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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Atlético-2 / FCPORTO -2

Maxi Rodríguez 3', Forlán 45'+2; Lisandro 22'e 72'
Crónica de um jogo que podia ter sido ganho por goleada, bastava Helton não ter dado um frango, e Hulk e Lisandro terem marcado os golos que perderam (um cada) isolados á frente da baliza, podia ter sido 5-1, pois a arbitragem também anulou mal um golo ao Lisandro.

Jesualdo disse no fim que este tinha sido o melhor jogo do FCPORTO, espero que seja um pronúncio positivo para o que resta de época, a ver vamos, que recuperem bem para o Sporting, pois é outro jogo a doer.

Vim para este jogo sem grande perpectivas...Sempre acreditar, mas com Jesualdo os oitavos,...já se sabe.
Na 1ªparte, FCPORTO com 5 ocasiões de golo.
Rodriguez logo no inicio após uma jogada excelente de Hulk pela direita a cruzar para Rodriguez rematar contra o Guarda-redes.

Depois golo do Atlético por Maxi numa falha de marcação de Cissokho que deixa o seu homem sozinho.
De seguida o FCPORTO consegue acalmar o jogo que entrou muito eléctrico, e fruto desse ritmo mais baixo, e mais de acordo com o futebol jogado do FCP, os jogadores conseguem começar a fazer as transições rápidas e com Hulk em outra velocidade, conseguem primeiro empatar por Lisandro, a aproveitar muito bem uma recuperação de bola no meio-campo adversário.
E depois novamente Lisandro a rematar sozinho para defesa por instinto do guarda-redes, após jogada de Hulk.
Depois é Hulk que num contra-ataque após um canto do Atlético em que Meireles lê muito bem a jogada, mas Hulk depois de se isolar em velocidade e potência permite a defesa do guarda-redes.
Depois é novamante Hulk que pelo lado esquerdo ultrapassa o seu adversário e remata com muito perigo e ninguém consegue a emenda á frente da baliza.

E finalmente, quando se esperava que o jogo fosse empatado para o intervalo e apenas na 2ªvez que o Atlético remata na zona frontal á baliza, Helton dá um FRANGO, e pouco mais existe a dizer desse lance... (lembrou Chelsea).

O arbitro e o seu fiscal de linha invalidaram mal um golo ao Lisandro, num lance em que o FCP ainda estava a perder, e no seguimento de uma bola parada, onde Bruno Alves ganha no 2ºposte e coloca em Lisandro que marca e está em linha com o passe de Bruno Alves, mal invalidado.
Fiquei aborrecido depois da 1ªparte. Podia estar 2-4...

2ªparte com o FCPORTO com mais 2 ocasiões claras de golo...
1ºcanto, o FCP quase empata por Lisandro que de cabeça obriga o guarda-redes a uma boa defesa.
Aos 10m. da 2ªparte, Rodriguez recupera uma bola na esquerda e cruza rasteiro para um isolado Lisandro que falha escandalosamente, assim... é dificil.

Depois o FCP tentava mandar no jogo, mas já não existia tanta frescura nos jogadores, e foi numa jogada mais colectiva que o FCP consegue fazer chegar a bola até Cissokho que cruza muito bem pelo chão e Lisandro antecipa-se ao defesa e empata o jogo a dois com uma excelente jogada.
Depois o FCPORTO tácticamente continuou a jogar bem, mas pareceu faltar força a alguns jogadores, tal como Hulk, apenas Rodriguez continuava com um ritmo altissimo.

De negativo, a lesão de Fucille ainda no aquecimento, e depois de Sapunaru perto do final, o que obrigou a que entrasse Pedro Emanuel para defesa direito, mas a ter de se preocupar com Simão e Forlan, já não havia pernas e poderia ter existido algum dissabor por esse lado.

Resultado Final 2-2, foi pouco para tanto dominio, não fora os erros defensivos, porquê o foram de facto... e 4 golos falhados no ataque, teria ficado de certeza outro resultado.
Erros pontuais de jogadores que ditaram este empate, mas o FCPORTO foi grande em como soube jogar este jogo, e partimos em vantagem cá.

Destaques: Hulk na 1ªparte foi SUPER; Rodriguez na 2ªparte foi inesgotável; Lisandro marcou os 2 golos; Mas os centrais e os 3 do meio-campo foram tácticamente quase perfeitos.

Jogadores:

Helton, 2 boas defesas, no 1ºgolo sem hipotese de fazer melhor a mancha, no 2ºgolo deu Frango, e a este nível paga-se caro estas situações.

Sapunaru, não entrou bem na partida, talvez não estivesse á espera de jogar, e por isso terá entrado mal, melhorou com o decorrer da partida, mas nunca deu a segurança necessária aos colegas.

Rolando, muito bem nas antecipações sobre Forlan, esteve muito bem nos lances aéreos e no apoio ao Sapunaru e até nas dobras ao B.Alves.

Bruno Alves, excelente sobre Aguero, que secou, imperial nos lances aéreos também, e ajudou a serenar os animos de Cissokho, ele que foi o estandarte da defesa e que orientou muito bem nos aspectos defensivos, na frente, foi ele que ganhou a bola no lance do golo mal anulado ao Lisandro.

Cissokho, falhou no 1ºmomento defensivo do jogo, pois apenas olhou para a bola e não para o seu adversário directo que lhe ganhou as costas, serenou e cruzou a preceito para o 2-2- final de Lisandro.

Fernando, se fosse um duelo aos pontos, tinha ganho ao P.Assunção, esteve muito bem nos apoios defensivos aos laterais e cobriu muito bem a sua zona de acção, a melhorar o dominio de bola, pois por 2/3 vezes não deu seguimento ás jogadas por mau dominio de bola, e se melhorar o passe longo, será muito forte no seu posto.

Raul Meireles, jogando mais recuado no apoio directo ao Fernando e Cissokho, e ás vezes do lado direito no apoio ao Sapunaru, ou seja, foi o jogador que costuma ser, muito bem no apoio aos colegas e menos a aparecer na frente no apoio ofensivo, de realce o passe a rasgar a defesa do Atlético que permite isolar Hulk que depois falhou.

Lucho, um dos melhores jogos da época, descaido sobre a direita, apoiou bem o seu lateral, e conseguia aparecer no meio-campo para distribuir jogo pelos colegas da frente com passes muito bons para as desmarcações ofensivas, um dos seus melhores jogos da época.

Rodriguez, foi o 4ºhomem do meio-campo, pois ajudou muito o trio desse sector, seja a defender junto ao Cissokho, seja numa zona mais central, seja no aspecto ofensivo, onde teve alguns rasgos muito fortes, pois é um jogador que fisicamente aguentou até aos 90m., sempre em ritmo altissimo, azar só no primeiro lance de jogo, pois falhou um golo logo no 1ºminuto, e até tinha o Lisandro ao lado, logo a seguir ainda serviu magistralmente pela ala Lisandro que permite a defesa do GR.

Hulk, descaido sobre a direita, mas podendo percorrer toda a frente de ataque, sempre junto ás linhas, teve na 1ªparte 3/4 arrancadas de deixar qualquer defesa sem estofo, e sem saber o que fazer, pena que não tenha definido bem os passes ou os remates, pois em todas essas situações podia facilmente ter feito melhor o passe para golo certo, mas de salientar a sua força fisica, está enorme, e mostrou-se na Europa, será talvez a única vez que deixará de ser uma supresa. Também teve um lance em que se isola e permite a defesa, são lances em que precisa de continuar a trabalhar para melhorar, e de realçar que sempre que ele utilizava o corpo para ganhar as bolas, o arbitro apitava sempre contra ele.

Lisandro, marcou dois golos plenos de opurtunidade onde aproveitou bem os lances, 1º com um bom remate e alguma sorte, e no 2ºgolo a aparecer muito bem nas costas do lateral, ainda teve em mais 3 lances de golo, uma cabeçada logo no inicio da 2ªparte para defesa de GR, outra vez onde na pequena aréa remata de primeira, e na 2ªparte teve um lance em que outra concentração era exigivel, pois isolado por rodriguez levantou a alça em demasia e falhou escandalosamente, mesmo assim, 2 golos na Europa.

Do Banco, Pedro Emanuel sentiu dificuldades naturais a defesa direito, e ainda entraram Tomás Costa e Tarik para manterem o ritmo e ganharem moral.

Ou seja, um resultado final 2-2, deveria e poderia ter sido outro...

Mas agora cá, dentro de 15 dias é necessário fazer outro jogão como o de hoje, pois este Atlético, sendo permeável atrás, na frente e no meio-campo é recheado de grandes jogadores e nunca se sabe quando estes jogadores aparecem, e só uma altissima concentração defensiva de todos os jogadores permite a passagem do FCPORTO no Dragão aos 4ºfinal.

Agora é descansar bem os jogadores, pois Sabádo é outro jogo, também dificil frente a um adversário dificil.

sábado, março 07, 2009

Leixões - 1 / FCPORTO - 4

Diogo Valente 89' ; Lucho 23' g.p., Hulk 50', Raul Meireles 66', Farías 76'

Vitória no Estádio do Mar e completamente merecida, tal foi a certeza nos ataques do FCPORTO, que hoje cresceu, pois rodou vários jogadores e nem isso se sentiu em campo, e tirando 2 lances de bola parada onde a defesa vacilou e o golo do Leixões, onde Helton esteve mal individualmente, é um aspecto a corrigir, (ele não pode encarar o sofrer um golo destes como sendo normal e ficar a rir, é pouco profissional...).
É preciso ver que Tomás Costa não é lateral direito, mas fez ai um jogo bastante interessante, e sem Rodriguez na esquerda, Mariano ou Hulk conseguiram disfarçar essa ausência, e com Farias na frente deixando Lisandro no banco, Farias que marcou e arrancou um cruzamento para outro golo, ou seja, 3 jogadores que vestiram muito bem o fato de trabalho num jogo que só essa força e essa capacidade tornearam a possivel dificuldade deste jogo.
Foi um inicio de jogo muito disputado, onde o Leixões entrou forte e a tentar rematar sempre que se aproximava da area do FCP, por isso, o FCP sofreu um pouco em alguns lances, mas depois o FCP acertou melhor e começou a contra-atacar com critério e Hulk abriu as hostilidades e num lance rápido colocou á prova Beto, no seguimento do canto foi Farias a criar frisson, e pouco depois no seguimento de outro canto, o defesa do Leixões corta a bola com a mão e faz um penaltie infantil.
Depois Lucho converte o penaltie e o FCPORTO cresceu ainda mais, sendo que o Leixões tentou reagir, mas os jogadores do FCP passaram a ter mais certeza nos passes e com isso, principalmente o trio do meio-campo tomou conta do jogo e até ao intervalo teve sempre o jogo controlado, apesar da alteração táctica do adversário, mas que o FCP soube antever e controlar, e que podia ter dilatado se Farias depois de isolado por um excelente passe de Mariano tem controlado bem a bola e rematado á baliza com mais convicção.
Na 2ªparte, o FCP entra forte e cria logo um lance de perigo, onde Lucho na sequência de uma boa jogada entre Hulk e Mariano criam um bom lance para Lucho rematar com perigo, e Farias chega tarde para a emenda.
Mas pouco depois, e fruto de um acerto do meio-campo do FCP e de um mau passe do defesa direito do Leixões, Hulk recupera a bola e encara o ultimo defesa e remata forte para o 2-0 perante um desamparado Beto, e a partir dai percebeu-se que só o FCP podia tornar dificil uma vitória neste jogo, pois pareceu sempre que o FCP tinha o controlo e dominio de jogo na zona fulcral, o meio-campo.
Apesar disso, o Leixões conseguiu criar por duas vezes algum frisson na area do FCP, principalmente com um cabeceamento perigoso de Zé Manel, mas o FCP na resposta e após um lance muito bonito e muito bem jogado por parte de Farias, que qual extremo direito ultrapassa o defesa, vai á linha de funda, cruza atrasado para Hulk que deixa passar para Raul Meireles, que vindo detrás remata sem hipotese de defesa, estava feito o resultado do jogo.
Depois deste lance, Jesualdo começou a mexer na equipa (e bem) e a poupar jogadores para outros desafios, e mexeu, tirando Meireles e dando minutos a A.Madrid e pouco depois é Hulk que sai para dar entrada a Tarik, Hulk que antes de sair colocou uma bola muito bem na frente de Mariano, mas este demasiado descaido para a direita rematou á parte de fora do poste, pelo meio também o Leixões na sequência de uma bola parada criou perigo, pois os centrais do Porto permitiram um remate na pequena area que saiu por cima da baliza.
Mas como o jogo estava a correr de feição ao FCP, e depois de um canto, Farias marca de cabeça beneficiando também de uma completa apatia da defesa contrária, pois apareceu sozinho na pequena aréa, apesar do bom gesto técnico, mostrando bons dotes de cabeceador e fazendo o 4 golo.
Depois Jesualdo faz descansar Lucho, dando entrada a Lisandro em jogo e o FCP ainda cria mais duas boas situações para ampliar o resultado, com Lisandro e Mariano a falharem o remate final, e seria o Leixões a marcar, aproveitando Diogo Valente um erro crasso de Helton, que largou a bola para trás e depois foi lentooo... a levantar-se e a reagir para evitar o remate.
Quanto aos jogadores:
Helton, sem muito trabalho, apesar de dois lances aereos onde os avançados cabecearam quase na pequena area, mas sem responsabilidade directa, em outros lances soube sempre como se fazer aos lances, já no golo sofrido, a sua falta de concentração foi gritante, pois por sofrer um pequeno toque do colega, cai no chão, larga a bola e depois fica a reclamar falta, em vez de reagir ao lance da forma correcta que deveria, é um lance que infelizmente se repete e onde Helton apesar da idade demonstra imaturidade.
Tomás Costa, excelente, para um jogador que não é defesa direito, jogar com tanto á vontade nessa posição foi muito bom para a serenidade dele e de toda a equipa, talvez apenas nos primeiros minutos tenha sentido algum receio, pois Diogo Valente entrou bem na partida, mas Tomás Costa soube como defender bem e atacar e cruzar também muito bem.
Rolando, muito bem no jogo aereo, e na cobertura ao defesa direito, relace também para um corte providêncial logo no reatar da partida onde in extremis corta a bola a um Chumbinho que se ia isolar e Rolando slavou a situação.
Bruno Alves, orientou bem a defesa e apenas facilitou num lance aereo, onde permitiu um remate na pequena area, mas fechou bem o lado do Cissokho e ainda fez bons cortes do lado direito.
Cissokho, falhou uma vez onde permitiu um remate de cabeça a Zé Manuel, pois deixou-se antecipar, mas soube sempre estar no sitio certo, e subiu muito bem no terreno no apoio ao Hulk, ás vezes aparenta uma menor frescura a recuperar no terreno, aspecto que tem de ser melhorado, no lance do golo do Leixões também demorou a reagir, mas a responsabilidade maior não era dele, pois julga que Helton tem a bola controlada.
Fernando, esteve muito bem no seu papel, mandou quase sempre na sua area de acção, e soube dar sequência ás recuperações de bola que fazia e de imediato lançava o ataque ou congelava o jogo, um jogo muito bem conseguido também no pior periodo, viu um amarelo a pedido para limpar contra a Naval em casa, espero que não faça falta.
Raul Meireles, marcou um golo, a finalizar uma excelente jogada, foi o primeiro a ser substituido já com o resultado feito, soube sempre apoiar Cissokho e Fernando e tapar os caminhos da baliza de Helton, não apareceu muito na frente, mas foi eficaz no remate que fez.
Lucho, marcou bem o penaltie, bem colocado, apesar de Beto ter adivinhado o lado, pareceu uns furos acima fisicamente, pois teve bom discernimento com a posse de bola, e com bons passes, pena ter falhado dois remates onde apareceu sozinho á entrada da area, e ainda ajudou Tomás Costa a fechar pelo meio, apesar de parecer que jogou sempre mais no meio campo e menos nas alas, saiu perto do fim.
Mariano, lutou, correu, fez algumas boas tabelas, soube ter e segurar a bola e com isso levar a bola para a frente, ou seja, foi um jogador muito util para este jogo, pois soube quase sempre o que fazer e ainda deixou tudo em campo, tendo mesmo feito os 90m., e com a saida de Lucho, foi ele que passou para o meio-campo.
Hulk, com as suas arrancadas, ele desgasta as defesas contrárias e este jogo não foi excepção, com isso criou alguns lances e obrigou Beto a uma boa defesa, no inicio da 2ªparte arrancou e só parou depois de marcar com um remate certeiro ao 1ºposte, foi substituido com o jogo já resolvido e como travou um conta-ataque em falta viu um amarelo que também o retira do jogo contra a Naval no Dragão.
Farias, a supresa para este jogo, e devo dizer que foi uma supresa bem agradável, pois disputou inúmeras bolas em lances aereos, onde ganhou e perdeu lances, mas foi sempre um jogador que nunca virou a cara á luta, destaque para dois momentos, no primeiro, cria uma jogada pela lado direito e serve de bandeja Meireles para este fazer o 3ºgolo, e no seguimento de um canto e com muito opurtunismo finaliza de cabeça marcando o 4ºgolo, muito bem, para mim, e sem Hulk contra a Naval, a titularidade era dele.
Andrés Madrid, entrou por Meireles, para ganhar ritmo e nota-se que lhe falta, tentou jogar simples, mas apesar disso em 2/3 vezes perdeu lances disputados, pois nota-se falta de intensidade no seu jogo.
Tarik, entrou por Hulk, e nota-se que também está sem ritmo, por isso, foi importante entrar num jogo já ganho para ganhar moral, as qualidades estão lá, o empenho e a confiança é que parece que não, ainda assim, lutou e tentou criar lances ofensivos.
Lisandro, entrou por Lucho, jogando sobre a esquerda, ainda teve um remate por cima.
Ou seja, foi um jogo onde o FCP soube anular as principais armas do Leixões e fazer salientar um trio de meio campo muito sólido por onde alicerçou uma construção de jogo muito bem definida e uma vitória muito importante na conquista do campeonato.

sexta-feira, agosto 21, 2009

O Incrível Sr. 100 Milhões

A notícia do dia é sem dúvida a extensão do contrato de Givanildo "Hulk" por mais duas épocas, terminando agora em 2014, com consequente revisão salarial e aumento da cláusula de rescisão para o valor recorde de 100 milhões de euros. É óbvio que uma cláusula de rescisão nem sempre implica a garantia do seu encaixe, dependendo sempre uma transferência da vontade do jogador e dos clubes envolvidos. Veja-se por exemplo o caso de Karim Benzema que, com uma cláusula de 100 milhões no Lyon, se transferiu para Madrid por 35 milhões, ou ainda o caso de Ricardo Quaresma que com um valor de 40 milhões, saiu por um valor global de 25 milhões, se incluirmos o valor de Pelé (de quem eu esperava muito mais).

Isto garante no entanto um bom encaixe financeiro ao FCPorto que, embora detenha apenas 50% do passe do jogador, assegura uma margem de lucro bem confortável.

Isto acontece numa altura em que o jogador tem estado nas bocas do Mundo, tanto pelas suas exibições como pelos seus problemas disciplinares e se a transferência do jogador para outro clube fica deste modo limitada, é legítimo perguntar-se: Será que Hulk vale 100 milhões? A resposta: ainda não.

Givanildo, a.k.a. Hulk, tem actualmente 23 anos, estando ainda em plena fase de amadurecimento. Técnica e tacticamente cresceu muito desde que chegou ao FCPorto, deixando de lado aquela individualidade irritante que mostrou no início da época passada e terminando a temporada a jogar mais em prol do colectivo (para sossego de Lisandro Lopez que muitas vezes perdeu a paciência com o brasileiro).

Hulk tem no entanto ainda graves problemas em lidar com o estatuto de estrela e isso viu-se na eliminatória da Champions com o Man Utd na temporada passada quando, após ter sido colocado na montra europeia pelo que fez contra o Atlético Madrid (clube que só passou a ser forte depois de este ano ter derrotado o Benfica e com apenas uma semana de trabalho nas pernas), se eclipsou subitamente. É certo que o facto de ter sido exposto pela opinião pública como grande jogador fez com que se perdesse o efeito surpresa e os adversários o passassem a vigiar de perto mas isso não explica tudo.

Por outro lado, Hulk abordou a temporada actual com um espírito muito quezilento, por vezes digno de uma "Prima Donna", isto após ter sido considerado pela generalidade da imprensa como a estrela maior do FCPorto na era pós Lucho Gonzalez e Lisandro Lopez.

É certo que Hulk deve ser neste momento o jogador que mais pancada leva dos adversários em Portugal, o que, aliado ao facto de ver constantemente serem-lhe assinaladas faltas no ataque só porque os adversários, com metade do peso do brasileiro ,são projectados ao tentarem fazer ombro a ombro com o jogador, é suficiente para que o jogador perca a paciência. Logo ele que tem uma personalidade temperamental e explosiva.

O resto já se lhe conhece: o jogador reclama constantemente com os árbitros, atitude que de nada serve a não ser para que os árbitros criem uma imagem negativa do jogador. Por outro lado, ao fazer isto, o jogador expõe-se demasiado ao critério disciplinar da arbitragem acabando por ser admoestado e, como aconteceu no jogo contra o Paços, expulso com consequente prejuízo para o colectivo e isto apesar de Bruno Alves e Raul Meireles, esses sim figuras maiores do FCPorto, terem conversado várias vezes com o jogador no sentido de o acalmar.


Hulk tem ainda de crescer muito para deixar de ser um jogador talentoso com mau feitio e passar a ser um verdadeiro craque. Só lhe falta para já a mentalidade para isso e esse será o trabalho que Jesualdo terá agora pela frente.

Esta renovação de contrato é por outro lado o estabelecer de uma meta por parte da SAD e, mais do que uma avaliação do valor do jogador, trata-se sim de uma precaução tendo em vista o que o jogador pode vir a valer porque, mais uma vez repito, Hulk não vale 100 milhões de euros. Está sim definida a meta de responsabilização que o jogador terá agora de procurar atingir, deixando de lado a mentalidade de menino refilão para se tornar o verdadeiro craque da Liga Portuguesa.

Como disse Benítez a Fernando Torres, após a recente derrota do Liverpool às mãos do Tottenham, a melhor forma que um avançado tem de responder às faltas e às provocações é com golos mas isto também já lhe deve ter sido transmitido por Jesualdo Ferreira e deverá ser interiorizado pelo jogador nas próximas duas jornadas de descanso de que vai usufruir.



domingo, agosto 16, 2009

Paços Ferreira-1 / FCPORTO-1

(1-1) Falcão 78m.
Foi um FCP ainda longe do seu melhor no arranque de 2009-2010, num possivel arranque para o Penta, novamente com alguns jogadores a não apresentarem níveis fisicos e tácticos de acordo com o que é exigível, mas a época ainda agora começou, e ainda há aspectos que precisam de ser muito melhorados, tais como o posicionamento defensivo e ofensivo de Bellushi, (parece ser muito mais um 10 do que um 8). Com isso Meireles perde-se nos seus movimentos, também Farias se ressente quando a equipa não manda no jogo, ele quase que é um peso morto, apesar dos alas (principalmente Hulk) tentarem aparecer no meio também.

Mas Meireles estava nitidamente com falta de gás (talvez a ter feito um jogo completo pela selecção no meio da semana) e Hulk estava com nervos a mais (porque se o 1ºamarelo é forçado, já o 2º não deixa margens para dúvidas), eu até tinha pensado que ao intervalo era ele o 2ºjogador a tirar, o 1º era o Farias...

Claro que o jogo tem duas equipas, e o Paços depois de se apanhar a ganhar, depois de por duas vezes ter ameaçado pelo lado de Fucile, soube manter a sua equipa em linhas recuadas, sem abrir espaços, e se às vezes o FCP podia (se o passe do médio entra bem) criar real perigo, tudo isso parecia ser muito esforçado, sem rotinas (onde o FCP de Jesualdo é forte).

Em toda a 1ªparte, apesar do maior dominio e posse de bola, o FCP apenas por Belluschi conseguiu inventar uma jogada (remate muito forte à trave, e outro lance onde obriga o GR a uma excelente defesa) ou um passe, isto porque os laterais quase só defendiam. Meireles estava ausente do jogo, Mariano sem posição efectiva, Farias apático e Hulk com 2 marcadores à vez que o enervavam ao ponto de ele fazer mais faltas do que sofrer (é um aspecto em que ele tem de evoluir e muito).

Já perto do intervalo, Meireles desmarca Hulk e este deixa-se antecipar pelo GR e perde uma ocasião clara de golo, e foram poucas...

O que me preocupou mais, foi ver o FCP sem outras soluções senão aqueles que já todos os adversários conhecem, e se o jogo rotinado não entra, é preciso um plano B e durante a 1ªparte não se viu nada disso.

Ao intervalo, Jesualdo precisava mexer na equipa, e tirou Meireles (algo cansado), atrasou Mariano para o meio-campo sobre a direita, e colocou Falcão no apoio directo ao Farias, com Hulk a ficar na esquerda, e o FCP até entrou melhor, a pressionar mais à frente e a tentar o empate. Mas passados apenas 10m., Hulk perde uma bola na linha de fundo e faz falta para amarelo, só que era o segundo e o FCP ficou reduzido a 10 e a perder na Mata Real.

Jesualdo fez entrar Varela para a esquerda, saindo Farias (não teve bola na área), e ficando Falcão sozinho na frente, com Mariano na meia direita e Bellushi a tentar colocar alguma geometria no jogo do FCP. Os laterais começaram finalmente a aparecer em momentos ofensivos e, apesar do jogo ter ficado aberto, com o FCP a expor-se aos contra ataques do Paços, a verdade é que o FCP tinha de tentar ganhar o jogo.

E foi numa dessas arrancadas dos laterais, que Fucile faz um excelente cruzamento para a área e Falcão num cabeceamento muito bom estabeleceu o empate.

É certo que o FCP ainda tentou chegar ao golo novamente, mas não apareceu nenhum lance, tirando um ou outro livre de Bruno Alves, mas que não acertou no alvo.

Em Resumo:

Um empate justo depois de uma entrada em jogo algo atípica e com pouca convicção, o que resultou num golo demasiado consentido de canto, o que obrigou o FCP a ir atrás do resultado, e que com a expulsão de Hulk ainda teve de lutar mais, conseguindo um empate justo.

Há ainda muitos aspectos a melhorar, muitos jogadores novos a entrosar, outros a rotinar num novo esquema e ainda outros (Hulk), a necessitarem de evoluir para serem melhores jogadores.
PORTO!!!

segunda-feira, setembro 13, 2010

FCPorto 3 x 2 SC Braga - Estádio do Dragão, Capital Nacional do Futebol!


Se dúvidas houvesse, o jogo do último Sábado serviu para afirmar inequivocamente o FC Porto e o Sporting de Braga como as duas melhores equipas portuguesas do momento e, ao mesmo tempo, contra todas as expectativas criadas em torno de um bicampeão anunciado, demonstrar que o FCPorto reencontrou a dinâmica que fez de si a referência maior do futebol português sem teias de aranha.


O jogo era sem dúvida cabeça de cartaz da 4ª jornada já que o vencedor garantia o 1º lugar da classificação. Tratava-se também do 2º grande teste da época, depois da vitória "sem espinhas" na Supertaça, diante de um adversário que vinha de uma estrondosa vitória em Sevilha, onde conseguira a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Ingredientes mais que suficientes para justificar um Estádio do Dragão praticamente lotado (47.617 espectadores).

O jogo começou com um ascendente do Braga, mais pressionante e agressivo sobre a bola, fiel às ideias lançadas pelo seu treinador na antevisão do jogo apesar de não criar situações claras de golo. O FCPorto por seu turno apresenta um ritmo algo lento, pontuado por passes errados (neste particular Rolando destacou-se com passes incompreensíveis). Com o jogo algo bloqueado tacticamente, acabou por ser um lance de bola parada a fazer a diferença. Luís Aguiar (que ao contrário do que o Record afirmou não foi oferecido a custo zero ao Braga mas sim Alan) na marcação de um livre, atirou do meio da rua sem hipóteses para Helton fazendo um grande golo.

O FCPorto pareceu finalmente despertar com o golo do Braga e a primeira ameaça surgiu por intermédio daquele que seria a grande figura da noite com Hulk a atirar à barra da baliza defendida por Felipe na marcação irrepreensível de um livre. Foi curioso verificar que Villas-Boas começou por colocar Hulk à esquerda e Varela à direita, ambos com pouco apoio por parte dos defesas laterais. A partir do momento em que trocaram de posição e Hulk passou para a direita, passando a ser marcado por Elderson, verdadeiramente o elo mais fraco da defesa bracarense, o jogo começou a pender mais claramente para o FCPorto.

O empate surgiria à passagem da meia hora, com Hulk a deixar Elderson "nas covas" e a fazer um cruzamento perfeito para Varela marcar o golo que "acordou" o Estádio do Dragão.

Após o intervalo, tristemente marcado por actos que em nada engrandecem o FCPorto mas que abordarei adiante, tudo levava a crer que os dragões, à semelhança do que tem acontecido nos últimos jogos, voltassem melhores (nitidamente dedo de Villas-Boas). Contudo, acabou por ser o Braga a marcar novamente com um golaço de Lima, aparentemente talhado para marcar ao FCPorto.

Na época passada a história do jogo terminaria aqui, talvez até mesmo tivesse já terminado ao quarto de hora com o golo de Aguiar, mas este não é o FCPorto do ano passado. Este é um FCPorto que sabe o que quer, que tem ambição, que não se descontrola nem se conforma perante a adversidade. Nesta altura, disse a quem se encontrava ao meu lado que, se o FCPorto quisesse efectivamente ser campeão então iria ganhar este jogo e foi o que aconteceu.

Sem dar muito tempo aos festejos, num lance de inconformismo, Hulk levou a bola para o ataque, combinou com Álvaro Pereira que apareceu na área(!!) e serviu magistralmente o brasileiro com um toque de calcanhar e este, contando ainda com a atrapalhação de Elderson, que se estatelou ao comprido, fuzilou Felipe para o 2-2. Domingos mostrou a sua irritação e retirou de imediato o defesa-esquerdo, fazendo entrar Miguel Garcia que foi para a direita por troca com Sílvio que veio para a esquerda para tentar estancar a avalanche chamada Hulk.

Ora, o calcanhar de Aquiles do Braga reside este ano no facto de apenas ter um defesa lateral de grande nível que é Sílvio e, ao procurar tapar o lado esquerdo, Domingos acabou por aliviar a pressão sobre Varela que, pouco depois faria o 3-2 após uma grande jogada de Falcao que entrou na área partindo da esquerda e levando consigo Miguel Garcia e Vandinho, a bola no ressalto após um corte do português sobrou para Varela que, na passada, atirou uma "bomba" para a baliza bracarense e ali sentenciou o jogo.

Até ao final assistiu-se a uma exibição personalizada do FCPorto que soube gerir bem a posse de bola e a uma imagem de enorme sacrifício de Hulk que, em grandes dificuldades físicas, só com vontade férrea, a mesma que foi imagem deste FCPorto durante o jogo, resistiu até ao apito final.

Para a história fica o resultado e a memória de um fantástico jogo de futebol que merecia, este sim, ter tido prolongamento. Segue-se agora a recepção ao Rapid de Viena na estreia na fase de grupos da Liga Europa.


As bolas de golfe

Há atitudes que sendo injustificadas e descabidas acabam por resultar no denegrir da generalidade em função do gesto de um punhado. Aquele acto infeliz de atirar bolas de golfe em nada edifica a imagem do FCPorto e dos seus adeptos e só mostra que há quem, definitivamente, esteja a assistir a um jogo de futebol por puro equívoco. Que tal poupar o dinheiro da aquisição do próximo lote de bolas e dá-lo como contribuição para pagar a multa à Liga?


segunda-feira, novembro 08, 2010

FCPorto 5 x 0 SL Benfica - Dragões vulgarizam Benfica e mostram ser a melhor equipa portuguesa


Um hino ao futebol! O FCPorto deixou esta noite bem vincada a sua superioridade e a qualidade que coloca em campo. Contra um Benfica que no início da época até apontou à conquista da Champions League, os dragões soltaram toda a sua força e cilindraram o adversário com números que já não se usam e que nem as asneiras do árbitro conseguiram ensombrar.

Justifica-se o apelo de Vieira para não assistirem aos jogos do Benfica. Esta equipa é uma anedota quando comparada com a da época passada e a desilusão é grande para os lados da Luz. Hoje, o Benfica entrou em campo com medo. Irónica esta situação num dia em que se estabeleceu o recorde de protecção policial dada a uma equipa de futebol em Portugal. Jorge Jesus sabia o que tinha pela frente e temeu o pior, preferindo antes de tudo evitar sofrer golos, fazendo entrar Sidney para o eixo da defesa de modo a colocar David Luiz na esquerda para tentar parar Hulk. Ironia que tenha depois usado como desculpa o facto de Hulk ter estado numa noite inspirada... sinal de que não tem acompanhado os últimos jogos do FCPorto.

Após o jogo contra o Leiria, muitas vozes críticas se levantaram acerca das alterações feitas por Caixinha no onze da equipa do Lis, algumas até em tom de suspeição. Será que agora ouviremos o mesmo em relação a Jesus ou percebeu-se que este FCPorto é simplesmente intimidatório?

Do lado azul e branco, Villas-Boas também apresentou uma alteração forçada, pela não recuperação de Fernando depois da lesão na batalha naval de Coimbra. Entrou Guarín, que já fora testado na posição diante do Besiktas, e este cumpriu na íntegra o seu papel. Alguém viu Carlos Martins?

Quanto ao jogo, este foi essencialmente de sentido único. Com Hulk a assegurar sozinho a profundidade do flanco direito, deixando Sapunaru descansado na marcação a Coentrão, que só se viu no penalti cometido na 2ª parte. Sintomático é o facto de TODOS os golos do FCPorto terem nascido na direita do ataque. Aproveitando a criação de desequilíbrios, tanto individuais como colectivos, naquele sector.

Todos os goleadores do FCPorto (e os 3 melhores do campeonato) marcaram. Primeiro Varela, a passe de Hulk, depois Falcao, servido duas vezes por Belluschi, e finalmente Hulk, primeiro na marcação de um penalti cometido sobre ele próprio e depois, num remate de fora da área a 110 km/h, após solicitação de James.

Quanto ao Benfica apenas por uma vez incomodou verdadeiramente Helton, através de um remate de David Luiz, ao qual o capitão portista respondeu com uma grande defesa, mostrando que a qualidade do FCPorto não reside apenas no meio campo e ataque mas que começa, precisamente nada defesa.

Quando Luisão viu o cartão vermelho, por cotovelada a Guarín pensando talvez que ainda se disputava a Supertaça e que tudo era permitido, o Benfica perdeu toda e qualquer capacidade de eventualmente ainda ter algo a dizer na expressão do resultado final. No entanto, também pode o Benfica agradecer ao árbitro apenas ter sofrido 5 golos. Aquela falta de Sálvio na grande área, ao cortar o cruzamento de Varela, foi por demais ostentisvo e em tudo idêntico à falta que valeu o cartão amarelo a Carlos Martins. Dois julgamentos para lances idênticos com jogadores da mesma equipa.

No entanto, o FCPorto voltaria a ter razões de queixa do árbitro já perto do final do jogo quando Maxi Pereira cedeu canto e depois pontapeou a bola para a bancada. Seria o 2º amarelo e consequente expulsão do uruguaio. Lances evidentes e que o árbitro deixou passar.

Para finalizar, há que realçar a atitude de Villas-Boas que com o jogo perfeitamente resolvido e com o Benfica já KO, mostrou toda a sua ambição ao tirar Guarín para fazer entrar Walter. É esta a ambição actual do FCPorto e é esta a ambição que, inevitavelmente, irá levar o FCPorto a grandes conquistas esta época.


Destaques individuais

É difícil, no meio de tantas exibições excelentes, destacar um jogador em particular. Falcao, sempre combativo e o primeiro a defender, conseguiu dois grandes golos enquanto Hulk marcou também dois e fez uma assistência.

No entanto, aquele que foi para mim o jogador mais preponderante, foi Fernando Belluschi, o verdadeiro dínamo do FCPorto esta noite no Dragão. Para além de ter preenchido o meio campo, soube também interpretar da melhor forma as indicações de Villas-Boas, aparecendo na esquerda para criar desequilíbrios na remodelada defesa do Benfica e para fazer duas assistências para golo. A grande época do FCPorto passa pela "explosão" de Hulk mas também muito pela qualidade de jogo que o argentino tem posto em campo.

"Humilhante golpe de autoridade do FCPorto"

O jornal espanhol Marca deu destaque à vitória do FCPorto. No artigo dedicado à estrondosa vitória diante do Benfica, a Marca destaca a "dura lição de futebol" dada aos encarnados, referindo ainda o conjunto trabalhado, sólido na defesa e venenoso no ataque azul e branco.

domingo, novembro 09, 2008

FCPORTO segue em frente na Taça após G.P.

Na 2ªParte, O PORTO apareceu...

Jesualdo ao intervalo tira Mariano de médio ala esquerdo e entra Tomás Costa para médio direito, passando a jogar com 3 homens mais entrosados no meio-campo, Fernando a trinco, Tomás Costa a ala e a médio direito, trocando com Lucho, que assim ficou mais liberto, e Raul Meireles mais no apoio a Pedro Emanuel, colocando também Hulk sobre a ala esquerda e Lisandro no seu habitat natural, ponta de lança, com isso o FCP toma conta da 2ªparte, pelo menos causa mais lances ofensivos, e num lance de contra-ataque, Hulk arranca do meio-campo defensivo e num lance raro de potência e força, vai até á area adversária e fuzila autenticamente Rui Patricio, pena é que ainda não saiba jogar em equipa e discuta com todos, (incluindo colegas).

Depois surge a 1ª expulsão (Caneira), e aí Jesualdo demorou a perceber como atacar um Sporting com menos 1 Eu teria retirado de campo quem estava amarelado, mas já eram tantos, também é certo que a expulsão de P.Emanuel, um jogador experiente a fazer um carrinho naquela altura era estar a pedir a expulsão.

Ou seja, neste periodo, entre a 1ª e 2ª expulsão, o FCP mandou mais no jogo, teve posse de bola, mas não soube aproveitar a vantagem numérica, nem com Rodriguez em campo.
Depois, 10 para 10, o FCP recuou linhas, lutando muito e tentado em lances de bola parada e jogadas de troca de bola chegar à frente.

Colocando primeiro Tomás Costa à direita e Fucile na esquerda (é o nosso melhor lateral, saiu estoirado, apesar de não treinar à quase 1 mês), mais tarde, Fernando foi para lateral porque Tomás Costa estava a permitir muitos ataques pelo seu lado e Fernando revelou-se mais certo no lugar, e Tomás Costa também melhorou no meio-campo ao lado de Lucho, mais cerebral e a distribuir bem a bola. Lisandro também recuou no terreno, deixando Rodriguez na esquerda e Hulk na frente.

No prolongamento, o FCP dando a bola ao adversário, passou por alguns momentos de apuro, mas sempre que chegava à area adversário também punha o Sporting em sentido, com vários lances onde os jogadores da frente não decidiam bem as combinações e o ultimo passe, sendo que Hulk aqui revelou o porquê de eu dizer que ainda está verde, pois alguns lances decide completamente sem nexo.

Acho que terão ficado vários penalties por assinalar ao longo dos 120m., tanto para um lado como para o outro, e aqui o árbitro protegeu-se e não assinalou nenhum.

Polga rasteira Hulk, Rui Patricio salta sobre Hulk, que depois é agredido por Caneira (o que leva à sua expulsão), e Polga dá uma cotovelada a Rolando na área do Sporting após um canto e o árbitro marca falta contra o FCP, sintomático de como o arbitro se protegeu.
Na área do FCP, Rolando de carrinho corta um lance com a mão, (acidental ou não), e Bruno Alves faz de parede sobre Abel, não sei se era penalty ou livre indirecto...

Resumindo: arbitro sem categoria para este jogo, pois em determinadas alturas perdeu o controle dos jogadores, pois era amarelo por tudo e por nada, para os dois lados.
Um aparte: será que os jogadores do Sporting só vêm os lances para um lado???

Nos Penalties, Helton decidiu e só o especialista falhou.

Os jogadores em geral estiveram bem:

Helton, 3 ou 4 grandes intervenções de grande nível, a mostrar segurança. No lance do golo, pensou que P.Emanuel o protegesse mais, muito bem no penalties, decisivo para a vitória.

Fucile, a lateral direito, com ordens para subir e ajudar o meio-campo, lutou hestoicamente e merece nota positiva, tanto na direita como na esquerda, até sair estoirado.

Rolando, jogou melhor, mais agressivo e mais certinho na disputa dos lances, ainda está a evoluir.

Bruno Alves, sofreu várias faltas por parte de Liedson, (e só uma deu amarelo), e ele à primeira que fez viu logo amarelo, no entanto, mostrou serenidade e na 2ªparte e prolongamento.

Pedro Emanuel, jogando como defesa esquerdo, sem ordem para subir e com ordem para encostar aos centrais, mas falhou claramente em lances cruciais, no golo de Liedson não saltou, pois perdeu a noção de onde estava a bola, e na expulsão, parecia um infantil...

Fernando, tirando o facto de ainda perder algumas bolas faceis, e no lance do golo ter cortado para o sitio errado, até cortou muitas bolas tanto a trinco como a defesa direito. Está em processo de maturação.

Raul Meireles, esteve sempre a tentar proteger o lado esquerdo da defesa e acabou por não aparecer muito na frente, saiu quando o FCP tentava chegar ao empate, pois era preciso mais gente na frente.

Lucho, jogou 120m., e isso demonstra melhoras a nível fisico e ainda bem, mesmo assim, nota-se que não está no seu melhor, mas a classe está lá, pena o penalty falhado.

Mariano, jogando a médio ala esquerdo, tentando proteger P.Emanuel a defender e tentando aparecer na frente pela esquerda, mas pouco eficaz, ou nada mesmo, também é certo que durante a 1ªparte a táctica estava completamente errada.

Hulk, jogou também 120m., e mostra pormenores interessantes, como o golaço que marca, mas depois não joga com os colegas..., e perdem-se tantos lances de ataque assim... e mal ao se auto expulsar perto dos 120m.

Lisandro, desaparecido na 1ªparte, melhorou na 2ª, aparecendo mais no meio, 1 no prolongamento, jogando até a médio ao lado de Lucho, lutou muito e em 3/4 lances quase que marcava, revela algum azar em frente à baliza nalguns lances.

O Banco:

Tomás Costa, entrou ao intervalo, o FCP mudou a táctica, jogou melhor e ele , claro, também, a defesa direito pareceu perdido, mas a trinco soube roubar muitas bolas e lançar bem os ataques, com um bom toque de bola.

Rodriguez, entrou bem, com bons rasgos a levar a bola para a frente, mas a certa altura ficou muito individualista, o que levava a muitas perdas de bola infantis.

Lino, entrou para o lugar de Fucile aos 100m., protegeu bem a defesa e ainda tentou aparecer no ataque.

Um Porto muito fraco na 1ªparte, fruto das invenções de Jesualdo, que corrigidas ao intervalo mostraram um FCPORTO capaz que chegou ao empate e onde nos Penalties Helton foi decisivo.

Num jogo rasgadinho e mal dirigido pelo arbitro.

segunda-feira, setembro 28, 2009

FCPorto 1 x 0 Sporting - A redenção de Hulk

O FCPorto recebeu e venceu o Sporting cumprindo assim o objectivo fundamental de não perder terreno para o Braga e, ao mesmo tempo, ganhar avanço sobre um dos crónicos candidatos ao título. Um golo pleno de oportunidade de Falcao foi quanto bastou para vencer um jogo à partida pré-condicionado para a polémica mas onde o árbitro não pode servir de desculpa para os erros defensivos do Sporting. Os primeiros minutos do jogo chegaram a dar a ideia que o FCPorto iria golear, tal a intensidade de jogo colocada em campo pelos comandados de Jesualdo. Infelizmente não só isso não se concretizou como a dado momento, ficou no ar a ideia de que o Sporting poderia chegar ao empate.





O FCPorto teve uma entrada de campeão. Forte e incisivo, bastaram 3 minutos para abrir o marcador numa jogada que pôs a nu as fragilidades da defesa do Sporting. Com André Marques e Caneira indisponíveis, Paulo Bento preferiu optar de início por Grimi na esquerda da defesa para assim não perder a influência de Veloso no meio. A falta de ritmo do argentino foi aproveitada da melhor forma pelo FCPorto com a colocação de Hulk à direita. Ora foi justamente de uma arrancada de Hulk que nasceu o golo do FCPorto. O brasileiro desmarcou-se pela direita e arrancou uma falta de Polga que teve de ir dobrar Grimi. Na marcação do livre, Belluschi cruzou e Falcao antecipou-se a Polga (que ontem aqui um dos piores jogos que já lhe vi em Portugal) atirando a contar.



Golo de Falcao


Aproximadamente a partir do quarto de hora, o Sporting conseguiu voltar a equilibrar o jogo e teve inclusive algumas oportunidades flagrantes para empatar. Primeiro Matias Fernandez conseguiu espaço após uma falha de marcação de Rolando, mas Helton evitou o pior com uma defesa de recurso e depois, na marcação de um canto, Helder Postiga atirou de cabeça ao poste. Já perto do final, mais uma defesa por instinto de Helton evitou o auto-golo de Falcao na sequência de outro canto. Depois de uns primeiros 15 minutos que deixaram no ar a ideia de que o jogo iria ser surpreendentemente fácil para o FCPorto, chegava-se ao intervalo com a plena noção que o Sporting tinha uma palavra a dizer relativamente ao resultado final.







A 2ª parte e as expulsões


Com o início da 2ª parte, Paulo Bento decidiu alterar o figurino da sua equipa. Saiu Grimi, que ainda deve estar a ter pesadelos com o Hulk, entrando Pereirinha para o meio campo. Miguel Veloso, que mais uma vez estava a ser um dos melhores do Sporting, baixou para defesa-esquerdo o que retirou alguma organização ao meio campo leonino. O jogo poderia logo ter ficado resolvido aos 55 minutos quando Hulk, mais uma vez, numa iniciativa individual a partir da direita, flectiu para o meio e fintou Polga que, numa ingenuidade estranha para um jogador experiente, rasteirou o avançado. Penalty e 2º amarelo para o central sportinguista.


No entanto, Rui Patrício conseguiu defender o penalty e, apesar de jogar com menos 1, isso acabaria por manter o Sporting na discussão do resultado até porque, com o jogo aparentemente controlado e à semelhança do que tantas vezes acontece em situações semelhantes ( para desespero dos adeptos do Dragão ) o FCPorto baixou a velocidade e passou a atacar com menos homens. Isto acabou por dar espaço ao Sporting e a diferença numérica das equipas esbateu-se aqui.


A partir dos 70 minutos Jesualdo decidiu reforçar o meio campo fazendo sair Mariano (exibição demasiado trapalhona do argentino... ) por troca com Tomás Costa que não trouxe nada de novo dada a precipitação com que abordou os lances. Pouco depois entrariam em campo Farías, a substituir Falcao que ficou muito maltratado num canto contra o FCPorto ao chocar com Tonel, e Valeri para o lugar de Raul Meireles, ainda a léguas do rendimento a que nos habituou na época passada. Infelizmente as substituições pouco beneficiaram o FCPorto que se limitou a controlar o jogo e a atacar apenas com Hulk, Belluschi e Farías. Pouca sorte a de Valeri que entra sempre em alturas em que ao FCPorto já não interessa muito desenvolver jogo.





Até ao final, houve ainda espaço para a expulsão de Miguel Veloso por uma entrada a destempo sobre Fucile e para defesas atentas de Helton a segurar a vantagem.


O meio campo portista


Jesualdo apostou numa linha de 3 médios contra os 4 do losango do Sporting, não abdicando da linha de 3 avançados do 4-3-3 usual do FCPorto. A presença de Fernando é fundamental para permitir abordar o jogo em inferioridade numérica neste sector dada a sua incansável e inteligente ocupação de espaços. Por outro lado, Belluschi provou o porquê de se ter reclamado da sua ausência nos 2 últimos jogos. 


Guarín ajuda a dar poder de choque à intermediária mas com Belluschi o FCPorto ganha velocidade e capacidade de romper em transições para o ataque. A sua classe influencia positivamente o jogo do FCPorto. De certa forma o equilíbrio numérico acabou por ser possível também graças às subidas dos laterais do FCPorto que, contra uma equipa que não joga com extremos, acabam por não ter de ficar tão atrás.


A arbitragem


À partida, este jogo já havia sido pré-condicionado de tal forma pela nomeação de Duarte Gomes e pela polémica que se lhe seguiu que, mesmo que o árbitro não errasse, haveria sempre algo a apontar-lhe. O árbitro acabou contudo por cometer vários erros no capítulo disciplinar sendo provavelmente o mais evidente a não expulsão de Raul Meireles, ao não exibir o 2º amarelo ao jogador azul e branco por falta sobre Abel perto do intervalo. No resto, dúvidas no 1º amarelo a Veloso e mal mostrado o 1º amarelo a Polga. Aqui terá parecido ao árbitro, situado por trás de Polga, que a falta do central sobre Fucile era mais dura do que efectivamente foi. No entanto, ambos jogam há já tempo suficiente para saber gerir melhor os tempos de entrada e, tendo um cartão amarelo, deveriam ter-se precavido na abordagem aos lances que levaram à exibição do 2º amarelo.


Outro lance que é motivo de protestos tem a ver com uma suposta falta de Bruno Alves sobre Liedson na área do FCPorto. Nas imagens é claramente visível que não só Bruno Alves não altera a sua trajectória como é ainda Liedson, pelo seu movimento, que acaba por promover o choque entre os 2 jogadores. A partir daí, a "tirania" das leis elementares da Física fez-se sentir e Liedson, muito mais leve que Bruno Alves estatelou-se ao comprido.


Outro lance que poderia ser motivo de discussão diz respeito à cor do cartão que foi mostrado a Abel quando este tocou subtilmente a perna direita de Hulk no momento em que este arrancava isolado para a baliza adversária. O árbitro resolveu mostrar o amarelo mas o vermelho seria aqui justificado.


No geral, o Sporting perdeu pela acumulação de erros individuais e pelo pouco esclarecimento nas oportunidades que teve. Atribuir a Duarte Gomes as responsabilidades pela derrota leonina é tapar o Sol com uma peneira e escamotear o facto de, actualmente, a defesa do Sporting atravessar uma grave crise de confiança, tal como o facto de ter um treinador que faz apostas algo duvidosas. Dizer que o FCPorto venceu graças à arbitragem de Duarte Gomes é pura desonestidade intelectual.


Positivo

A entrada em jogo do FCPorto

As exibições de Hulk e Helton a fazer esquecer "pecados" recentes. Que bom seria se mantivessem sempre este nível em todos os jogos. Será a agora?

A classe de Belluschi e a garra de Falcao, um verdadeiro matador que justifica a cada jornada a sua contratação.



Negativo

Mariano Gonzalez... é preciso dizer porquê?

Raul Meireles tarda em voltar ao seu melhor nível e só não foi expulso por acaso.

As substituições que nada de novo trouxeram à equipa.

A eterna dificuldade do FCPorto em saber ter a bola para controlar o jogo. Dar a bola ao adversário e recuar as linhas é um convite à adversidade e neste jogo mais uma vez os adeptos acabaram a sofrer. É verdade que contra 10 as coisas poderiam ser mais fáceis, é verdade que o FCPorto estava em vantagem, é verdade que há um jogo importantíssimo na próxima quarta-feira. Mas tudo isto justificaria mais o relaxamento (por vezes displicência, já aqui o dissemos) se o resultado fosse de 2-0. Falta determinação para resolver em definitivo estes jogos.




Fotos: Record, o jornal que tal como a mulher, também veste de vermelho

domingo, setembro 26, 2010

FCPorto 2 x 0 Olhanense. Dragão só sabe vencer

"Este ano o Porto está forte. Tem muito futebol.". Foi com esta frase que um adepto do Benfica desistiu de ver o jogo ao intervalo. Com um misto de amargura e admiração, ela traduz o que é o FCPorto 2010/2011: uma equipa sólida, com um futebol esmagador, que sufoca o adversário e apenas pensa na vitória. Para recordar ficam a estreia de Otamendi assinalada por um golo e a 6ª vitória na competição que isola ainda mais o FCPorto no topo. Para a concorrência apenas ficam as lamúrias e as peneiras imaginárias para tapar o Sol da incompetência.

Avassalador é o termo que melhor descreve o jogo que o FCPorto praticou na 1ª parte. Com 65% de posse de bola e muito forte sobre a bola, a equipa portista manietou completamente o Olhanense desde o 1º minuto, fazendo de Helton praticamente apenas mais um espectador.

No alinhamento da equipa a grande surpresa foi a inclusão de Otamendi no eixo da defesa. Para mim acaba por ser dupla surpresa. Tendo em conta os últimos jogos, Maicon vinha-se revelando muito mais seguro que Rolando que acusava algum nervosismo, traduzido em passes errados e, no último jogo, uma mão na bola completamente disparatada dentro da área que, por sorte, o árbitro não assinalou.

Voltando ao jogo, o FCPorto como já referi, entrou muito forte e muito pressionante, embora tenha estado francamente melhor na 1º parte do que na 2ª. Com Hulk a dar o mote, e Varela, Belluschi, Moutinho e Fernando (enorme agora no seu novo papel box-to-box), Moretto acabou por ser o melhor dos algarvios, negando várias vezes o golo aos dragões.

O golo acabou finalmente por surgir por Otamendi, após defesa incompleta da Moretto a remate de Hulk. O brasileiro acabaria mesmo por dilatar a vantagem e estabelecer o resultado final já em cima do intervalo a aproveitar da melhor maneira uma desatenção da defesa contrária.

Na segunda parte, como eu já previa, o FCPorto baixou as linhas e entregou alguma iniciativa ao Olhanense, sem no entanto perder o controlo do jogo. Villas-Boas deu mais alguns minutos a Walter e Ruben Micael, embora ambos tenham mostrado pouco. Também não era fácil dado o cariz do jogo. Por outro lado, a entrada de Ruben Micael serviu para fazer sair Hulk de modo a evitar que o seu descontrolo emocional em crescendo tivesse piores consequências. Em mais um jogo em que foi alvo de marcações impiedosas, Hulk começou a perder a calma e a "retribuir" os mimos e a falar demais. Villas Boas não perdeu tempo e aos 70m já o artilheiro do campeonato estava a refrescar as ideias no banco. Por outro lado, Hulk também deu nota de alguns tiques de vedetismo ao não deixar por exemplo que Belluschi batesse um livre. Será pois importante fazer com que Hulk mantenha os pés no chão, para seu bem e para bem do FCPorto.

Mas já que falamos em marcações impiedosas, que dizer da permissividade do árbitro para com a actuação de Vinicius que fez entradas suficientes para ver 3 ou 4 cartões amarelos mas só levou 1? Continua portanto a "caça ao jogador azul e branco".


terça-feira, abril 07, 2009

Manchester United-2 / FCPORTO-2






O FCPORTO consegue um excelente resultado! Empatar a dois no "Palco dos Sonhos", é sempre positivo, seja em que situação for. Claro que o FCPORTO poderia ter ganho se na 1ªparte tem conseguido marcar nas chances que teve, mas tal não aconteceu e como B.Alves facilitou num lance de desconcentração...

O FCP entrou bem no jogo e depois de assustar por Lisandro, é Rodriguez que aproveita e marca um excelente golo depois de uma recuperação de bola no meio campo adversário, após o que Rodriguez define muito bem o lance. Depois disso o FCP cresceu e continuou a mandar no jogo e não fora o lapso de B.Alves que dá o empate, apenas por 1ª vez Ronaldo tinha obrigado Helton a uma grande defesa, de resto, só deu Porto.

Isto porque o FCP até ao empate foi melhor, muito melhor. Um FCP personalizado, a trocar bem a bola, principalmente pela esquerda, onde Cissokho fez uma bela jogatana, sempre a subir no terreno, com Meireles, Fernando e Lucho a controlarem o meio campo, sempre com o apoio de Rodriguez e com Hulk e Lisandro a trabalharem muito na frente. 

Depois do empate, o FCP recuou um pouco, mas não abalou, voltou a ter mais bola e a mandar mais no jogo, sempre com a equipa bem posicionada em campo, sem falhas colectivas e com isso a obrigar o Manchester a errar. Pena que por 2 ou 3 vezes os médios e avançados não tenham definido da melhor forma, pois teriam concerteza chegado ao intervalo a ganhar e com inteira justiça, pois tanto Rodriguez, Lisandro, como Meireles e por fim Hulk criaram perigo, mas sem boa definição ou porque o GR defendeu bem.

Assim, na 2ªparte, o Manchester cresceu, obrigou o FCP a errar mais passes e com isso o FCP deixou de ter bola com qualidade e a não conseguir sair para a frente com real perigo, como acontecera na 1ªparte, e para piorar, Ferguson coloca Giggs e e depois Tevez em campo, criando com isso mais dificuldades á defesa do FCPORTO, que respondeu quase sempre bem, tirando uma ou outra falha, mas que prontamente era compensada pelo colega que estava mais próximo. É também verdade que o jogo ao ficar mais repartido, a qualquer momento poderia cair para um dos lados, e se é verdade que o Manchester criou perigo, também o FCP teve as suas chances, mas menos claras.

E com o arrastar do jogo na 2ªparte, e o FCP a não conseguir criar real perigo, existindo uma fase de indefinição, onde qualquer dos conjuntos pareciam estar mais á espera do possivel erro do adversário do que a arriscar tudo, mesmo assim, Hulk, Lisandro e Cissokho ainda obrigaram o GR a boas defesas a evitar golos, também Helton respondeu bem a 2 ou 3 remates.

E aos 75m., Hulk arranca pela direita, ultrapassa o seu adversário directo e quando passa por Tevez que tinha ido ajudar na defesa é derrubado na área, um claro penaltie que ficou por assinalar.

E depois Jesualdo mexeu, confesso que naquela altura não percebi, porquê os 2 jogadores que sairam pareciam ser dos melhores em campo, pois tanto Meireles como Rodriguez pareciam estar bem fisicamente, acho que Lucho e Hulk estavam pior a esse nível, ou seja foi uma opção que o treinador tem de tomar, entrando para os seus lugares Tomás Costa e Mariano.

E logo a seguir, um lance onde Hulk consegue outra arrancada, mas define mal, se tem passado a bola a Lucho ou Lisandro, concerteza o lance teria outro desfecho, mas ao tentar o lance sozinho, o FCP perdeu uma boa hipotese de golo, tendo a bola ainda chegado ao Lisandro que rematou muito por cima.

O problema é que tal como no 1ºgolo, o 2º nasce de um erro de concentração, e após um lançamento lateral, Rooney ganha a B.Alves por esperteza e Rolando é lento perante a astúcia de Tevez, nessa altura o Manchester apesar de não dominar o jogo, tinha jogadores que podiam fazer a diferença, como fizeram num lance de dificil explicação.

Depois, parecia que novamente a injustiça de um resultado, onde o empate já não era inteiramente justo, apesar de Helton ter feito também boas defesas, mas o FCPORTO soube reagir e mérito para os jogadores que continuaram a pressionar e a acreditarem, e num lance onde Lisandro resolve ir para cima dos defesas, consegue um cruzamento, e o FCPORTO ao meter 3 homens na área, a bola sobra para Mariano (quem diria á uns meses atrás), que sem marcação domina bem a bola e remata muito bem fazendo o golo do empate, que deu outra justiça ao marcador, ainda que no jogo jogado o FCPORTO tenha sido melhor.

Agora é armar a equipa bem, estudar bem as tácticas do Ferguson, que vai ter de arriscar cá, mas para quem já passou uma eliminatória depois de empatar fora também a dois, os jogadores já têm outra estaleca para enfrentar esse desafio de uma forma optimista, mas principalmente realista, mas que o FCPORTO foi enorme na Europa, isso foi.

Quanto aos jogadores:

Helton, excelente em 3 lances, onde fez defesas enormes a evitar claramente possiveis golos, ou seja, esteve sempre concentrado e nunca facilitou.

Sapunaru, muito bem a defender, e é de destacar, que nestes jogos ele tem sido enorme e tem estado muito bem, e neste jogo voltou a estar muito bem.

Rolando, tirando um ou outro lance onde teve ajuda, apenas facilitou no 2ºgolo, sendo lento nesse lance, e a este nível paga-se caro esses erros nas áreas.

Bruno Alves, o menos bom de todos, ou seja, não querendo crucifica-lo, até porque em lances aéreos esteve imperial, infelizmente num lance de desconcentração falhou e no 2ºgolo também não impôs o fisico como deveria e perdeu o lance por ratice do Rooney.

Cissokho, uma supresa, e para quem não saiba o percurso deste jogador, é de salientar o jogo que faz num palco daqueles, excelente. O corredor esquerdo foi dele, isso basta para dizer do jogo que ele fez.

Fernando, outro desconhecido que actuou como se fosse um jogo do mais simples possivel, excelente a defender, a tapar buracos, e até a subir no terreno, ás tantas era ouvir o adjunto do FCP a pedir que não subisse, soberbo.

Lucho González, teve classe, personalidade, apenas faltou ter definido melhor e ter conseguido subir um pouco os seus indices fisicos para ter sido ainda melhor, mas soube apoiar muito bem Sapunaru no seu flanco, talvez por isso tenha aparecido menos no meio.

Raul Meireles, está um poço de energia, muito bem no apoio defensivo, e aparecendo num jogo desta dificuldade muitas vezes na frente a tentar o remate e passes de ruptura.

Christian Rodriguez, um médio avançado, tanto pela direita (onde começou), pela esquerda, pelo meio, e sempre com critério, ou seja, para mim foi o melhor avançado, pois conseguia quase sempre criar real perigo nos seus lances.

Lisandro, descaido mais pela direita, ajudou bem no apoio defensivo o seu flanco e na frente foi sempre muito activo, ora a tentar o remate, ora a tentar criar. Pena é que tenha tido sempre pela frente um GR que lhe defendeu 3 lances de golo, faltou o golo dele para ter sido soberbo.

Hulk, jogando mais solto na frente, não apareceu em jogadas decisivas como costuma aparecer, e talvez por isso pareça algo injusto não ter uma nota tão positiva como os outros jogadores, pois correu muito, batalhou, ainda criou frisson, mas há dias em que os lances não saem tão bem, e também esteve sempre muito marcado.

Tomás Costa, correu, lutou, e soube entrar em jogo, pressionando alto, teve o azar do jogo saindo no fim lesionado.

Mariano González, o HERÓI improvável deste jogo, até tinha entrado bem, a pressionar alto, a correr e a lutar, no lance do golo consegue perceber que a bola pode cair ali e aparece no lance completamente isolado, domina bem a bola e remata com classe, fazendo a bola passar por cima do GR, dando justiça ao resultado.

Andrés Madrid, 1 minuto em campo.

Resumindo:

O Menos bom:
Bruno Alves
esqueceu-se que este nível é 200% de concentração e teve 3 momentos maus no jogo, 1º atraso e golo, 2º Corte com a mão por mau posicionamento e 3º no 2ºgolo também facilitou e Rolando foi ultrapassado em Velocidade.

O verdadeiro Hulk não conseguiu aparecer, ou seja, aquele que decide, que cria lances impossiveis, neste jogo foi muito marcado e não conseguiu superar-se.

O Muito bom:
Acho que o FCP fez um jogo tremendo de força, coragem e personalidade, e Jesualdo colocou a equipa tácticamente perfeita perante o actual Campeão da Europa, e tivessem estes 3 jogadores estado ao nível de excelência dos outros 8 (+Mariano), teriamos concerteza ganho este jogo, até porquê fomos objectivamente melhor no jogo jogado, e a equipa merecia ter ganho tal a qualidade de jogo, principalmente na 1ªparte.

E o Sonho mora no Estádio do Dragão... que estes bravos conquistaram em Old Trafford.