais de um mês, o técnico é aqui apanhado em reincindência.


Alto lá! Apanhado mas só se o árbitro assistente, que a partir dos 24 segundos aparece à direita, tiver tido a coragem de registar aquilo que viu porque o árbitro Vasco Santos, que está tão junto a Jesus que deve ter levado com os perdigotos que emanaram da boca temporariamente livre de pastilha elástica, começa por virar a cara para depois virar as costas e afastar-se da confusão. Terá tido medo de ter de anotar alguma coisa no relatório? Tirem as dúvidas:










Ficamos pois à espera do relatório do árbitro. Por este andar, se a equipa de arbitragem tiver por milagre visto algum dos "mimos" do catedrático e conhecendo-se como a justiça desportiva funciona quando não se trata do FC Porto, Jorge Jesus arrisca-se a passar 2 ou 3 jogos na bancada em Junho.

Só para lembrar os mais esquecidos, faz agora cerca de um ano que Hulk continuava, desde Dezembro a cumprir os 15 jogos de castigo a mais que o Garzón português lhe tinha aplicado com pompa e circunstância e com direito a transmissão televisiva e tudo.

De Sevilha a Olhão, o Dragão não cede

Depois de um jogo de sabor agridoce a meio da semana, onde podia ter goleado o Sevilha e acabou por perder 0-1, naquilo que foi saudado por muitos que desesperam em ver fragilidades no FCPorto com um sinal de quebra, os dragões foram a Olhão jogar contra uma equipa que ainda não perdera em casa. A classe portista fez a diferença e, com notas artísticas de grande nível pelo meio, os dragões trouxeram (mais) três pontos.

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O FCPorto deslocou-se a Olhão num contexto muito particular: vinha de uma derrota em casa a meio da semana diante do Sevilha e ia jogar contra uma equipa que em casa ainda não perdera, motivos aparentemente considerados suficientes para se instalar a euforia antecipada de que o FCPorto iria, desta vez, perder pontos.

Infelizmente, quando se pretende à força que as coisas sejam como nós queremos que sejam e não como elas efectivamente são, há uma tendência infeliz para se ignorar evidências e factos. Assim, preferiram ignorar o facto de que o resultado do jogo da última Quarta-feira foi uma das maiores injustiças da época. O FCPorto dominou em todos os aspectos do jogo o Sevilha e acabou por perder.

Prova disso são os 17 remates que o FCPorto fez, alguns deles através de jogadores que apenas tinham o guarda-redes pela frente, contra os 5 do Sevilha, que só aspirou virar o rumo da eliminatória quando, logo após um golo caído do céu, Álvaro Pereira foi expulso por uma entrada perfeitamente escusada mas só até o árbitro finalmente ter decidido expulsar um sevilhano. A este árbitro, que de forma feliz um comentador radiofónico classificou de “um antigo polícia que, pelo que vejo, devia passar poucas multas”, o Sevilha pode agradecer ter chegado ao fim do jogo com 10 jogadores e não com 8 ou 9. Seja como for, o objectivo principal foi assegurado: a passagem à fase seguinte para reencontrar o CSKA de Moscovo.

Em Olhão, cheirou a campeão

Em Olhão, o FCPorto enfrentou mais um duro teste às suas capacidades, defrontando a equipa local que ainda não havia perdido em casa. Com Falcao e Álvaro ainda não no seu melhor o FCPorto assumiu inicialmente uma atitude de controlo mas foi pouco acutilante no último terço do terreno.

Varela continua aparentemente a sua fase de menor fulgor e Hulk parece andar ansioso, como se o valor de ambos estivesse em causa. Contudo não se pode tirar a Hulk o mérito de ter sido quem mais agitou o jogo do FCPorto ao longo de toda a partida, especialmente na primeira parte.

Ao intervalo, perante o impasse no jogo, Villas-Boas mostrou mais uma vez a competência que se lhe conhece e mexeu –muito bem!- na equipa, fazendo entrar Fucile e James para o lugar dos menos fulgurosos Sapunaru e Varela. A partir daí o jogo mudou.

No reatamento o Olhanense ainda ameaçou mas Helton, sempre atento, mostrou segurança. Na frente, com James a “partir a loiça” e Fucile a alargar o jogo, Falcao começou a ter espaço e finalmente começou a mostrar-se.

image1 Foi no entanto Belluschi, com uma obra prima, quem finalmente conseguiu derrubar a muralha algarvia após boa jogada de James. Um golo que merece ser visto e revisto. Logo após este golo, seria a vez de Falcao confirmar o seu regresso com um golo também de excelente execução, embora menos espectacular que o do argentino, sentenciado o jogo.

Daí até ao final, após várias ameaças, Falcao acabaria por bisar após uma boa iniciativa de Hulk  (que merecia o golo pelo esforço que fez ao longo do jogo) que rompeu pela esquerda e na passada rematou, sobrando o ressalto no guarda-redes para o colombiano que bisou e, com isso, ultrapassou Cardozo e se aproximou de João Tomás na lista de melhores marcadores .

São portanto mais 3 pontos importantíssimos rumo ao título e ficam matematicamente a faltar 7 vitórias.

Fotos: Ilhas da Bruma – Açores; Record

terça-feira, fevereiro 22, 2011

FC Porto x Sevilha: Muita concentração, porque a eliminatória ainda não está ganha

O FCPorto pode amanhã escrever mais uma grande página da sua história se, como todos esperamos, conseguir ultrapassar o Sevilha mas, e Villas-Boas não se tem cansado de o referir, a eliminatória está longe de estar resolvida.

É certo que a vitória em Sevilha foi um grande resultado e um passo muito importante mas amanhã é preciso dar sentido a esta vitória e dar o máximo para conseguir o apuramento. Do outro lado não estará uma equipa qualquer nem o tristonho Sevilha que defrontou o Braga, vimo-lo no jogo da semana passada.

Quem tem nomes como Kanouté, Fabiano, Navas, Negredo entre outros, tem legitimidade em aspirar a ganhar seja em que terreno for. Caberá ao FC Porto arregaçar as mangas e confirmar o favoritismo na eliminatória.

Do lado do Porto, poderão estar de regresso Falcao e Álvaro Pereira. Se o uruguaio está completamente recuperado, há ainda algumas dúvidas em relação a Falcao mas, a confirmar-se o regresso do melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, o FC Porto ganha um argumento de peso em relação à discussão da eliminatória.

Que bonito seria também se o Dragão estivesse cheio, apesar da original hora em que o jogo vai ter lugar. Pelos vistos, a PSP alegou que não tinha efectivos suficientes para garantir a segurança em Braga e no Porto, obrigando assim a recalendarizar o jogo do FC Porto que, não podendo coincidir com a Champions, foi antecipado para as 17h.

Curioso é que, sempre que o clube do Sr. Ministro da Administração Interna vem jogar ao Porto, a PSP aparece em peso e em força (há quem diga que até chamam efectivos da GNR que se encontram em Timor para reforçar o contigente e há quem jure até ter visto nessas ocasiões um submarino a patrulhar o Douro).

Os melhores jogadores do FC Porto da década


Aproveitando a divulgação pela IFFHS dos rankings dos melhores clubes da década na Europa e dos melhores clubes da década no Mundo, o Zé do Boné irá divulgar ao longo dos próximos dias a lista dos melhores jogadores do FC Porto na última década.

Esta escolha foi feita pelos leitores deste blogue no último ano e pressupôs a escolha de um 11 alinhado em 4-3-3. Fiquem atentos.

Recordando as escolhas:




A justiça d'A Bola é mais implacável que a da UEFA!

Após os incidentes do último Milan x Totenham, que terminou com a vitória dos últimos graças a um golo do anatómicamente improvável Peter Crouch, Gattuso foi alvo de um processo disciplinar pela UEFA.

Ontem, segundo o site oficial do organismo que tutela o futebol Europeu, o italiano foi castigado com uma suspensão de 4 jogos, passíveis de recurso.


Quem não esteve pelos ajustes foi o jornal 'A Bola Vermelha que, achando que 4 jogos era pouco, agravou o castigo do médio de mau feitio em 1 jogo, passando-o a 5 jogos de suspensão.

Ou isso ou n'A Bola tiraram o mesmo curso de inglês do nosso Primeiro-Ministro e às tantas estão convencidos que four significa cinco.

sábado, fevereiro 19, 2011

FC Porto em 16º nos melhores do Mundo da última década


Após a divulgação do ranking europeu de clubes da última década, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) divulgou agora o ranking mundial de clubes para o mesmo período.

Assim, numa lista de 1000 clubes liderada pelo Barcelona, o FC Porto encontra-se na 16ª posição.

Curiosamente, se fizermos uma análise de títulos conquistados, o FCPorto consegue um registo superior a todos os clubes que se encontram à sua frente.


A razão para esta classificação decorre da magra cotação das provas portuguesas comparativamente àquelas em que participam os clubes que estão acima do FC Porto.

Não deixam no entanto de ser números impressionantes, inclusive se tivermos em conta que todos os outros clubes portugueses do ranking, conquistaram neste mesmo período 16 troféus domésticos.

Como estará esta classificação no final do ano?

Imagem: O Jogo

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Zé do Boné no Facebook!

O Zé do Boné já está no Facebook! Todas as últimas novidades e os bitaites do momento estão agora disponíveis também na famosa plataforma de rede social.

Adiram, clicando aqui!

Hugo Inácio - 11 anos depois, apanharam o assassino

No único assassinato dentro de um estádio de que há memória, perpetrado por um adepto benfiquista naquela tarde de má memória no Jamor, o futebol não parou, indiferente ao valor de uma vida humana.

Após 11 anos a monte (não o conseguiu sozinho, certamente), o assassino foi finalmente recapturado e poderá agora cumprir a ridícula pena de 5 anos, se entretanto não voltar a fugir.

Um caso para recordar aos falsos moralistas e hipócritas que se vestem de virgens púdicas.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Sevilha 1 x 2 FC Porto - Vitória da raça e do querer!

O FC Porto conseguiu hoje num ambiente muito adverso uma vitória extraordinária que lhe abre as portas do apuramento para a próxima eliminatória. Contra um Sevilha extremamente pressionante e acutilante, sobretudo pelas alas, os jogadores foram solidários e de um brio enorme. Na próxima semana há novo jogo onde se espera um Dragão a rebentar pelas costuras no regresso de Falcao e Álvaro Pereira em pleno!

Em primeiro lugar há que destacar a forma como o FC Porto entrou no jogo. Villas-Boas optou por poupar Álvaro, deixando-o no banco, e Falcao, que foi para a bancada. É óbvio que parecerá fácil dizer agora, à luz do resultado, que foi um excelente acto de gestão mas já antes do jogo era a favor da poupança de ambos, já que tinham recentemente regressado aos treinos e não estariam na melhor forma. Daqui a uma semana a conversa será outra e fariam logo à partida mais falta para virar um resultado adverso do que para um jogo onde poderia arriscar um esforço que levasse a uma recaída.

Como dizia, destaco a forma como o FCPorto entrou no jogo, fazendo com que os primeiros 5 minutos fossem jogados no enfiamento da área do Sevilha cujos defesas pareciam desorientados. Pensou-se que o FCPorto fosse ali encontrar o mesmo Sevilha que defrontou há uns meses atrás o Braga mas assim não aconteceu. A pouco e pouco, os andaluzes foram entrando no jogo e sacudiram a pressão do FCPorto, fazendo com que a primeira parte fosse algo dividida, com raras oportunidades claras de golo. Neste período o Sevilha ameaçou pelas iniciativas de Fabiano que conseguiu por duas ou três vezes aparecer nas costas da defesa portista, mas com Rolando a mostrar serviço e a safar sempre e muito bem in extremis.


Na segunda parte, a pressão do Sevilha foi sufocante. Ainda mais acutilante pelas alas, os andaluzes deram água pela barba aos defesas portistas. Sapunaru ficou muitas vezes nas covas e do outro lado Fucile teve também dificuldades, sobretudo a partir da entrada de Negredo mas nunca virou a cara à luta e teve intervenções verdadeiramente decisivas.

O meio campo azul e branco andou um bocado à deriva neste período, sendo que parecia que os médios procuravam o melhor posicionamento, deixando sempre zonas vazias onde os sevilhanos se movimentavam. Por outro lado, quando recuperavam a bola, eram logo sujeitos a uma intensa pressão adversária que levava frequentemente à sua perda. Na frente Hulk era um homem arredado do jogo, embora por vezes fosse dar uma ajuda preciosa no aspecto defensivo.

Curiosamente, foi num período de maior assédio do Sevilha, e quando Villas-Boas já tinha Cristian Rodriguez pronto para entrar em campo para ajudar a segurar o ataque do Sevilha no lado esquerdo da defesa azul e branca, que o FCPorto chegou ao golo na marcação de um livre. James Rodriguez cruzou com conta, peso e medida para a "zona de ninguém" entre a defesa e o guarda-redes onde apareceram Otamendi e Rolando completamente isolados, com o português, no limite do fora-de-jogo, a desviar para o fundo da baliza de Palop.


No entanto, não durou muito a vantagem do FC Porto. 6 ou 7 minutos depois, Kanouté restabeleceu o empate de cabeça, após cruzamento da esquerda. No salto, o maliano apoiou-se no entanto em Otamendi, impedindo o argentino de saltar, motivo mais que suficiente para ser assinalada falta no ataque. Infelizmente, o árbitro, que andou um bocado perdido durante todo o jogo, não viu e o golo contou mesmo. Otamendi viu-se e desejou-se na luta contra Kanouté.

Aqui o FC Porto tremeu e só por sorte e pela atenção de Helton não sofreu o 2º golo. Na retina fica um falhanço na emenda de Kanouté, quando não tinha ninguém entre ele e a baliza.

Para segurar o jogo entrou Guarín mas ainda assim não foi suficiente para sacudir a intensa pressão sevilhana. O FC Porto só voltaria a dar um ar da sua graça a cerca de 15 minutos do final, num remate de Hulk na marcação de um livre directo, que deixou Palop com as luvas a arder.

Só que acabou por ser o seu próprio frenesim atacante a ser fatal para o Sevilha. Numa saída precipitada dos andaluzes para o ataque a partir da defesa, a bola foi cortada por Belluschi e sobrou para Rodriguez que, com sorte num ressalto acabou por se isolar diante de Palop que ainda assim fechou bem o ângulo. A bola acabou por sobrar para o melhor sítio possível: os pés de Guarín que não perdoou e fechou um excelente resultado para o FC Porto!

Num jogo onde a equipa azul e branca não jogou bem e chegou a ser dominada de forma sufocante, há que realçar a entrega e o brio dos jogadores que nunca viraram a cara à luta e souberam aproveitar as oportunidades que tiveram. Com pragmatismo, o FC Porto trouxe de um dos grandes palcos do futebol europeu, contra um adversário de monta que se encontra, numa época aquém das expectativas, em 8º lugar do campeonato espanhol, um grande resultado que lhe abre as portas da próxima eliminatória onde se perfila o CSKA de Moscovo como mais provável adversário. A confirmar-se o apuramento, será o reencontro com a equipa moscovita, e mais um confronto de Liga dos Campeões em perspectiva.

"Poooorto!!!"
Fotos: UEFA

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

FC Porto, a melhor equipa portuguesa da década segundo a IFFHS

Uma década de ouro do futebol português


De acordo com a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, o FCPorto é a melhor equipa portuguesa da primeira década do século XXI, cotando-se ao mesmo tempo como a 14º melhor equipa europeia da década.



Em 26º surge o Sporting, enquanto que o Benfica aparece mais abaixo em 44º. A classificação, com a referência à posição dos clubes portugueses constantes na tabela de 643 clubes do ranking da IFFHS, está assim ordenada (clicar para ampliar):



A título de curiosidade, a Liga Portuguesa é tida como a 7ª mais competitiva da Europa, atrás de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Holanda.

A título de previsão fácil, tenho para mim que este ranking da IFFHS não vai desta vez interessar para nada.

Foto: FCPorto.blogspot.com