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segunda-feira, maio 23, 2011

Taça de Portugal: Época fecha com chave de ouro e com festival de golos!

"João Moutinho ergue a última prataria do FC Porto." - UEFA

O FC Porto fechou a época com chave de ouro, conquistando a Taça de Portugal ao bater o Vitória de Guimarães na final por fantásticos 6-2, e assegurando o 4º troféu de uma época (mais uma!) que ficará para sempre na memória dos adeptos.

O jogo de ontem no Jamor, foi o corolário daquilo que foi a época do FC Porto. Os dragões foram superiores logo a abrir, claudicaram um pouco a meio e depois arrancaram para um desempenho avassalador que não deu hipóteses à concorrência.

No entanto, as desconcentrações defensivas ainda serviram para criar alguma preocupação nos adeptos portistas e alimentar a expectativa dos vimaranenses, mas foi Sol de pouca dura. Notou-se que já há jogadores a precisar de férias e notou-se também que havia também um certo desanuviamento e alguma desconcentração. É normal. O FC Porto estava ainda na ressaca dos festejos da conquista da Liga Europa e isso teve o seu preço. Ver Hulk a marcar Edgar (com quase mais meio metro no lance do 2º golo) é sintomático. Onde estavam Rolando ou Maicon? Por outro lado, no 1º golo do Guimarães fica a ideia que Rolando foi afastado por um adversário, acabando por desviar a bola para a baliza. Fernando, por seu turno também esteve infeliz ao longo do jogo -não só pelo penalty cometido-, sendo mais que justificada a sua saída.

Seja como for, o FC Porto mostrou toda a força do seu ataque. Sem Falcao, Villas-Boas permitiu-se a jogar mais em velocidade, explorando o contra-ataque com mestria, já que a presença de Varela, James, Hulk e Belluschi, dava um dinamismo adicional à manobra ofensiva. Com o aparte dos 2 golos vitorianos, o Guimarães pouco mais fez para além de 2 lances onde Beto mostrou qualidade, o FC Porto foi sempre mais perigoso e, se o resultado já é histórico, se os dragões não tivessem tirado o pé do acelerador na 2ª parte, o resultado teria sem dúvida números mais elevados.

Beto foi mais uma vez decisivo!

Do jogo sobressaem duas figuras: James e Beto. Se o primeiro ainda tem um longo caminho a percorrer, embora já mostre muita qualidade para a idade que tem, já Beto tem a pouca sorte de ter Helton como concorrente. Não fosse esse facto e seria indiscutivelmente o guarda-redes titular da Selecção Nacional, como ainda o será certamente num futuro próximo. Mostrou mais uma vez a sua agilidade numa defesa extremamente difícil ainda na primeira parte e, como já o fizera no ano passado também para a Taça no jogo contra o Belenenses, mostrou que é um especialista na defesa de grandes penalidades.

Com esta Taça de Portugal, a 16ª da sua História, o FC Porto ultrapassa o Sporting em número de Taças conquistadas e iguala outra vez o Benfica em número absoluto de títulos. Digo outra vez uma vez que a Taça Latina, como o Dragus Invictus também o referiu em comentário, foi subitamente elevada à categoria de troféu oficial, apesar de se tratar de um torneio de pré-época onde os clubes participavam por convite. Para a próxima época, com um bocado de sorte (se o Torneio do Guadiana e a Taça da Amizade não forem entretanto promovidos), o FC Porto conseguirá inevitavelmente essa ultrapassagem.

Para já, siga a festa e umas férias bem merecidas. Cai o pano sobre uma época de sonho.


Foto: UEFA/AFP; RR

quarta-feira, maio 18, 2011

Dublin 2011 - Cumprir com seriedade e profissionalismo!




O FCPorto tem hoje a oportunidade de escrever mais uma página de ouro da sua História quando às 19h45 entrar no Dublin Arena para defrontar o Braga, naquela que é a sua 5ª final de uma competição europeia.

Temos razões para estar optimistas à luz daquilo que o FC Porto tem feito esta época, parecendo não se cansar de bater recordes. Para já a época está a ser brilhante. Uma supertaça e -objectivo maior- o campeonato, ambas as provas conquistadas com inequívocas demonstrações de superioridade.

O jogo de hoje frente ao Braga é especial, e não só pelo ineditismo de se tratar de uma final inteiramente portuguesa. Na presente época, o FC Porto ultrapassou vários adversários, uns mais fracos e outros de topo, sendo que todos foram ultrapassados com o mesmo brilhantismo.

Contudo, o Braga muda radicalmente as circunstâncias, embora haja claramente favoritismo da parte do Porto. É que para os minhotos o respeito e o conhecimento que têm dos dragões é completamente diferente do que seria caso se tratasse de uma equipa estrangeira. Estão habituados a jogar contra o Porto e sabem que não têm nada a perder. Trata-se de uma situação semelhante à que se perspectivava em 2002/2003, quando o Boavista estava no limiar de aceder também à final da UEFA em Sevilha. Quando questionado sobre quem preferia como adversário na final, Mourinho optou inequívocamente pelo Celtic, porque tinham "mais respeito pelo FC Porto" do que o Boavista.

Para a esmagadora maioria dos jogadores bracarenses será também a única ou última oportunidade que terão de conquistar um troféu com o prestígio da Liga Europa, casos de Alan, Meyong, Paulo César, Vandinho,... Sendo claramente não favoritos, nada têm a perder e tudo a ganhar. Podemos pois preparar-nos para ver os Guerreiros do Minho a deixar a pele em campo até ao último minuto.

Só um FC Porto sério, competente e esforçado poderá obter o resultado que tanto desejamos: trazer mais um troféu europeu para a sua galeria e para Portugal. Seria o seu 7º troféu internacional, somando-se às duas Taças dos Campeões / Liga dos Campeões, à UEFA (Sevilha), à Supertaça Europeia e às duas Intercontinentais.

Villas Boas deverá optar pelo onze que mais segurança traz: Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi, Álvaro; Fernando, Guarín e Moutinho, Varela, Falcao e Hulk. Serão estes jogadores que terão a missão de cumprir com seriedade e profissionalismo até porque, como bem sabemos e bem vimos esta época, festejar por antecipação pode trazer grandes amargos de boca.

Força Porto!! Queremos essa Taça!


quinta-feira, abril 21, 2011

Benfica-1 / FCPORTO-3

Foto do jornal "O jogo"




Um FCP com grande classe e categoria foi o que jogou ontem no estádio da Luz (desta vez não apagaram a luz e puderam ver bem como se vira um resultado desfavorável de 0-2 na 1ªmão para 3-1 na 2ºmão, igualando a eliminatória a 3-3, ganhando por golos fora).


Um FCPORTO que tinha algumas baixas para este jogo, (como Helton, lesionado por um jogo, Maicon, opção, Fucille, resto da época, Guarin, talvez só este jogo, Bellushi, lesão muscular ainda complicada...como se vê 5 jogadores importantes no percurso da época, mas como este ano o FCP não tem apenas 11 jogadores, mas sim 18/19 sempre prontos para serem titulares e acima de tudo responderem a um nível de exigência muito grande, mérito para André Vilas Boas, e equipa técnica e médica)...

O Benfica também tinha 2 baixas (os dois alas, Gaitan e Sálvio, por lesão), mas a sua principal desvantagem foi a forma como abordou este jogo, a tentar controlar e a jogar de forma calma, algo que é contra natura ás caracteristicas e modelo de jogo durante a época toda, e quando sofreram os golos ficaram sem poder de reacção, culpa de Jorge Jesus que chega a esta altura da época com os jogadores descrentes no seu comando e cansados fisica e psicologicamente...


Quanto ao FCP, todo o contrário, com os jogadores a acreditarem nas suas potêncialidades e na forma como AVB motiva e coloca os jogadores em campo, incluindo as substituições efectuadas por ele.


O jogo durante a 1ªparte foi jogado a uma intensidade alta, com os jogadores a aplicarem-se nos seus objectivos e sem grandes desiquilibrios tácticos, não tendo existindo jogadas de realce, apenas 2 lances por parte do Benfica (Xavi e Cardoso) e 2 por parte do FCP (melhor ocasião de golo por Falcão que obrigou Julio Cesar á defesa da noite), não tendo sido muito bem jogada teve empenho e raça por parte dos jogadores na procura dos objectivos traçados, Benfica mais em contenção e o FCP mais a tentar pegar no jogo, e ter bola, mas nem sempre bem conseguido, pois não conseguiam furar e como as equipas se encaixaram tácticamente pouco espaço existia para causar desiquilibrios.


Na 2ªparte o FCP continuou na procura do objectivo de virar a eliminatória, e até aos 60m. foi sempre essa a intenção, (com um ou outro lance do ataque do FCP a causar frissom) mas sem sucesso apesar de existir um aumento do ritmo e o FCP ter tomado mais conta da bola e do jogo, mas só após a alteração táctica de AVB que lançou em campo James Rodriguez para o lado direito do ataque, vindo Hulk para uma posição mais central do terreno, saiu Rubén Micael que até jogou bem, mas estava a perder intensidade no jogo por ter menos ritmo de jogo.


Com esta alteração o FCP alargou o campo de tal forma, que continuando a ter bola obrigou o Benfica a encostar-se á grande área, pois com a subida de Alvaro Pereira na esquerda, Rodriguez apoiava no meio, Moutinho pegava no jogo no centro do campo, James bem aberto na direita e Hulk bem perto de Falcão, com os defesas do Benfica a não saberem quem marcar como se viu no lance do 1ºgolo do FCP, que após uma recuperação de bola de Fernando no seu meio-campo, o FCP coloca 6 jogadores rapidamente perto da aréa encarnada, com a bola a ir até á extrema esquerda e dai para o meio, sempre em velocidade, onde aparece João Moutinho descaido já para a direita da meia lua da grande area, liberto de marcação a desferir um pontapé muito forte (á Guarin) e a bater Julio Cesar no canto inferior direito do GR, uma excelente jogada, de toque, progressão e inteligência de todos os jogadores.


Com este golo o FCP acreditou ainda mais e o Benfica tremeu, pois não reagiu ao golo da melhor forma, correram, lutaram, mas perdiam posições facilmente, e aqui é uma das chaves do jogo do FCP, a reacção á perda de posições com todos os jogadores a reagirem automaticamente na recuperação da bola, mas de forma metodica e não aleatório como se processa no Benfica, claro que também ajuda ter Fernando e João Moutinho que são 2 jogadores muito inteligentes nessa situação especifica.


O 2ºgolo do FCP, (apesar de fora de jogo de Hulk, ainda que dificil de verificar por parte do assistente, veio provar e valorizar a posse de bola).


Pois o FCP teve a bola controlada, dominada e em sucessivos passes no meio campo do Benfica cerca de 3 minutos, com a defesa de 4 do Benfica já encostada á linha da pequena área. Com a bola a passar da direita para aesquerda, com 2 cruzamentos cortados pela linha lateral, com o FCP a não tentar em desespero, mas sim a passar a bola, colocando na esquerda, Alvaro, Rodriguez, Hulk e Moutinho no apoio, e que em sucessivos toques e tentativas encontrou um espaço e Alvaro cruzou para Hulk dominar e rematar de bico e fazer o 2-0 que igualava a eliminatória, com este golo o Benfica tremeu e de que forma.


Pois ainda estavam a digerir este golo já o FCP recuperava a bola, e em toques sucessivos, novamente pela esquerda, onde Cristian Rodriguez descobre Falcão na área, que sozinho contra os defesas centrais do Benfica e pressionado por Xavi consegue um remate que bate em Jardel ou Luisão e que engana Julio césar, com a bola a entrar devagar na baliza, com o 3-0 a superioridade do FCP era notória, com jogadores do Benfica sem saber o que fazer em campo, se haviam de atacar ou não, e com Jesus só nesse momento a lançar Aimar em campo, sendo que era necessário o Benfica marcar 2 golos para passar a eliminatória.


No entretanto o que o Benfica foi fazendo no ataque para marcar algum golo e quebrar o impeto do FCP, pouco, muito pouco, com Cardoso a cair em fora de jogo várias vezes, o Benfica não conseguia ter bola e quando tinha tentava chegar o mais depressa possivel á frente, sem metodo, e depressa perdia a bola obrigando a um constante desgaste fisico e psicologico por parte dos jogadores em constantes correrias sem sucesso.


Depois com a entrada de Aimar (mais controlo) e Varela (por troca com Cristian Rodriguez, excelente jogo) o Benfica vai chegar ao golo por Cardoso atravéz de um penaltie que Saviola cava muito bem, ou seja simulação digna de um oscár, cá para mim é por isso que eles não têm pernas, nos treinos é só fitas e piscinas e correr, tá quieto...
E como Carlos Xistra estava mal posicionado em campo e não viu o lance, só o teatro do Saviola, apitou, com amarelo injusto para o Sapunaru (que foi totó na forma como abordou o lance, pois conhecendo os jogadores, já não se podia esperar outra coisa...)


Dai até ao final, foi o Jorge Jesus a meter avançados, Kardec e Weldon...quem???...., jogadores a quem se pedia um milagre, o que não veio a acontecer, pois a posse de bola era algo inconsequente graças ao excelente jogo dos médios do FCP (Fernando e Moutinho, enormes na recuperação e colocação no terreno...) e foi o FCP que teve 2 excelentes situações de sentenciar o jogo e a eliminatória, com contra-ataques de 5 para 2 e 4 para 2 mas onde o ultimo passe foi sempre mal efectuado com essas 2 claras oportunidades a perderem-se, na 1ª Falcão egoista e na 2ºmau passe para de Varela para Moutinho.


Resumindo, grande atitude, grande jogo e felicidade na hora de marcar o 1ºgolo, mas se existiu alguma equipa que preparou o jogo, que planeou o jogo, que acreditou ser possivel o impossivel (este jogo era dado como um pró forma para o Benfica estar na final), essa equipa foi o FCP, e AVB na forma como mentalizou os seus jogadores, é claro que marcar primeiro fez pairar no Estádio da Luz uma sensação de insegurança, principalmente porque Jorge Jesus não preparou o jogo para essa eventualidade, e julgo que os benfiquistas também perceberam isso logo no 1ºgolo.


Quanto aos jogadores:

Beto, sempre que foi chamado a intervir esteve muito bem, fosse em cruzamentos, remates, saidas ou aliviar bolas com os pés, eu que tinha algumas reservas em relação á sua forma neste momento devido a alguma falta de ritmo de jogo, não nas suas potencialidades.


Sapunaru, mais fixo atrás, mas muito bem a controlar o espaço defensivo e a apoiar os centrais em situações de mais aperto, não cometeu penaltie no lance com Saviola mas não pode perder a cabeça depois do jogo terminar e ir falar com arbitro, sujeitando-se a ver o 2ºamarelo (confirmado) e consequênte expulsão.


Alvaro Pereira, na 2ªparte parecia um extremo esquerdo, pois estava sempre focalizado a atacar, a defender revelou algumas deficiências em lances de precipitação e querer matar a jogada depressa de mais, ás vezes basta marcar e não deixar cruzar, sem recorrer á falta...mas na frente excelente.


Rolando e Otamendi, dupla muito boa, muito concentrada e muito eficaz na linha do fora de jogo, sempre em sintonia na defesa, souberam tanto no jogo aereo, como por bolas no chão estar á altura das exigências do jogo, tendo tento um como outro defendido muito á frente, em pressão constante sobre os avançados que caiam na sua area.


Fernando, um médio defensivo cada vez mais participativo no ataque e mesmo num jogo destes onde se exigia mais ponderação saiu várias vezes para a frente com a bola controlada, mas foi no seu espaço que marcou posição e de que maneira não permitindo veleidades aos adversários nem remates de longe.


João Moutinho, que melhor dia para marcar um golo? E um golo que começou a virar o jogo e a eliminatória , talvez o melhor jogador em campo, pois a zona central foi dele, recuperando bolas, tocando bem, desmarcando e aprecendo a rematar (com um golo á Guarin)...


Ruben Micael, esteve bem, perto da substituição (62.m) já acusava algum desgaste fisico, mas foi sempre o médio mais ofensivo, á procura do ultimo passe que pudesse desmarcar e isolar um avançado ou tentando ele aparecer em momentos mais ofensivos da equipa, nem sempre com sucesso, até porque tinha de fechar o seu flanco também e ter preocupações defensivas.


Cristian Rodriguez, o nervo da equipa neste jogo, jogador de raça, de querer, ás vezes demais, travou com Maxi Pereira um duelo interessante, sempre muito leal, mas com as tipicas picardias sul-americanas de parte a parte, no bom, foi pelo lado dele, esquerdo que o FCP encontrou o filão e explorou até não poder mais, pois com Alvaro a subir muito, não raras vezes eram 2*1 naquele flanco e com o sucesso dos 3 golos a nasceram por ai, o mal, num lance podia ter visto o 2ºamarelo (com 2-0) e ter deitado algo a perder...faltou o golo ainda na 1ºparte onde estava do lado direito e conseguiu bater Coentrão em velocidade, mas falhou pois rematou com o esquerdo de bico quando se exigia um passe atrasado ou um remate de pé direito...saiu logo depois do 3-0.


Hulk, marcou um golo, foi dinamico, acompanhou as subidas de Coentrão, mas faltou melhor definição num ou outro lance de ataque, muito bem a finalizar a 1ªparte onde acelerou o jogo e bateu Xavi em velocidade e isolou Falcão na cara do golo, mas esteve mal na forma como bateu os livres e á excepção de um livre muito bom, teve 3 francamente mal, até porque apenas 1 dos 4 estava em posição frontal (o que bateu bem) para ser ele a bater o livre. bem no golo, pois percebeu que ia ficar rodeado de defesas e rematou de primeira igualando a eliminatória.


Falcão, falhou um golo feito no final da 1ªparte, lutou estoicamente, pressionando (ás vezes sozinho na 1ªparte, médios e alas algo distantes), mas na 2ª com mais colegas perto dele, provocou vários calafrios nos adversários, fez um golo de categoria, pois acreditou no meio de 3 e arranjou espaço para virar a eliminatória...e também ajudou a defesa, pois foi ve-lo acompanhar o defesa lateral sempre que tal se exigia.


James Rodriguez, não foi ele que virou o jogo, mas com a sua entrada e a alteração táctica de AVB no jogo do FCP foi fundamental para alterar o rumo do jogo, ainda assim cumpriu a sua parte e segurou Coentrão.


Varela, entrou com 3-0 e trouxe vontade, segurou muito bem a bola na frente e foi pena que num ou outro lance não tivesse passado melhor, mas esteve bem.


Sereno, jogador que com mais jogos e a lateral denota uma confiaça maior e com isso a sua entrada em campo para o lugar de Sapunaru (que ficou nervoso depois do penaltie).


André Vilas Boas, na arte de estudar os adversários está muito bem, pois só atrávez disso é que sabe os pontos fracos e foi a sua alteração como em outros jogos que virou o jogo, muito bem.


Depois deste jogo até se pode pensar que o trabalho está feito, puro engano e se o FCPORTO ou algum jogador, treinador pensar que assim é, então vai pelo mau caminho, é necessário mentalidade competitiva e ainda existe uma Taça de Portugal para ganhar...contra o Vitória de Guimarães que só já tem esse jogo importante na época e para onde vai orientar toda a sua atenção, portanto, nada de pensar que está tudo feito.


Quanto ao FCPORTO é necessário recuperar lesionados, manter concentração absoluta, pois ainda existem muitos jogos importantes para ganhar, seja no Campeonato, Taça de Portugal ou Liga Europa onde o FCPORTO tem muito a ganhar, pois é prestigio internacional que se granjeia e estes jogadores estão talhados para grandes competições, mas para isso acontecer é necessário concentração absoluta....


Mas eu acredito que o FCPORTO e a sua estrutura sabe o que está a fazer.


FORÇA POOORRTTTOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!


(Adenda: Afinal a Benfica TV alterou a grelha de programação, vi outra vez na SporTV...lol)

segunda-feira, abril 11, 2011

Portimonense 2 x 3 FC Porto - O emocionante corolário de uma semana perfeita!


Esta foi de facto uma semana de sonho para o FC Porto. Começou com um triunfo e a conquista do título em casa do campeão da época passada, que serviu para demonstrar, como apregoam, o quão diferentes dos outros são os da Luz em termos de fair play, passando pelo fabuloso resultado do jogo contra o Spartak, que praticamente garantiu a presença nas meias-finais da Liga Europa, e terminou ontem em Portimão com um jogo emocionante que permitiu a Villas-Boas ultrapassar o registo de Mourinho. O Dragão soma e segue e promete dar ainda muitas alegrias aos adeptos na presente época.


O jogo de ontem revelou um Dragão bipolar e o marasmo evidenciado na primeira parte não deixava antever a catadupa de emoções da segunda. Mas o FCPorto desta época é mesmo assim. Quando as coisas não correm bem na primeira parte, a equipa volta diferente do intervalo, mais proactiva, mais acutilante e incisiva, bastando para tal uma ou outra substituição ou tão somente uma conversa de balneário.


Assim, a história deste jogo só se começou a desenhar a partir dos 49 minutos, quando Hulk, após boa jogada com Falcao e Moutinho, assinou um golo fantástico, não dando hipóteses a Ventura.


Contudo, o Portimonense é uma equipa com brio e nesta partida jogava a sua permanência. Sem nada a perder, os algarvios beneficiaram de duas falhas defensivas pouco habituais no FC Porto para marcar dois golos, na sequência de 2 cantos. No primeiro Rolando foi lento a reagir à entrada do jogador que deveria marcar e, no 2º Souza não teve determinação suficiente para se opor ao cabeceamento do adversário. Pelo meio, o FCPorto ainda recuperou a vantagem graças a um bom golo de Falcao, após passe de Ruben Micael que ontem mostrou bons pormenores.


Os últimos minutos foram aliás alucinantes com a vitória a poder pender para qualquer uma das equipas. O FCPorto no entanto teve a sorte do jogo do seu lado e soube ser mais eficaz. Logo 2 minutos após sofrer o 2-2, os Dragões colocaram-se pela 3ª vez em vantagem graças a um cabeceamento fulgurante de Maicon, num canto marcado por Hulk, sentenciando de vez a partida e assegurando a 14ª vitória consecutiva. Este registo permite a Villas-Boas ultrapassar José Mourinho cujo máximo havia sido de 13 vitórias consecutivas, mirando já o recorde de António Oliveira que, em 96/97 alcançou 15.


Realce ainda para a capacidade de gestão de Villas-Boas que ontem apresentou, como o fez em outros jogos esta época, um onze substancialmente diferente do habitual, sem que com isso a equipa tenha deixado de atingir os seus objectivos. A prova de que até na gestão dos recursos, Villas-Boas é diferente do resto e consegue evitar entrar em extremos que, como vimos ontem à noite na Figueira da Foz e há uns tempos na Luz contra este mesmo Portimonense, tiveram os resultados que se viram. Ainda para mais quando o FC Porto está também em gestão e em plena ressaca do título.


Uma nota ainda para o Portimonense. Como é possível para uma equipa que joga como jogou diante de Porto e Benfica e que tem bons jogadores, descer de divisão? É pena...



Na Europa, o Dragão foi deslumbrante!



A noite de Quinta-feira entrou sem dúvida na galeria das grandes noites europeias do Dragão. Após 90 minutos que não começaram da melhor maneira mas terminaram com requintes de excelência, o FCPorto vergou os russos do Spartak de Moscovo com um histórico 5-1 (o nº 5 é aliás um número talismã na actual época). Abertas as portas das meias-finais, bastando confirmar a passagem com seriedade em Moscovo, perfila-se agora mais um duro teste ibérico: o Villareal!


Fantástica exibição, soberba eficácia, escasseiam os adjectivos para caracterizar este FC Porto. Dublin está cada vez mais perto.

Foto: UEFA, Record

quinta-feira, abril 07, 2011

FC Porto x Spartak - A festa da Luz já lá vai!

Uma coisa é certa: o FC Porto não vai ter tarefa fácil hoje e só um grande FC Porto, um Porto igual ao de Domingo e igual ao que tem sido na presente edição da Liga Europa, poderá pensar em vencer o Spartak de Moscovo.

Os russos eliminaram de forma concludente o Ajax na eliminatória anterior (vitória por 1-0 em Amsterdão e por 3-0 em Moscovo) e têm na Liga Europa a sua prioridade actual, até porque em termos domésticos estão ainda no início da época e têm muito tempo para recuperar os pontos perdidos nas primeiras jornadas do campeonato.

No Spartak milita o nosso bem conhecido Ibson, médio brasileiro que passou sem sucesso pelo FCPorto entre 2005 e 2007, na fase conturbada pós-Mourinho, sendo depois emprestado ao Flamengo até ser vendido ao Spartak em 2009 por cerca de 5 M€.

Mas não é só Ibson a ligar o Spartak de Moscovo ao FC Porto. Uma das figuras históricas do clube russo é também uma figura que fez história no FCPorto: Dmitri Alenitchev, actual seleccionador sub-18 da Rússia.


Com o coração dividido, embora com um certo pendor pró-Spartak, como é natural, o jogador falou sobre o jogo e comparou as equipas no site da UEFA:

"Já não há ninguém no clube que tenha jogado comigo. Só me recordo de André Villas-Boas. Ele ajudava José Mourinho e era responsável pela análise de dados e por reunir informação acerca dos adversários. O André está agora a mostrar que é também um treinador de 1ª classe."

"Não têm estrelas como o Deco mas têm qualidade na equipa. Falcao e Hulk jogam na frente e marcam muitos golos. O Porto conseguiu alguns resultados fantásticos. Ganharam o campeonato e fizeram-no sem derrotas. Também fizeram boas exibições na Liga Europa."

"Até o Barcelona tem pontos fracos. Se o Spartak jogar como contra o Ajax, tem boas hipóteses de passar. Está em 50-50."

"O mais importante é conseguir um bom resultado no Porto. Perder 2-1 não seria nenhuma tragédia."

"Não há um claro favorito na prova e qualquer uma das 8 equipas pode vencê-la."

fotos: UEFA

terça-feira, abril 05, 2011

FC Porto, "um exemplo de excelência num Portugal à procura de si próprio" - Pravda

A vitória do FC Porto teve eco na Rússia, país onde a equipa azul e branca já conquistou respeito e admiração pelo histórico das suas exibições em terras da ex-União Soviética. O diário russo Pravda publicou ontem uma notícia sobre a vitória do FC Porto na Luz, fazendo ao mesmo tempo uma caracterização dos (novos) campeões nacionais, com uma ou outra incorrecção de pormenor:

O FC Porto venceu o campeonato de futebol português, até agora sem derrotas. Os magníficos azuis e brancos selaram a sua conquista clássica do campeonato quando ainda faltam 5 jogos para o fim, com uma vitória por 2-1 sobre os seus arquirivais Benfica, em lisboa, conquistando o seu 18º campeonato nas últimas 3 décadas.

O FCPorto é um bom exemplo de excelência num Portugal à procura de si próprio. Que melhor exemplo em gestão desportiva que o do presidente do FCPorto, Jorge Nuno Pinto da Costa, que, desde que assumiu a presidência do clube em 1982, venceu não menos de 51 títulos: 18 campeonatos, 11 Taças de Portugal, 16 Supertaças, 2 Campeonatos Europeus, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia e 2 Taças Intercontinentais, tornando-o o gestor desportivo mais bem sucedido da história do desporto internacional.

Sob as 3 décadas de direcção hábil do presidente Pinto da Costa, o FCPorto venceu 18 campeonatos (contra 8 do Benfica, 3 do Sporting e 1 do Boavista). Com 5 jogos ainda por disputar mas com o campeonato já no saco, tal como a Supertaça, o FCPorto 2010/2011 está nos quartos-de-final da Liga Europa e nas meias-finais da Taça de Portugal.

O segredo: estabilidade. Enquanto os seus principais rivais em Lisboa, Sporting e Benfica, estão cheio de lobbies e jogos de poder (um calcanhar de Aquiles em Portugal), o FC Porto bate-se como um todo, no qual as palavras-chave são disciplina e dedicação ao clube - e se alguém sair da linha seja dentro ou fora do campo, Pinto da Costa tem conhecimento disso e põe-os fora.

Pinto da Costa concebeu um admirável sistema de prospecção, adquirindo excelentes jogadores muito baratos, dando-os a conhecer ao resto da Europa através da constante presença do FC Porto numa das competições europeias - que já conseguiu vencer apesar da bilionária competição de clubes como o Barcelona, Real Madrid, Manchester City (sic!) e Chelsea, entre outros - vendendo-os depois a excelentes preços.

Em comparação, o Sporting Clube de Portugal, que nem consegue que a UEFA o chame pelo seu devido nome e é apelidado com o ridículo "Sporting de Lisboa", embora seja uma das melhores escolas de futebol da Europa, produzindo campeões de classe mundial como Luís Figo e Cristiano Ronaldo, é uma fábrica de excelência mas não consegue ombrear com o FC Porto em termos de produtividade, como podemos ver pelo número de títulos ganhos.

Um bom exemplo do sistema de aquisições do FC Porto é Hulk - o poderoso avançado Givanildo Vieira de Sousa, de 24 anos, um portento que o FCPorto descobriu no futebol japonês. Os seus 21 golos na presente época permitiram-lhe reclamar o lugar de melhor marcador do campeonato. Mais uma vez, Pinto da Costa construiu uma equipa vencedora e em André Villas-Boas, o campeão português mais jovem de sempre com 33 anos, parece ter encontrado o novo Mourinho, sob as asas de quem Villas-Boas desenvolveu as suas aptidões enquanto técnico.

E convém recordar onde é que Mourinho começou a sua bem sucedida projecção na história do futebol mundial.


segunda-feira, abril 04, 2011

SLB-1 / FCPORTO-2 , Campeões 2010-2011


Foi um FCPorto personalizado que entrou no relvado do Estádio da Luz, com a firme convicção que era possivel ser Campeão já ali, com os jogadores a saberem exactamente o que fazer em cada momento e a lutarem por isso em cada disputa de bola, com uma pressão bastante alta no terreno, a obrigar o Benfica a errar.

Esta estratégia deu resultado logo no lance do 1ºgolo, pois foi a tal pressão que permitiu ao FCP ganhar a bola perto da area adversária, com Guarin a rematar perto da linha de fundo e Roberto a fazer o resto. Com este golo sofrido, o Benfica reagiu e quase de seguida ganhou um penalty bastante discutivel que o arbitro auxiliar assinalou, num lance onde Otamendi foi ingénuo e o jogador do Benfica aproveitou para se atirar para o chão...

Desse lance surgiu o empate e poderia o FCPorto ter abanado. Puro engano. Sempre com marcações bem cerradas, com os alas a fecharem bem e o meio-campo a não deixar os médios do Benfica trocarem a bola, a equipa da Luz recorria a passes directos da defesa para o ataque e na resposta, numa recuperação de bola, Guarin isolou Falcão, e este foi derrubado claramente por Roberto na área, lance de penalty claro e possivel vermelho, com o arbitro a mostrar apenas amarelo.

Na conversão, Hulk fez o golo que ditou o desfecho do jogo, ele que festejou com o Sapunaru por tudo o que sofreram na época passada, quando lhes foi atribuido um castigo completamente injusto e absurdo que impediu o FCP de lutar com armas iguais pelo titulo do ano passado às mãos de uma liga vermelha.

Até ao intervalo o FCPorto controlou sempre o jogo, apesar de alguns percalços, pois o jogo do Benfica é de muita dinamica, isto apesar de às vezes parecer aleatório, mas os defesas estiveram sempre bem concentrados e Fernando foi muito inteligente a fechar espaços. Os outros 2 médios foram muito trabalhadores a recuperar bolas e a lançar ataques, pois são ambos jogadores de qualidade e que sabem ocupar muito bem os espaços no meio-campo, e os alas Varela e Hulk foram conseguindo transportar a bola para o ataque e desequilibrar no 1x1, ainda que se Varela tivesse estado um pouco melhor, teria partido os rins ao Airton mais vezes.

Na 2ªparte, o Benfica mudou 2 jogadores, mas o FCPorto soube marcar bem e entrar rapidamente no novo modelo do JJ, sustendo assim as investidas encarnadas e até ao lance da expulsão (injusta) do Otamendi, foi o FCP por Falcão que perdeu 2 grandes situações de golo perante Roberto que defendeu bem uma e fechou bem a baliza na outra.

Com menos um jogador em campo, o FCP teve de alterar alguns jogadores e tremeu um pouco, pois teve de mudar o sistema, colocando o Hulk sozinho na frente a ser auxiliado por Bellushi que entrou entretanto. Com isto o FCP teve de juntar as linhas no meio campo e recuar no terreno, permitindo dessa forma ao Benfica acreditar e pressionar mais e por 2 vezes esteve quase a chegar ao empate...

Já depois da entrada de C.Rodriguez e da expulsão de Cardozo foi o FCP a ter 1 grande hipotese de acabar com o jogo com C.Rodriguez a permitir a defesa do GR, e antes do final foi o Benfica que rematou ao poste depois da unica falha individual de um jogador da defesa do FCP.

Quanto aos jogadores, Helton esteve sempre muito seguro e muito sereno, transmitindo segurança a toda a defesa, excelente no lance final a evitar o golo do empate, a defesa esteve muito bem e enquanto Otamendi esteve em campo, quase intransponivel, e Maicon a falhar no lance da bola no poste, com Rolando a estar muito bem, ele que se tem evidenciado pela sua sobriedade em campo.

O Fucile e o A.Pereira estiveram muito bem a fechar as laterais, o que não é fácil contra o Benfica, pois joga com os laterais ofensivos e alas bem abertos.

No meio campo esteve o triangulo da Bermudas, com Fernando, Guarin e Moutinho a pressionarem alto, a fechar as linhas e a sairem bem para o ataque e a criarem real perigo, conseguindo também anular de forma significativa o muito do caudal ofensivo que o Benfica é capaz de criar, principalmente em casa.

Hulk e Varela conseguiram desequilibrar quanto baste os laterais do Benfica e com isso criar lances de perigo, e arrancar amarelos a esses jogadores de forma a quem ficassem condicionados para o resto do jogo.

Falcão, esteve bem no jogo, só faltando mesmo ter marcado o golo da ordem, ele que teve 2 boas hipoteses para isso.

Bellushi e C.Rodriguez entraram numa fase dificil, mas entraram determinados e faltou o golo de C.Rodriguez como cereja no topo do bolo, podiam ter sido 4 ou 5 golos do FCP, em lances no 1 para 1 com Roberto, é um aspecto que é necessário melhorar....para a taça...

Quanto ao arbitro, o Coentrão (por 2ºamarelo) e o Javi (por vermelho directo) até deviam ter acompanhado o Cardoso mais cedo em destino ao balneário, já para não falar que o Otamendi foi expulso por 2 faltas, qual dos 2 amarelos mais injusto?

Quanto ao apagão da luz, as atitudes ficam com quem as pratica e estes dirigentes actuais do Benfica só retiram prestigio ao clube, e a história vai colocá-los no lugar certo e relembrar para sempre esta triste atitude.

O Titulo de Campeão 2010/2011 é inteiramente justo, pois quem consegue chegar á 25ªjornada com 23 Vitórias e apenas 2 empates merece o titulo, por muito que muitos aziados, principalmente jornalistas não gostem. Talvez se fossem menos parciais e soubessem exercer o cargo à luz do seu código deontológico, conseguissem respeitar todos os clubes e seus adeptos por igual.

O FCPORTO está de parabéns por este titulo, o 2º da Época, mas é bom lembrar que existem ainda mais 2 titulos por conquistar ainda durante esta época, com reais hipoteses de serem alcançados.

Força POOOORTOOOOOO...

terça-feira, março 15, 2011

U. Leiria 0 x 2 FC Porto - Portas do título foram abertas à bomba!

Se após a passadeira vermelha que na última jornada desde Braga se estendeu, ficou no ar a cada vez maior proximidade da tão ansiada recuperação do título nacional, esta jornada dissipou todas as dúvidas. Num terreno algo difícil e contra uma equipa que se fechou no seu meio campo, procurando, antes de tudo, lutar pelo empate, foi necessária mais uma bomba de Fredy Guarín para abrir caminho para mais uma vitória e escancarar as portas do título. Faltam duas vitórias!

Depois da desistência anunciada do título por parte do Benfica, que, apesar de tanta conversa de "acreditar enquanto for matematicamente possível" apresentou a tal 2ª linha que se diz ser melhor que a do FC Porto, diante do Portimonense e conseguiu o empate com muita fortuna e um golo em falta à mistura, os dragões tinham ontem tudo para fechar de vez a discussão do título.

Pedro Caixinha optou desta vez foi menos ambicioso do que em ocasiões anteriores, afinal o Leiria já não tem os argumentos ofensivos que tinha na 1ª volta, e fechou a sua equipa no meio campo defensivo, procurando dificultar ao máximo a tarefa do FC Porto e apontando ao empate.

O que é certo é que o Leiria, salvo uma ou outra excepção na 2ª parte, foi inócuo no ataque mas o FC Porto, embora não tivesse espaços, foi também muito lento na primeira parte, ajudando com isso a tarefa defensiva do Leiria. Ainda assim, o FC Porto conseguiu por várias vezes incomodar Gottardi que foi defendendo tudo o que ia à baliza.

Foi também neste período que Cosme Machado também fez questão de brilhar, em 2 lances de falta sobre Belluschi na área leiriense, não assinalando as grandes penalidades como se impunha. Terá sido provavelmente para evitar mais polémica que deu por terminada a 1ª parte ainda antes dos 45 minutos.

Na segunda parte, Villas-Boas voltou a fazer sentir o seu dedo. O FC Porto surgiu mais afoito no ataque e a criar mais espaços mas seria a entrada de James por troca com Varela a fazer pender em definitivo o domínio total do jogo pelo FC Porto.

O colombiano dinamizou (mais uma vez) o ataque azul e branco da melhor forma, tanto pelas suas acções individuais, como pelos passes a rasgar a defesa do Leiria. Um verdadeiro craque! Seja como for, qual verdadeiro jogador-talismã, 3 minutos depois do jovem colombiano ter entrado, seria outro colombiano a brilhar com mais um grande remate.

Guarín mostrou o porquê da sua importância e, como já tinha acontecido diante do CSKA, foi ele a desbloquear o resultado, fazendo uso da sua invulgar capacidade de remate.


Percebeu-se logo que o Leiria pouco ou nada teria ainda a dizer neste jogo mas, curiosamente, foi logo após o golo do Porto que os da cidade do Lis tiveram a sua melhor oportunidade. Maicon ficou muito mal na fotografia, mostrando a sua persistente inconstância exibicional, alternando entre o muito bom e o muito mau, com falhas comprometedoras que acabam por sujar tudo o que de bom faz. A forma como o avançado leiriense brincou com Maicon neste lance é extremamente redutora para o brasileiro.

Finalmente, quando já todos esperavam o final do jogo (mais) um raide de Hulk resultou, finalmente, num penalty a favor do Porto que o próprio brasileiro converteu no 2-0 final. Ao longo do jogo e embora não tenha sido feliz no capítulo do remate, o Incrível foi sempre inconformado e correu quilómetros.


A nota de destaque deste jogo vai para... Fernando Belluschi, sem dúvida o homem do jogo! Grande jogatana do argentino ao qual faltou o golo para ser a cereja no topo do bolo. Rematou, jogou, fez jogar, sofreu 2 faltas para penalty e teve passes soberbos, um deles para Falcao que só não deu golo porque Gottardi, mais uma vez, saiu bem da baliza e tapou o ângulo ao colombiano.

Todas as baterias apontam agora para o jogo de Quinta-feira, diante do CSKA que poderá carimbar, como todos desejamos, a passagem aos quartos de final da Liga Europa, prova onde todas as casas de aposta dão o FC Porto como favorito à vitória final, à frente do Liverpool, Villareal e Dínamo de Kiev.

Quanto ao título... faltam duas vitórias e uma delas poderá - porque não?- acontecer daqui a duas jornadas na Luz, onde a equipa local fará do quebrar da invencibilidade do FC Porto na prova o seu campeonato.

Fotos: UEFA

segunda-feira, março 07, 2011

FCPorto 2 x 0 V. Guimarães - Dragão em Sábado Gordo

O FC Porto recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 2-0, dando (mais) um passo decisivo rumo ao título. Sem Hulk e com um Belluschi a ser uma sombra de si próprio, os dragões tiveram muitas dificuldades em furar a muralha minhota montada por Manuel Machado. Villas-Boas voltou a ser certeiro nas substituições e, com uma grande segunda parte, os dragões asseguraram mais 3 pontos e ficaram mais perto do tão ansiado título.


Ao contrário do que fizera, por exemplo no Estádio da Luz, o Vitória apresentou-se no Dragão com uma postura extremamente defensiva, preocupada sobretudo em fechar os caminhos da baliza e não em procurar discutir o resultado. Apesar de tudo, foi precisamente o Guimarães que criou a primeira ocasião de perigo do jogo, logo nos primeiros segundos, ocasião que Helton resolveu com uma defesa de recurso e que seria também a única ocasião dos minhotos.

Quem também cedo mostrou serviço foi Jorge Ribeiro que fez questão de demonstrar às pernas de João Moutinho a qualidade dos seus pitons, imitando aquilo que o seu irmão Maniche havia feito no empate do FCPorto em Alvalade. Tal como o irmão livrou-se da expulsão mas este não se livrou do amarelo.

Sem poder contar com Hulk e com Belluschi muito desconcentrado no capítulo do passe, o FC Porto encontrou muitas dificuldades para resolver os problemas criados pela equipa de Manuel Machado. Varela, Falcao e James bem procuraram a sua sorte mas, fosse por falta de pontaria, fosse por um punhado de boas defesas de Nilson, o golo não apareceu.

Na segunda parte Villas-Boas não esperou muito para alterar o figurino da equipa. Logo aos 55', fez finalmente sair Belluschi, vendo que não havia maneira do argentino pegar no jogo, fazendo entrar Guarín. Esta alteração foi fundamental para o FC Porto ganhar ascendente no meio-campo, fruto da pujança física e da técnica do colombiano. Pouco depois, seria a vez de Cristian Rodriguez entrar por troca com Varela, que tarda em encontrar o caminho das suas melhores exibições embora tenha sido muito esforçado neste jogo.

Pouco depois da entrada do uruguaio, com James a ficar mais solto na frente, o FC Porto conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva vitoriana, graças a um grande passe do jovem colombiano que deixou Falcao, que fugiu bem à marcação de N'Diaye, na cara de Nilson. Desta vez, o matador não perdoou e inaugurou mesmo o marcador, finalizando uma jogada que acabou por ser simples, passando por 4 jogadores: Helton, Rolando, James e Falcao.

Finalmente Machado meteu um ponta-de-lança, Edgar, jogador que passou sem sucesso pelo FC Porto por empréstimo, mas o figurino do jogo não se alterou.

O marcador só voltaria a mexer já em tempo de descontos para o 2-0 final, da autoria de Cristian Rodriguez a finalizar um grande contra-ataque, mas os dragões ficaram a dever a si próprios não terem conseguido um resultado mais volumoso, dadas as oportunidades desperdiçadas.

Uma palavra especial para o "Cebola" que, finalmente, conseguiu o golo que tanto procurava e que pode ser um grande tónico para motivar o jogador para as batalhas que faltam até ao final do ano. Desde que foi assolado por lesões sistemáticas, desapareceu aquele explosivo jogador que caiu no goto dos adeptos na época da estreia. Felizmente pode ser, ainda esta época, um grande reforço!

Uma última nota para Jorge Sousa. Neste jogo deixou-se iludir por simulações de Renan, ficando por aplicar a respectiva sanção disciplinar e expulsou bem N'Diaye. No entanto, o lance mais grave aconteceu logo no início do jogo quando castigou Jorge Ribeiro apenas com o amarelo na entrada que o jogador (?) fez às pernas de Moutinho. Curiosamente, como já referi, foi um lance em tudo semelhante ao do seu irmão, Maniche, no jogo contra o Sporting em Alvalade, que redundou num empate com o golo do Sporting a ser marcado em lance precedido de fora-de-jogo, mais o tal lance da não expulsão de Maniche e ainda uma expulsão muito duvidosa de Maicon. Adivinhem quem era o árbitro... Pois sim! Jorge Sousa.


E no Dragão Caixa, o Eneacampeão mostrou serviço


Quem decidiu assistir ao jogo de hóquei entre o FC Porto e o Benfica antes do jogo de futebol contra o Guimarães, ficou decerto satisfeito naquilo que foi um autêntico Sábado Gordo.

Com o Benfica na liderança do campeonato, os Dragões sabiam que só a vitória servia e, de início ao fim, não facilitaram, acabando por repetir o resultado do jogo na Luz na primeira volta, vencendo por 7 x 5 num Dragão Caixa completamente cheio.

Para lá da vitória, o FC Porto igualou o Benfica no topo da classificação com 55 pontos, isto quando faltam 9 jornadas para o fim.

O Decacampeonato é nesta altura muito mais que uma miragem!


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Jorge "Balboa" Jesus II - O catedrático ataca de novo

Mais uma vez, o único treinador catedrático do Mundo voltou a mostrar o material de que é feita a sua hombridade, envolvendo-se mais uma vez em confrontos com jogadores e staff adversários no final de um jogo difícil.


Nas imagens televisivas é possível ver Jorge Jesus nervoso (não era o "miúdo" que tinha dificuldade em lidar com a pressão?) a correr para o relvado mal se ouve o apito final e a distribuir empurrões e insultos. O autor da célebre frase "O fair-play é uma treta" já nos habituou a este tipo de comportamentos e desta forma vem cada vez mais dar credibilidade a queixas anteriores de "mimos" dados a adversários na época passada no já célebre túnel da Luz, lugar que se tornou célebre pelas armadilhas aí montadas a jogadores e técnicos das equipas visitantes.

Enquanto ainda aguardamos pelos resultados do processo disciplinar instaurado por ocasião do soco que o "bronco da pastilha elástica" aplicou ao maxilar do jogador nacionalista Luís Alberto a 22 de Janeiro, ou seja, há mais de um mês, o técnico é aqui apanhado em reincindência.


Alto lá! Apanhado mas só se o árbitro assistente, que a partir dos 24 segundos aparece à direita, tiver tido a coragem de registar aquilo que viu porque o árbitro Vasco Santos, que está tão junto a Jesus que deve ter levado com os perdigotos que emanaram da boca temporariamente livre de pastilha elástica, começa por virar a cara para depois virar as costas e afastar-se da confusão. Terá tido medo de ter de anotar alguma coisa no relatório? Tirem as dúvidas:










Ficamos pois à espera do relatório do árbitro. Por este andar, se a equipa de arbitragem tiver por milagre visto algum dos "mimos" do catedrático e conhecendo-se como a justiça desportiva funciona quando não se trata do FC Porto, Jorge Jesus arrisca-se a passar 2 ou 3 jogos na bancada em Junho.

Só para lembrar os mais esquecidos, faz agora cerca de um ano que Hulk continuava, desde Dezembro a cumprir os 15 jogos de castigo a mais que o Garzón português lhe tinha aplicado com pompa e circunstância e com direito a transmissão televisiva e tudo.

De Sevilha a Olhão, o Dragão não cede

Depois de um jogo de sabor agridoce a meio da semana, onde podia ter goleado o Sevilha e acabou por perder 0-1, naquilo que foi saudado por muitos que desesperam em ver fragilidades no FCPorto com um sinal de quebra, os dragões foram a Olhão jogar contra uma equipa que ainda não perdera em casa. A classe portista fez a diferença e, com notas artísticas de grande nível pelo meio, os dragões trouxeram (mais) três pontos.

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O FCPorto deslocou-se a Olhão num contexto muito particular: vinha de uma derrota em casa a meio da semana diante do Sevilha e ia jogar contra uma equipa que em casa ainda não perdera, motivos aparentemente considerados suficientes para se instalar a euforia antecipada de que o FCPorto iria, desta vez, perder pontos.

Infelizmente, quando se pretende à força que as coisas sejam como nós queremos que sejam e não como elas efectivamente são, há uma tendência infeliz para se ignorar evidências e factos. Assim, preferiram ignorar o facto de que o resultado do jogo da última Quarta-feira foi uma das maiores injustiças da época. O FCPorto dominou em todos os aspectos do jogo o Sevilha e acabou por perder.

Prova disso são os 17 remates que o FCPorto fez, alguns deles através de jogadores que apenas tinham o guarda-redes pela frente, contra os 5 do Sevilha, que só aspirou virar o rumo da eliminatória quando, logo após um golo caído do céu, Álvaro Pereira foi expulso por uma entrada perfeitamente escusada mas só até o árbitro finalmente ter decidido expulsar um sevilhano. A este árbitro, que de forma feliz um comentador radiofónico classificou de “um antigo polícia que, pelo que vejo, devia passar poucas multas”, o Sevilha pode agradecer ter chegado ao fim do jogo com 10 jogadores e não com 8 ou 9. Seja como for, o objectivo principal foi assegurado: a passagem à fase seguinte para reencontrar o CSKA de Moscovo.

Em Olhão, cheirou a campeão

Em Olhão, o FCPorto enfrentou mais um duro teste às suas capacidades, defrontando a equipa local que ainda não havia perdido em casa. Com Falcao e Álvaro ainda não no seu melhor o FCPorto assumiu inicialmente uma atitude de controlo mas foi pouco acutilante no último terço do terreno.

Varela continua aparentemente a sua fase de menor fulgor e Hulk parece andar ansioso, como se o valor de ambos estivesse em causa. Contudo não se pode tirar a Hulk o mérito de ter sido quem mais agitou o jogo do FCPorto ao longo de toda a partida, especialmente na primeira parte.

Ao intervalo, perante o impasse no jogo, Villas-Boas mostrou mais uma vez a competência que se lhe conhece e mexeu –muito bem!- na equipa, fazendo entrar Fucile e James para o lugar dos menos fulgurosos Sapunaru e Varela. A partir daí o jogo mudou.

No reatamento o Olhanense ainda ameaçou mas Helton, sempre atento, mostrou segurança. Na frente, com James a “partir a loiça” e Fucile a alargar o jogo, Falcao começou a ter espaço e finalmente começou a mostrar-se.

image1 Foi no entanto Belluschi, com uma obra prima, quem finalmente conseguiu derrubar a muralha algarvia após boa jogada de James. Um golo que merece ser visto e revisto. Logo após este golo, seria a vez de Falcao confirmar o seu regresso com um golo também de excelente execução, embora menos espectacular que o do argentino, sentenciado o jogo.

Daí até ao final, após várias ameaças, Falcao acabaria por bisar após uma boa iniciativa de Hulk  (que merecia o golo pelo esforço que fez ao longo do jogo) que rompeu pela esquerda e na passada rematou, sobrando o ressalto no guarda-redes para o colombiano que bisou e, com isso, ultrapassou Cardozo e se aproximou de João Tomás na lista de melhores marcadores .

São portanto mais 3 pontos importantíssimos rumo ao título e ficam matematicamente a faltar 7 vitórias.

Fotos: Ilhas da Bruma – Açores; Record

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Sevilha 1 x 2 FC Porto - Vitória da raça e do querer!

O FC Porto conseguiu hoje num ambiente muito adverso uma vitória extraordinária que lhe abre as portas do apuramento para a próxima eliminatória. Contra um Sevilha extremamente pressionante e acutilante, sobretudo pelas alas, os jogadores foram solidários e de um brio enorme. Na próxima semana há novo jogo onde se espera um Dragão a rebentar pelas costuras no regresso de Falcao e Álvaro Pereira em pleno!

Em primeiro lugar há que destacar a forma como o FC Porto entrou no jogo. Villas-Boas optou por poupar Álvaro, deixando-o no banco, e Falcao, que foi para a bancada. É óbvio que parecerá fácil dizer agora, à luz do resultado, que foi um excelente acto de gestão mas já antes do jogo era a favor da poupança de ambos, já que tinham recentemente regressado aos treinos e não estariam na melhor forma. Daqui a uma semana a conversa será outra e fariam logo à partida mais falta para virar um resultado adverso do que para um jogo onde poderia arriscar um esforço que levasse a uma recaída.

Como dizia, destaco a forma como o FCPorto entrou no jogo, fazendo com que os primeiros 5 minutos fossem jogados no enfiamento da área do Sevilha cujos defesas pareciam desorientados. Pensou-se que o FCPorto fosse ali encontrar o mesmo Sevilha que defrontou há uns meses atrás o Braga mas assim não aconteceu. A pouco e pouco, os andaluzes foram entrando no jogo e sacudiram a pressão do FCPorto, fazendo com que a primeira parte fosse algo dividida, com raras oportunidades claras de golo. Neste período o Sevilha ameaçou pelas iniciativas de Fabiano que conseguiu por duas ou três vezes aparecer nas costas da defesa portista, mas com Rolando a mostrar serviço e a safar sempre e muito bem in extremis.


Na segunda parte, a pressão do Sevilha foi sufocante. Ainda mais acutilante pelas alas, os andaluzes deram água pela barba aos defesas portistas. Sapunaru ficou muitas vezes nas covas e do outro lado Fucile teve também dificuldades, sobretudo a partir da entrada de Negredo mas nunca virou a cara à luta e teve intervenções verdadeiramente decisivas.

O meio campo azul e branco andou um bocado à deriva neste período, sendo que parecia que os médios procuravam o melhor posicionamento, deixando sempre zonas vazias onde os sevilhanos se movimentavam. Por outro lado, quando recuperavam a bola, eram logo sujeitos a uma intensa pressão adversária que levava frequentemente à sua perda. Na frente Hulk era um homem arredado do jogo, embora por vezes fosse dar uma ajuda preciosa no aspecto defensivo.

Curiosamente, foi num período de maior assédio do Sevilha, e quando Villas-Boas já tinha Cristian Rodriguez pronto para entrar em campo para ajudar a segurar o ataque do Sevilha no lado esquerdo da defesa azul e branca, que o FCPorto chegou ao golo na marcação de um livre. James Rodriguez cruzou com conta, peso e medida para a "zona de ninguém" entre a defesa e o guarda-redes onde apareceram Otamendi e Rolando completamente isolados, com o português, no limite do fora-de-jogo, a desviar para o fundo da baliza de Palop.


No entanto, não durou muito a vantagem do FC Porto. 6 ou 7 minutos depois, Kanouté restabeleceu o empate de cabeça, após cruzamento da esquerda. No salto, o maliano apoiou-se no entanto em Otamendi, impedindo o argentino de saltar, motivo mais que suficiente para ser assinalada falta no ataque. Infelizmente, o árbitro, que andou um bocado perdido durante todo o jogo, não viu e o golo contou mesmo. Otamendi viu-se e desejou-se na luta contra Kanouté.

Aqui o FC Porto tremeu e só por sorte e pela atenção de Helton não sofreu o 2º golo. Na retina fica um falhanço na emenda de Kanouté, quando não tinha ninguém entre ele e a baliza.

Para segurar o jogo entrou Guarín mas ainda assim não foi suficiente para sacudir a intensa pressão sevilhana. O FC Porto só voltaria a dar um ar da sua graça a cerca de 15 minutos do final, num remate de Hulk na marcação de um livre directo, que deixou Palop com as luvas a arder.

Só que acabou por ser o seu próprio frenesim atacante a ser fatal para o Sevilha. Numa saída precipitada dos andaluzes para o ataque a partir da defesa, a bola foi cortada por Belluschi e sobrou para Rodriguez que, com sorte num ressalto acabou por se isolar diante de Palop que ainda assim fechou bem o ângulo. A bola acabou por sobrar para o melhor sítio possível: os pés de Guarín que não perdoou e fechou um excelente resultado para o FC Porto!

Num jogo onde a equipa azul e branca não jogou bem e chegou a ser dominada de forma sufocante, há que realçar a entrega e o brio dos jogadores que nunca viraram a cara à luta e souberam aproveitar as oportunidades que tiveram. Com pragmatismo, o FC Porto trouxe de um dos grandes palcos do futebol europeu, contra um adversário de monta que se encontra, numa época aquém das expectativas, em 8º lugar do campeonato espanhol, um grande resultado que lhe abre as portas da próxima eliminatória onde se perfila o CSKA de Moscovo como mais provável adversário. A confirmar-se o apuramento, será o reencontro com a equipa moscovita, e mais um confronto de Liga dos Campeões em perspectiva.

"Poooorto!!!"
Fotos: UEFA

domingo, fevereiro 13, 2011

SC Braga 0 x 2 FC Porto

Antes deste jogo, tinha sido montado um cenário tal que parecia que não só o FC Porto iria perder pontos em Braga como a concorrência da 2ª circular iria, com uma só vitória, recuperar os 11 pontos de desvantagem em relação ao primeiro lugar. A resposta do FC Porto, -ainda desfalcado de jogadores fundamentais-, foi categórica. O Braga não teve hipótese e os dragões conquistaram uma vitória importantíssima rumo ao título com Otamendi a assumir o papel de estrela principal.



Após a pálida exibição diante do Rio Ave (a pior das exibições menos conseguidas que vinham acontecendo), o FC Porto enfrentou aquela que terá sido a 2ª saída mais difícil da 2ª volta, ao jogar contra o Sporting de Braga.

Villas-Boas, apesar de ainda não poder contar com Álvaro Pereira e Falcao, já contou com Belluschi. Também optou por trocar Sereno por Fucile e, apesar de um primeiro "arrepio" que o uruguaio provocou ao levar um amarelo escusado (vieram à memória algumas "fuciladas" recentes), a alteração acabou por ser benéfica para a equipa, ajudando a alargar mais o jogo e, com isso, melhorando a circulação de bola e a profundidade do jogo do FC Porto.

Apesar de não ter sido um jogo bem jogado, ainda menos se comparado com o FC Porto x SC Braga que continua a ser provavelmente o melhor jogo deste campeonato, gostei de ver a exibição portista. Se nos primeiros minutos o Braga ainda teve algum ascendente, a partir daí os jogadores azuis e brancos foram de um tremendo brio. Nem sempre jogaram bem, como já referi, mas lutaram com tremenda alma pela bola e foram generosos na entrega ao jogo. Com mais posse de bola, o FC Porto retirou a iniciativa ao Braga e tomou conta do jogo e a partir daí, metade do trabalho ficava feito.

Hulk, como se sabe, perde preponderância quando joga no centro mas hoje, apesar de nem sempre as coisas lhe terem corrido bem, foi inconformado e... teve também algum azar. Ainda assim, foi da autoria de Hulk a primeira grande oportunidade de golo do jogo, com um tremendo remate à barra da baliza do guarda-redes bracarense para depois Belluschi, com um remate à entrada da área, proporcionar uma grande defesa a Artur. Quem não falhou foi Otamendi, já em cima do intervalo, quando, num ressalto na área bracarense, colocou a bola com classe sem hipóteses para Artur. Este golo providencial, foi importantíssimo no desenrolar do jogo e veio dar alguma justiça ao resultado, premiando o ascendente azul e branco.

Se a primeira parte foi de ascendente portista, a segunda parte trouxe um FC Porto extremamente personalizado e dominador, a conseguir dominar o meio-campo e a mostrar-se perigoso logo desde os primeiros minutos. Ainda assim, foi preciso esperar até perto dos 70 minutos para assistir ao 2º golo do FC Porto, novamente por Otamendi, a aproveitar o ressalto de um livre de Hulk. O brasileiro até poderia já na parte final ter ampliado o resultado por duas vezes mas a insistência no pé esquerdo e duas boas saídas de Artur, impediram os golos portistas.

Defensivamente o FCPorto também esteve hoje sólido. Basta salientar Helton só teve trabalho "a sério" aos 75 minutos, no primeiro remate à baliza do SC Braga.

Quanto à arbitragem, Duarte Gomes foi demasiado permissivo, permitindo várias entradas duras dos jogadores do Braga sem a devida sanção disciplinar. Por outro lado, ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto por braço de Alan na bola e um amarelo por mostrar a Mossoró por simulação. Aliás, a atitude deste brasileiro num lance em que fez falta sobre Moutinho foi inqualificável.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

FCPorto 0 x 2 SLBenfica - Erros comprometem apuramento

Uma entrada em jogo apática e nervosa, aos quais se somaram erros individuais fatais, ditaram a derrota num jogo em que tudo correu bem ao Benfica. Depois, na segunda parte, faltaram opções no banco para o assalto final à baliza contrária.

Foi um jogo muito aquém do que se esperava por parte FCPorto que entrou da pior forma no jogo, muito nervoso, com um meio campo a deixar-se manietar pela pressão alta do Benfica. Por outro lado, não é menos verdade que 1º golo do Benfica caiu autenticamente do céu, acontecendo num lance que seria de fácil resolução se Maicon não tivesse sido displicente na abordagem do lance com Fábio Coentrão. Infelizmente, esta não é a primeira vez que o brasileiro falha de forma comprometedora por uma acção displicente. Só a título de exemplo basta recordar o Besiktas e o Sporting... Mas com um golo encaixado logo nos primeiros minutos, o FCPorto intranquilizou-se e o Benfica conseguiu motivar-se e isso fez a diferença.

Com as linhas muito afastadas, o FCPorto deu espaço ao Benfica que conseguiu ser melhor no meio campo. Na frente, James foi presa fácil para Maxi Pereira que usou das "tácticas" do costume: braços, entradas duras e sempre o mesmo ar inocente. Na direita, Varela começou trapalhão e desconcentrado, apesar de ter melhorado muito ao longo do jogo. Já Hulk, foi vítima da marcação cerrada que lhe foi movida pelos adversários e também do facto de no centro perder expressão. Quando se destacou, fê-lo sempre a partir das alas.

Se as coisas começaram mal, pior ficaram por volta dos 20 minutos quando um passe errado de Fernando, foi cair nos pés de Javi Garcia que atirou de primeira para o 2º golo do jogo. Apesar do que se tem dito, não creio que Helton tenha tido culpas em qualquer dos golos. No primeiro, confiou na protecção de Maicon e o desvio de Coentrão é feito mesmo em cima, enquanto que no 2º a movimentação de Saviola acaba por fazê-lo hesitar. Tem culpas sim num lance em que dominou mal a bola e quase se deixou surpreender pela entrada de Cardozo, conseguindo apesar de tudo resolver a jogada. Acabaria mais tarde por se redimir, mais uma vez contra Cardozo, ao fazer uma defesa monumental no remate do paraguaio.

Ainda assim, o FCPorto conseguiu ter mais oportunidades claras de golo que o Benfica mas não conseguiu concretizar nenhuma (falha de James a cruzamento de Varela, remate de Varela para fora junto à baliza, remate de Hulk para grande defesa de Júlio César, "confusão" na pequena área do Benfica com os defesas a aliviarem in-extremis,...).

Na segunda parte o FCPorto voltou muito melhor. A entrada de Rodriguez coincidiu com uma maior dinâmica da equipa, alargando o jogo e circulando melhor a bola. Ainda assim, faltavam os últimos metros no ataque, ou seja, o FCPorto conseguia circular a bola e jogar pelos flancos mas não teve expressão na área.

Por outro lado Villas-Boas demorou demasiado a reagir à expulsão de Coentrão. Deveria logo ter tirado Sereno (que até nem foi dos piores) ou Maicon para fazer entrar um jogador mais avançado. No entanto, até nas opções se viu que faltava ali alguém capaz de ir para a área dar luta aos centrais adversários e o jogo chegou ao fim com uma derrota que compromete a presença no Jamor.

É claro que é possível ir ganhar à Luz e o FCPorto não seria o primeiro a fazê-lo esta época. Daqui até à 2ª mão muita coisa vai acontecer e provavelmente, se não houver nenhum azar, o FCPorto poderá então contar com Otamendi, Álvaro e Falcao que neste jogo foram ausências de vulto. Há que acreditar pois está perfeitamente ao alcance do FCPorto.

O orgasmo vermelho

Confesso que acabou por ser divertido assistir à onda de euforia que se gerou na nação vermelha após a vitória no Dragão. Creio até que quase foram mais celebrados estes 2-0 do os 5-0 pelos portistas, 5-0 que ainda estão bem gravados na memória de todos e que os festejos histéricos tentaram camuflar. O saldo, por enquanto, é de 7-2 para o "miúdo".

O avançado que falta

Walter nem convocado foi e faltou uma presença na área adversária. Se o treinador não confia nele, se este não serve, por que motivo não se aproveitou a janela de transferências que recentemente fechou para colmatar essa lacuna? Fica a sensação de que o FCPorto ficou de tal maneira convencido com Kléber que qualquer solução seria sempre um recurso temporário. Já agora, duvido que o jogador venha pois tenho a sensação que o Marítimo vai encontrar "por magia" fundos para comprar o jogador.

Esta falta de confiança em Walter acabar por prejudicar Falcao pois, na ânsia de utilizar o jogador, este acaba por não recuperar convenientemente das lesões, incorrendo na actual intermitência de utilização.

O caso Fucile

Fizeram eco na imprensa as declarações de Fucile no Facebook. No meio da ironia espero sinceramente que haja insatisfação do jogador, não com o treinador mas consigo próprio, pelas infantilidades que vinha cometendo nas últimas vezes que jogou. Se quiser ter futuro no FCPorto terá inevitavelmente de arrepiar caminho.

sábado, janeiro 29, 2011

Gil Vicente 2 x 2 FC Porto - Jogo sem chama apenas para cumprir calendário

O FCPorto despediu-se desta Taça BWin com um jogo muito fraco e onde as falhas de concentração defensiva tornaram incipientes os golos marcados por Ruben Micael e Emídio Rafael. O defesa-esquerdo acabaria por ser o grande azarado do jogo ao lesionar-se com gravidade já no final do jogo, e vai desfalcar o FCPorto provavelmente até ao final da época.

À partida para este jogo, o FCPorto sabia que não dependia de si próprio para passar à fase seguinte da Taça BWin, sendo necessário vencer e esperar pela derrota do Nacional em Aveiro. Ora, nem uma coisa nem outra. O FCPorto não foi além de um empate em Aveiro e o Nacional venceu por 2-1 e avançou na prova, fruto da vitória recente no Dragão.

A exibição do FCPorto, que entrou em campo com uma equipa bem diferente da habitual, foi sempre tristonha e pouco esclarecida, expecto um ou outro momento de maior aceleração e atitude que desequilibraram a defesa gilista. Ainda assim, quando o golo surgiu mesmo em cima do intervalo, pensou-se que estaria aberto o caminho para o Dragão se soltar e jogar melhor na 2ª parte.

No entanto, o Gil Vicente soube ter brio e, no reatamento conseguiu chegar ao empate, para, logo a seguir, Emídio Rafael, numa boa jogada com Guarín, voltar a colocar o FCPorto na frente. Pouco depois, Rafael e Maicon ficaram mal na fotografia ao permitirem todas as veleidades a Hugo Vieira que estabeleceu o resultado final.

Villas-Boas ainda tentou sacudir o jogo fazendo entrar Moutinho e Hulk mas o resultado já não sofreria alterações. Nem a vitória serviria de nada visto que, em Aveiro, o Nacional conseguiu vencer e assegurar o 1º lugar do grupo.

Crise nas laterais

A lesão de Emídio Rafael, que deverá ficar afastado até final da época, veio criar um problema a Villas-Boas que no plantel tem agora a falta de um defesa lateral esquerdo. A questão é preocupante no imediato dado que Álvaro Pereira ainda está a recuperar de lesão e continua ausente.

Esperando-se o regresso do uruguaio no próximo mês, o FCPorto fica com Álvaro e Fucile para a esquerda da defesa e Sapunaru para a direita, sendo que Otamendi pode jogar na posição do romeno com relativa facilidade. No entanto, dado que Sereno se tem revelado uma aposta falhada, há definitivamente uma lacuna por preencher na defesa azul e branca.

Resta saber se o FCPorto vai optar por uma solução interna ou se vai tentar ainda, no pouquíssimo tempo que lhe resta, tentar reforçar o plantel no mercado de Inverno que encerra na Segunda-feira.

Na vertente humana, há ainda que endereçar uma palavra de apoio a Emídio Rafael, que vê o seu crescendo de qualidade interrompido por esta lesão, isto numa altura em que tinha sido pré-convocado por Paulo Bento. Que tenha muita força na sua recuperação.