Estranhamente, em apenas dois jogos, a imagem construída pelos excelentes resultados de Janeiro e Fevereiro, destacando-se nesse particular as robustas vitórias frente ao Sporting, na Taça de Portugal, por 5-2 e frente ao Sporting de Braga no campeonato por 5-1, tendo havido tempo pelo meio para bater o Arsenal por 2-1. Depois da incompreensível derrota em Alvalade na semana passada por 3-0, o FCPorto voltou esta jornada a perder pontos frente ao Olhanense, tendo-se salvo da derrota em cima do apito final.
Será pois legítimo perguntar: o que mudou no FCPorto em apenas duas semanas para liquidar um dos grandes objectivos de 2009/2010? Sinceramente penso que nada. Este FCPorto, mesmo fragilizado cirurgicamente pelos castigos a Hulk e Sapunaru, tinha jogadores ao nível necessário para lutar pelo título e até para ser campeão, não fosse a falta que se notou desde o início da época de algo fundamental: a alma de campeão, a alma "à FCPorto", aquela alma que faz com que em momentos chave os jogadores consigam encontrar em si a garra e a motivação necessárias para lutar pela vitória, com coragem e humildade.
Só assim se compreende a atitude "senatorial", até displicente, com que os jogadores entraram em campo frente ao Sporting, iludidos pela goleada que recentemente tinham imposto ao rival com o resultado que se conhece. Isto até me leva a dar outra interpretação às ausências "por opção" da convocatória para o jogo com o Olhanense. Porque é que há jogadores entrados esta época que mostram mais aplicação nos jogos que outros que já estavam no plantel? Ainda é cedo para avaliar esta época até porque ainda há 3 competições em aberto, mas nitidamente haverá aspectos a rever no planeamento de 2010/2011.
Em termos de campeonato, o importante passa para já por segurar o 3º lugar, procurando espreitar ainda o apuramento para a Liga dos Campeões, embora tal tarefa não se afigure fácil.
No imediato, há que apontar baterias ao jogo de Londres na próxima Terça-feira frente ao Arsenal onde, esperamos que o FCPorto não mostre a mesma atitude conservadora que muito maus resultados lhe trouxe em ocasiões anteriores.








