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segunda-feira, março 07, 2011

FCPorto 2 x 0 V. Guimarães - Dragão em Sábado Gordo

O FC Porto recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 2-0, dando (mais) um passo decisivo rumo ao título. Sem Hulk e com um Belluschi a ser uma sombra de si próprio, os dragões tiveram muitas dificuldades em furar a muralha minhota montada por Manuel Machado. Villas-Boas voltou a ser certeiro nas substituições e, com uma grande segunda parte, os dragões asseguraram mais 3 pontos e ficaram mais perto do tão ansiado título.


Ao contrário do que fizera, por exemplo no Estádio da Luz, o Vitória apresentou-se no Dragão com uma postura extremamente defensiva, preocupada sobretudo em fechar os caminhos da baliza e não em procurar discutir o resultado. Apesar de tudo, foi precisamente o Guimarães que criou a primeira ocasião de perigo do jogo, logo nos primeiros segundos, ocasião que Helton resolveu com uma defesa de recurso e que seria também a única ocasião dos minhotos.

Quem também cedo mostrou serviço foi Jorge Ribeiro que fez questão de demonstrar às pernas de João Moutinho a qualidade dos seus pitons, imitando aquilo que o seu irmão Maniche havia feito no empate do FCPorto em Alvalade. Tal como o irmão livrou-se da expulsão mas este não se livrou do amarelo.

Sem poder contar com Hulk e com Belluschi muito desconcentrado no capítulo do passe, o FC Porto encontrou muitas dificuldades para resolver os problemas criados pela equipa de Manuel Machado. Varela, Falcao e James bem procuraram a sua sorte mas, fosse por falta de pontaria, fosse por um punhado de boas defesas de Nilson, o golo não apareceu.

Na segunda parte Villas-Boas não esperou muito para alterar o figurino da equipa. Logo aos 55', fez finalmente sair Belluschi, vendo que não havia maneira do argentino pegar no jogo, fazendo entrar Guarín. Esta alteração foi fundamental para o FC Porto ganhar ascendente no meio-campo, fruto da pujança física e da técnica do colombiano. Pouco depois, seria a vez de Cristian Rodriguez entrar por troca com Varela, que tarda em encontrar o caminho das suas melhores exibições embora tenha sido muito esforçado neste jogo.

Pouco depois da entrada do uruguaio, com James a ficar mais solto na frente, o FC Porto conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva vitoriana, graças a um grande passe do jovem colombiano que deixou Falcao, que fugiu bem à marcação de N'Diaye, na cara de Nilson. Desta vez, o matador não perdoou e inaugurou mesmo o marcador, finalizando uma jogada que acabou por ser simples, passando por 4 jogadores: Helton, Rolando, James e Falcao.

Finalmente Machado meteu um ponta-de-lança, Edgar, jogador que passou sem sucesso pelo FC Porto por empréstimo, mas o figurino do jogo não se alterou.

O marcador só voltaria a mexer já em tempo de descontos para o 2-0 final, da autoria de Cristian Rodriguez a finalizar um grande contra-ataque, mas os dragões ficaram a dever a si próprios não terem conseguido um resultado mais volumoso, dadas as oportunidades desperdiçadas.

Uma palavra especial para o "Cebola" que, finalmente, conseguiu o golo que tanto procurava e que pode ser um grande tónico para motivar o jogador para as batalhas que faltam até ao final do ano. Desde que foi assolado por lesões sistemáticas, desapareceu aquele explosivo jogador que caiu no goto dos adeptos na época da estreia. Felizmente pode ser, ainda esta época, um grande reforço!

Uma última nota para Jorge Sousa. Neste jogo deixou-se iludir por simulações de Renan, ficando por aplicar a respectiva sanção disciplinar e expulsou bem N'Diaye. No entanto, o lance mais grave aconteceu logo no início do jogo quando castigou Jorge Ribeiro apenas com o amarelo na entrada que o jogador (?) fez às pernas de Moutinho. Curiosamente, como já referi, foi um lance em tudo semelhante ao do seu irmão, Maniche, no jogo contra o Sporting em Alvalade, que redundou num empate com o golo do Sporting a ser marcado em lance precedido de fora-de-jogo, mais o tal lance da não expulsão de Maniche e ainda uma expulsão muito duvidosa de Maicon. Adivinhem quem era o árbitro... Pois sim! Jorge Sousa.


E no Dragão Caixa, o Eneacampeão mostrou serviço


Quem decidiu assistir ao jogo de hóquei entre o FC Porto e o Benfica antes do jogo de futebol contra o Guimarães, ficou decerto satisfeito naquilo que foi um autêntico Sábado Gordo.

Com o Benfica na liderança do campeonato, os Dragões sabiam que só a vitória servia e, de início ao fim, não facilitaram, acabando por repetir o resultado do jogo na Luz na primeira volta, vencendo por 7 x 5 num Dragão Caixa completamente cheio.

Para lá da vitória, o FC Porto igualou o Benfica no topo da classificação com 55 pontos, isto quando faltam 9 jornadas para o fim.

O Decacampeonato é nesta altura muito mais que uma miragem!


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Jorge "Balboa" Jesus II - O catedrático ataca de novo

Mais uma vez, o único treinador catedrático do Mundo voltou a mostrar o material de que é feita a sua hombridade, envolvendo-se mais uma vez em confrontos com jogadores e staff adversários no final de um jogo difícil.


Nas imagens televisivas é possível ver Jorge Jesus nervoso (não era o "miúdo" que tinha dificuldade em lidar com a pressão?) a correr para o relvado mal se ouve o apito final e a distribuir empurrões e insultos. O autor da célebre frase "O fair-play é uma treta" já nos habituou a este tipo de comportamentos e desta forma vem cada vez mais dar credibilidade a queixas anteriores de "mimos" dados a adversários na época passada no já célebre túnel da Luz, lugar que se tornou célebre pelas armadilhas aí montadas a jogadores e técnicos das equipas visitantes.

Enquanto ainda aguardamos pelos resultados do processo disciplinar instaurado por ocasião do soco que o "bronco da pastilha elástica" aplicou ao maxilar do jogador nacionalista Luís Alberto a 22 de Janeiro, ou seja, há mais de um mês, o técnico é aqui apanhado em reincindência.


Alto lá! Apanhado mas só se o árbitro assistente, que a partir dos 24 segundos aparece à direita, tiver tido a coragem de registar aquilo que viu porque o árbitro Vasco Santos, que está tão junto a Jesus que deve ter levado com os perdigotos que emanaram da boca temporariamente livre de pastilha elástica, começa por virar a cara para depois virar as costas e afastar-se da confusão. Terá tido medo de ter de anotar alguma coisa no relatório? Tirem as dúvidas:










Ficamos pois à espera do relatório do árbitro. Por este andar, se a equipa de arbitragem tiver por milagre visto algum dos "mimos" do catedrático e conhecendo-se como a justiça desportiva funciona quando não se trata do FC Porto, Jorge Jesus arrisca-se a passar 2 ou 3 jogos na bancada em Junho.

Só para lembrar os mais esquecidos, faz agora cerca de um ano que Hulk continuava, desde Dezembro a cumprir os 15 jogos de castigo a mais que o Garzón português lhe tinha aplicado com pompa e circunstância e com direito a transmissão televisiva e tudo.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

FC Porto x Sevilha: Muita concentração, porque a eliminatória ainda não está ganha

O FCPorto pode amanhã escrever mais uma grande página da sua história se, como todos esperamos, conseguir ultrapassar o Sevilha mas, e Villas-Boas não se tem cansado de o referir, a eliminatória está longe de estar resolvida.

É certo que a vitória em Sevilha foi um grande resultado e um passo muito importante mas amanhã é preciso dar sentido a esta vitória e dar o máximo para conseguir o apuramento. Do outro lado não estará uma equipa qualquer nem o tristonho Sevilha que defrontou o Braga, vimo-lo no jogo da semana passada.

Quem tem nomes como Kanouté, Fabiano, Navas, Negredo entre outros, tem legitimidade em aspirar a ganhar seja em que terreno for. Caberá ao FC Porto arregaçar as mangas e confirmar o favoritismo na eliminatória.

Do lado do Porto, poderão estar de regresso Falcao e Álvaro Pereira. Se o uruguaio está completamente recuperado, há ainda algumas dúvidas em relação a Falcao mas, a confirmar-se o regresso do melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, o FC Porto ganha um argumento de peso em relação à discussão da eliminatória.

Que bonito seria também se o Dragão estivesse cheio, apesar da original hora em que o jogo vai ter lugar. Pelos vistos, a PSP alegou que não tinha efectivos suficientes para garantir a segurança em Braga e no Porto, obrigando assim a recalendarizar o jogo do FC Porto que, não podendo coincidir com a Champions, foi antecipado para as 17h.

Curioso é que, sempre que o clube do Sr. Ministro da Administração Interna vem jogar ao Porto, a PSP aparece em peso e em força (há quem diga que até chamam efectivos da GNR que se encontram em Timor para reforçar o contigente e há quem jure até ter visto nessas ocasiões um submarino a patrulhar o Douro).

Os melhores jogadores do FC Porto da década


Aproveitando a divulgação pela IFFHS dos rankings dos melhores clubes da década na Europa e dos melhores clubes da década no Mundo, o Zé do Boné irá divulgar ao longo dos próximos dias a lista dos melhores jogadores do FC Porto na última década.

Esta escolha foi feita pelos leitores deste blogue no último ano e pressupôs a escolha de um 11 alinhado em 4-3-3. Fiquem atentos.

Recordando as escolhas:




A justiça d'A Bola é mais implacável que a da UEFA!

Após os incidentes do último Milan x Totenham, que terminou com a vitória dos últimos graças a um golo do anatómicamente improvável Peter Crouch, Gattuso foi alvo de um processo disciplinar pela UEFA.

Ontem, segundo o site oficial do organismo que tutela o futebol Europeu, o italiano foi castigado com uma suspensão de 4 jogos, passíveis de recurso.


Quem não esteve pelos ajustes foi o jornal 'A Bola Vermelha que, achando que 4 jogos era pouco, agravou o castigo do médio de mau feitio em 1 jogo, passando-o a 5 jogos de suspensão.

Ou isso ou n'A Bola tiraram o mesmo curso de inglês do nosso Primeiro-Ministro e às tantas estão convencidos que four significa cinco.

sábado, fevereiro 19, 2011

FC Porto em 16º nos melhores do Mundo da última década


Após a divulgação do ranking europeu de clubes da última década, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) divulgou agora o ranking mundial de clubes para o mesmo período.

Assim, numa lista de 1000 clubes liderada pelo Barcelona, o FC Porto encontra-se na 16ª posição.

Curiosamente, se fizermos uma análise de títulos conquistados, o FCPorto consegue um registo superior a todos os clubes que se encontram à sua frente.


A razão para esta classificação decorre da magra cotação das provas portuguesas comparativamente àquelas em que participam os clubes que estão acima do FC Porto.

Não deixam no entanto de ser números impressionantes, inclusive se tivermos em conta que todos os outros clubes portugueses do ranking, conquistaram neste mesmo período 16 troféus domésticos.

Como estará esta classificação no final do ano?

Imagem: O Jogo

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Hugo Inácio - 11 anos depois, apanharam o assassino

No único assassinato dentro de um estádio de que há memória, perpetrado por um adepto benfiquista naquela tarde de má memória no Jamor, o futebol não parou, indiferente ao valor de uma vida humana.

Após 11 anos a monte (não o conseguiu sozinho, certamente), o assassino foi finalmente recapturado e poderá agora cumprir a ridícula pena de 5 anos, se entretanto não voltar a fugir.

Um caso para recordar aos falsos moralistas e hipócritas que se vestem de virgens púdicas.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Sevilha 1 x 2 FC Porto - Vitória da raça e do querer!

O FC Porto conseguiu hoje num ambiente muito adverso uma vitória extraordinária que lhe abre as portas do apuramento para a próxima eliminatória. Contra um Sevilha extremamente pressionante e acutilante, sobretudo pelas alas, os jogadores foram solidários e de um brio enorme. Na próxima semana há novo jogo onde se espera um Dragão a rebentar pelas costuras no regresso de Falcao e Álvaro Pereira em pleno!

Em primeiro lugar há que destacar a forma como o FC Porto entrou no jogo. Villas-Boas optou por poupar Álvaro, deixando-o no banco, e Falcao, que foi para a bancada. É óbvio que parecerá fácil dizer agora, à luz do resultado, que foi um excelente acto de gestão mas já antes do jogo era a favor da poupança de ambos, já que tinham recentemente regressado aos treinos e não estariam na melhor forma. Daqui a uma semana a conversa será outra e fariam logo à partida mais falta para virar um resultado adverso do que para um jogo onde poderia arriscar um esforço que levasse a uma recaída.

Como dizia, destaco a forma como o FCPorto entrou no jogo, fazendo com que os primeiros 5 minutos fossem jogados no enfiamento da área do Sevilha cujos defesas pareciam desorientados. Pensou-se que o FCPorto fosse ali encontrar o mesmo Sevilha que defrontou há uns meses atrás o Braga mas assim não aconteceu. A pouco e pouco, os andaluzes foram entrando no jogo e sacudiram a pressão do FCPorto, fazendo com que a primeira parte fosse algo dividida, com raras oportunidades claras de golo. Neste período o Sevilha ameaçou pelas iniciativas de Fabiano que conseguiu por duas ou três vezes aparecer nas costas da defesa portista, mas com Rolando a mostrar serviço e a safar sempre e muito bem in extremis.


Na segunda parte, a pressão do Sevilha foi sufocante. Ainda mais acutilante pelas alas, os andaluzes deram água pela barba aos defesas portistas. Sapunaru ficou muitas vezes nas covas e do outro lado Fucile teve também dificuldades, sobretudo a partir da entrada de Negredo mas nunca virou a cara à luta e teve intervenções verdadeiramente decisivas.

O meio campo azul e branco andou um bocado à deriva neste período, sendo que parecia que os médios procuravam o melhor posicionamento, deixando sempre zonas vazias onde os sevilhanos se movimentavam. Por outro lado, quando recuperavam a bola, eram logo sujeitos a uma intensa pressão adversária que levava frequentemente à sua perda. Na frente Hulk era um homem arredado do jogo, embora por vezes fosse dar uma ajuda preciosa no aspecto defensivo.

Curiosamente, foi num período de maior assédio do Sevilha, e quando Villas-Boas já tinha Cristian Rodriguez pronto para entrar em campo para ajudar a segurar o ataque do Sevilha no lado esquerdo da defesa azul e branca, que o FCPorto chegou ao golo na marcação de um livre. James Rodriguez cruzou com conta, peso e medida para a "zona de ninguém" entre a defesa e o guarda-redes onde apareceram Otamendi e Rolando completamente isolados, com o português, no limite do fora-de-jogo, a desviar para o fundo da baliza de Palop.


No entanto, não durou muito a vantagem do FC Porto. 6 ou 7 minutos depois, Kanouté restabeleceu o empate de cabeça, após cruzamento da esquerda. No salto, o maliano apoiou-se no entanto em Otamendi, impedindo o argentino de saltar, motivo mais que suficiente para ser assinalada falta no ataque. Infelizmente, o árbitro, que andou um bocado perdido durante todo o jogo, não viu e o golo contou mesmo. Otamendi viu-se e desejou-se na luta contra Kanouté.

Aqui o FC Porto tremeu e só por sorte e pela atenção de Helton não sofreu o 2º golo. Na retina fica um falhanço na emenda de Kanouté, quando não tinha ninguém entre ele e a baliza.

Para segurar o jogo entrou Guarín mas ainda assim não foi suficiente para sacudir a intensa pressão sevilhana. O FC Porto só voltaria a dar um ar da sua graça a cerca de 15 minutos do final, num remate de Hulk na marcação de um livre directo, que deixou Palop com as luvas a arder.

Só que acabou por ser o seu próprio frenesim atacante a ser fatal para o Sevilha. Numa saída precipitada dos andaluzes para o ataque a partir da defesa, a bola foi cortada por Belluschi e sobrou para Rodriguez que, com sorte num ressalto acabou por se isolar diante de Palop que ainda assim fechou bem o ângulo. A bola acabou por sobrar para o melhor sítio possível: os pés de Guarín que não perdoou e fechou um excelente resultado para o FC Porto!

Num jogo onde a equipa azul e branca não jogou bem e chegou a ser dominada de forma sufocante, há que realçar a entrega e o brio dos jogadores que nunca viraram a cara à luta e souberam aproveitar as oportunidades que tiveram. Com pragmatismo, o FC Porto trouxe de um dos grandes palcos do futebol europeu, contra um adversário de monta que se encontra, numa época aquém das expectativas, em 8º lugar do campeonato espanhol, um grande resultado que lhe abre as portas da próxima eliminatória onde se perfila o CSKA de Moscovo como mais provável adversário. A confirmar-se o apuramento, será o reencontro com a equipa moscovita, e mais um confronto de Liga dos Campeões em perspectiva.

"Poooorto!!!"
Fotos: UEFA

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

FC Porto, a melhor equipa portuguesa da década segundo a IFFHS

Uma década de ouro do futebol português


De acordo com a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, o FCPorto é a melhor equipa portuguesa da primeira década do século XXI, cotando-se ao mesmo tempo como a 14º melhor equipa europeia da década.



Em 26º surge o Sporting, enquanto que o Benfica aparece mais abaixo em 44º. A classificação, com a referência à posição dos clubes portugueses constantes na tabela de 643 clubes do ranking da IFFHS, está assim ordenada (clicar para ampliar):



A título de curiosidade, a Liga Portuguesa é tida como a 7ª mais competitiva da Europa, atrás de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Holanda.

A título de previsão fácil, tenho para mim que este ranking da IFFHS não vai desta vez interessar para nada.

Foto: FCPorto.blogspot.com

Villas Boas "O melhor é o FC Porto!"

No rescaldo do jogo de Braga, Villas-Boas partiu a loiça toda e não poupou todos aqueles que têm feito uma campanha anti-FCP, quer referindo-se à comunicação social, quer referindo-se ao bronco da pastilha elástica. Pena é que tenha de ser o treinador sozinho a assumir uma posição de defesa do FC Porto, contra todos os papagaios da Luz e contra a comunicação social que, passe a expressão, baixa as calças cada vez que eles, os papagaios, falam, inchados que ficam com pouca coisa ou nenhuma.

Toda a gente esperava a escorregadela do FC Porto. Ninguém confiava no FC Porto nesta jornada. Atiraram-se à ganância para ver o FC Porto escorregar e se calhar custou-lhes muito ver o que se passou aqui hoje


O Benfica cresceu para uma forte mensagem (após o triunfo 2-0 na Taça de Portugal) pensando que aquele jogo decidia o resto da época. Agora vão-se frustrando, apesar de continuarem crescidos em termos de mensagem


As suas últimas palavras sobre esse tema são baseadas num jogo, da Taça de Portugal, onde o FC Porto foi, apesar de ter perdido bem, dominador durante o encontro. O FC Porto é mais forte, porque é o melhor ataque, a melhor defesa, está imbatível na Europa e não precisa de abrir conferências de imprensa para mascarar agressões, nem de contrarar jogadores adversários em dia de confrontos diretos. Triunfamos a todos os níveis, embora não tenhamos o mesmo peso da marca Benfica

Não me recordo de ver os jogadores do Benfica tão crescidos quando foram salvos da Liga dos Campeõees para a Liga Europa

E faltam, se o Benfica vencer o campeonato da 2ª circular, 8 vitórias e 1 empate para o título!


domingo, fevereiro 13, 2011

SC Braga 0 x 2 FC Porto

Antes deste jogo, tinha sido montado um cenário tal que parecia que não só o FC Porto iria perder pontos em Braga como a concorrência da 2ª circular iria, com uma só vitória, recuperar os 11 pontos de desvantagem em relação ao primeiro lugar. A resposta do FC Porto, -ainda desfalcado de jogadores fundamentais-, foi categórica. O Braga não teve hipótese e os dragões conquistaram uma vitória importantíssima rumo ao título com Otamendi a assumir o papel de estrela principal.



Após a pálida exibição diante do Rio Ave (a pior das exibições menos conseguidas que vinham acontecendo), o FC Porto enfrentou aquela que terá sido a 2ª saída mais difícil da 2ª volta, ao jogar contra o Sporting de Braga.

Villas-Boas, apesar de ainda não poder contar com Álvaro Pereira e Falcao, já contou com Belluschi. Também optou por trocar Sereno por Fucile e, apesar de um primeiro "arrepio" que o uruguaio provocou ao levar um amarelo escusado (vieram à memória algumas "fuciladas" recentes), a alteração acabou por ser benéfica para a equipa, ajudando a alargar mais o jogo e, com isso, melhorando a circulação de bola e a profundidade do jogo do FC Porto.

Apesar de não ter sido um jogo bem jogado, ainda menos se comparado com o FC Porto x SC Braga que continua a ser provavelmente o melhor jogo deste campeonato, gostei de ver a exibição portista. Se nos primeiros minutos o Braga ainda teve algum ascendente, a partir daí os jogadores azuis e brancos foram de um tremendo brio. Nem sempre jogaram bem, como já referi, mas lutaram com tremenda alma pela bola e foram generosos na entrega ao jogo. Com mais posse de bola, o FC Porto retirou a iniciativa ao Braga e tomou conta do jogo e a partir daí, metade do trabalho ficava feito.

Hulk, como se sabe, perde preponderância quando joga no centro mas hoje, apesar de nem sempre as coisas lhe terem corrido bem, foi inconformado e... teve também algum azar. Ainda assim, foi da autoria de Hulk a primeira grande oportunidade de golo do jogo, com um tremendo remate à barra da baliza do guarda-redes bracarense para depois Belluschi, com um remate à entrada da área, proporcionar uma grande defesa a Artur. Quem não falhou foi Otamendi, já em cima do intervalo, quando, num ressalto na área bracarense, colocou a bola com classe sem hipóteses para Artur. Este golo providencial, foi importantíssimo no desenrolar do jogo e veio dar alguma justiça ao resultado, premiando o ascendente azul e branco.

Se a primeira parte foi de ascendente portista, a segunda parte trouxe um FC Porto extremamente personalizado e dominador, a conseguir dominar o meio-campo e a mostrar-se perigoso logo desde os primeiros minutos. Ainda assim, foi preciso esperar até perto dos 70 minutos para assistir ao 2º golo do FC Porto, novamente por Otamendi, a aproveitar o ressalto de um livre de Hulk. O brasileiro até poderia já na parte final ter ampliado o resultado por duas vezes mas a insistência no pé esquerdo e duas boas saídas de Artur, impediram os golos portistas.

Defensivamente o FCPorto também esteve hoje sólido. Basta salientar Helton só teve trabalho "a sério" aos 75 minutos, no primeiro remate à baliza do SC Braga.

Quanto à arbitragem, Duarte Gomes foi demasiado permissivo, permitindo várias entradas duras dos jogadores do Braga sem a devida sanção disciplinar. Por outro lado, ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto por braço de Alan na bola e um amarelo por mostrar a Mossoró por simulação. Aliás, a atitude deste brasileiro num lance em que fez falta sobre Moutinho foi inqualificável.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

FCPorto 0 x 2 SLBenfica - Erros comprometem apuramento

Uma entrada em jogo apática e nervosa, aos quais se somaram erros individuais fatais, ditaram a derrota num jogo em que tudo correu bem ao Benfica. Depois, na segunda parte, faltaram opções no banco para o assalto final à baliza contrária.

Foi um jogo muito aquém do que se esperava por parte FCPorto que entrou da pior forma no jogo, muito nervoso, com um meio campo a deixar-se manietar pela pressão alta do Benfica. Por outro lado, não é menos verdade que 1º golo do Benfica caiu autenticamente do céu, acontecendo num lance que seria de fácil resolução se Maicon não tivesse sido displicente na abordagem do lance com Fábio Coentrão. Infelizmente, esta não é a primeira vez que o brasileiro falha de forma comprometedora por uma acção displicente. Só a título de exemplo basta recordar o Besiktas e o Sporting... Mas com um golo encaixado logo nos primeiros minutos, o FCPorto intranquilizou-se e o Benfica conseguiu motivar-se e isso fez a diferença.

Com as linhas muito afastadas, o FCPorto deu espaço ao Benfica que conseguiu ser melhor no meio campo. Na frente, James foi presa fácil para Maxi Pereira que usou das "tácticas" do costume: braços, entradas duras e sempre o mesmo ar inocente. Na direita, Varela começou trapalhão e desconcentrado, apesar de ter melhorado muito ao longo do jogo. Já Hulk, foi vítima da marcação cerrada que lhe foi movida pelos adversários e também do facto de no centro perder expressão. Quando se destacou, fê-lo sempre a partir das alas.

Se as coisas começaram mal, pior ficaram por volta dos 20 minutos quando um passe errado de Fernando, foi cair nos pés de Javi Garcia que atirou de primeira para o 2º golo do jogo. Apesar do que se tem dito, não creio que Helton tenha tido culpas em qualquer dos golos. No primeiro, confiou na protecção de Maicon e o desvio de Coentrão é feito mesmo em cima, enquanto que no 2º a movimentação de Saviola acaba por fazê-lo hesitar. Tem culpas sim num lance em que dominou mal a bola e quase se deixou surpreender pela entrada de Cardozo, conseguindo apesar de tudo resolver a jogada. Acabaria mais tarde por se redimir, mais uma vez contra Cardozo, ao fazer uma defesa monumental no remate do paraguaio.

Ainda assim, o FCPorto conseguiu ter mais oportunidades claras de golo que o Benfica mas não conseguiu concretizar nenhuma (falha de James a cruzamento de Varela, remate de Varela para fora junto à baliza, remate de Hulk para grande defesa de Júlio César, "confusão" na pequena área do Benfica com os defesas a aliviarem in-extremis,...).

Na segunda parte o FCPorto voltou muito melhor. A entrada de Rodriguez coincidiu com uma maior dinâmica da equipa, alargando o jogo e circulando melhor a bola. Ainda assim, faltavam os últimos metros no ataque, ou seja, o FCPorto conseguia circular a bola e jogar pelos flancos mas não teve expressão na área.

Por outro lado Villas-Boas demorou demasiado a reagir à expulsão de Coentrão. Deveria logo ter tirado Sereno (que até nem foi dos piores) ou Maicon para fazer entrar um jogador mais avançado. No entanto, até nas opções se viu que faltava ali alguém capaz de ir para a área dar luta aos centrais adversários e o jogo chegou ao fim com uma derrota que compromete a presença no Jamor.

É claro que é possível ir ganhar à Luz e o FCPorto não seria o primeiro a fazê-lo esta época. Daqui até à 2ª mão muita coisa vai acontecer e provavelmente, se não houver nenhum azar, o FCPorto poderá então contar com Otamendi, Álvaro e Falcao que neste jogo foram ausências de vulto. Há que acreditar pois está perfeitamente ao alcance do FCPorto.

O orgasmo vermelho

Confesso que acabou por ser divertido assistir à onda de euforia que se gerou na nação vermelha após a vitória no Dragão. Creio até que quase foram mais celebrados estes 2-0 do os 5-0 pelos portistas, 5-0 que ainda estão bem gravados na memória de todos e que os festejos histéricos tentaram camuflar. O saldo, por enquanto, é de 7-2 para o "miúdo".

O avançado que falta

Walter nem convocado foi e faltou uma presença na área adversária. Se o treinador não confia nele, se este não serve, por que motivo não se aproveitou a janela de transferências que recentemente fechou para colmatar essa lacuna? Fica a sensação de que o FCPorto ficou de tal maneira convencido com Kléber que qualquer solução seria sempre um recurso temporário. Já agora, duvido que o jogador venha pois tenho a sensação que o Marítimo vai encontrar "por magia" fundos para comprar o jogador.

Esta falta de confiança em Walter acabar por prejudicar Falcao pois, na ânsia de utilizar o jogador, este acaba por não recuperar convenientemente das lesões, incorrendo na actual intermitência de utilização.

O caso Fucile

Fizeram eco na imprensa as declarações de Fucile no Facebook. No meio da ironia espero sinceramente que haja insatisfação do jogador, não com o treinador mas consigo próprio, pelas infantilidades que vinha cometendo nas últimas vezes que jogou. Se quiser ter futuro no FCPorto terá inevitavelmente de arrepiar caminho.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

A falta de dedicação de David Luiz


Já agora, alguém me confirma os rumores que dão conta do facto de Luís Filipe Vieira ter aceite, à ultima hora, deixar sair o jogador a metade do preço da cláusula de rescisão para evitar que ele jogasse outra vez a defesa esquerdo amanhã no Dragão?

domingo, janeiro 30, 2011

Como passar de vendido a incompetente em apenas 90 minutos

Todos estarão recordados do clamor que emanou da "nação vermelha" relativamente à arbitragem de Elmano Santos no FCPorto x V. Setúbal, corroborada como sempre acontece, com o respectivo eco na comunicação social.

Num jogo em que o critério disciplinar foi "largo" perante as simpáticas entradas dos jogadores do Setúbal, o que ficou na retina foi a repetição do penalty marcado contra o FCPorto nos últimos instantes da partida. Na altura o árbitro alegou que ainda não tinha apitado para dar autorização ao primeiro remate do jogador do Vitória, algo que causou escândalo pois, por esse país fora, insuspeitos adeptos houve que garantiram ter ouvido o apito do árbitro mesmo sem terem assistido ao jogo!

Não foi preciso esperar muito para que Elmano passasse de "vendido" a infeliz incompetente. Bastou apitar o Académica x SLBenfica e ter validado o golo de dupla ilegalidade com que a equipa da casa foi derrotada. A estratégia envergonhada passou por vender a ideia de que o siliciano "El Mano" era afinal um árbitro sem categoria para apitar no escalão maior. Quanto ao golo, foi descrito como um incidente infeliz num jogo onde o Benfica até foi prejudicado, visto que ficaram por marcar 2 penalties a favor dos da Luz.

Quem se lembrar de quando o FCPorto empatou a uma bola no Dragão com o Benfica, recordará certamente o que se diz desse jogo: que o FCPorto só conseguiu empatar através de um penalti "cavado" por Lisandro que, numa iniciativa completamente inédita por parte da Liga, foi castigado por causa desse lance. Porque será que nunca ninguém se lembrou de dizer "Ok, o FCPorto beneficiou de um penalti que não era mas... ficou um por marcar por falta de Reyes sobre Lucho quando ainda estava 0-0!"?. Esta é a leitura que não interessa ao imenso rebanho vermelho para quem os lances de benefício até são desculpáveis quando o ascendente da sua equipa sobre a outra é evidente.

Hoje houve Xistralhada na Vila das Aves

Hoje, a Instituição venceu na Vila das Aves e amanhã assistiremos ao elogio das virtudes dos jogadores e treinador do Benfica. O que ninguém irá referir é a tremenda discrepância na avaliação disciplinar dos lances de uma e outra equipa e o fora-de-jogo tirado ao Aves ainda com 0-0, factos que facilitaram, e de que maneira, a vida aos encarnados. Amanhã ninguém se lembrará das entradas de Jara, de Jardel e de Javi Garcia.

A este ninguém irá chamar de vendido nem de incompetente, pelo menos até ao dia em que por um alinhamento estelar daqueles que ocorrem a cada 10.000 anos, Carlos Xistra tenha uma decisão a beneficiar o FCPorto. Aí passará a ser um vendido e será mais uma prova para todo o "rebanho" de que o Pinto da Costa compra árbitros...

sábado, janeiro 29, 2011

Gil Vicente 2 x 2 FC Porto - Jogo sem chama apenas para cumprir calendário

O FCPorto despediu-se desta Taça BWin com um jogo muito fraco e onde as falhas de concentração defensiva tornaram incipientes os golos marcados por Ruben Micael e Emídio Rafael. O defesa-esquerdo acabaria por ser o grande azarado do jogo ao lesionar-se com gravidade já no final do jogo, e vai desfalcar o FCPorto provavelmente até ao final da época.

À partida para este jogo, o FCPorto sabia que não dependia de si próprio para passar à fase seguinte da Taça BWin, sendo necessário vencer e esperar pela derrota do Nacional em Aveiro. Ora, nem uma coisa nem outra. O FCPorto não foi além de um empate em Aveiro e o Nacional venceu por 2-1 e avançou na prova, fruto da vitória recente no Dragão.

A exibição do FCPorto, que entrou em campo com uma equipa bem diferente da habitual, foi sempre tristonha e pouco esclarecida, expecto um ou outro momento de maior aceleração e atitude que desequilibraram a defesa gilista. Ainda assim, quando o golo surgiu mesmo em cima do intervalo, pensou-se que estaria aberto o caminho para o Dragão se soltar e jogar melhor na 2ª parte.

No entanto, o Gil Vicente soube ter brio e, no reatamento conseguiu chegar ao empate, para, logo a seguir, Emídio Rafael, numa boa jogada com Guarín, voltar a colocar o FCPorto na frente. Pouco depois, Rafael e Maicon ficaram mal na fotografia ao permitirem todas as veleidades a Hugo Vieira que estabeleceu o resultado final.

Villas-Boas ainda tentou sacudir o jogo fazendo entrar Moutinho e Hulk mas o resultado já não sofreria alterações. Nem a vitória serviria de nada visto que, em Aveiro, o Nacional conseguiu vencer e assegurar o 1º lugar do grupo.

Crise nas laterais

A lesão de Emídio Rafael, que deverá ficar afastado até final da época, veio criar um problema a Villas-Boas que no plantel tem agora a falta de um defesa lateral esquerdo. A questão é preocupante no imediato dado que Álvaro Pereira ainda está a recuperar de lesão e continua ausente.

Esperando-se o regresso do uruguaio no próximo mês, o FCPorto fica com Álvaro e Fucile para a esquerda da defesa e Sapunaru para a direita, sendo que Otamendi pode jogar na posição do romeno com relativa facilidade. No entanto, dado que Sereno se tem revelado uma aposta falhada, há definitivamente uma lacuna por preencher na defesa azul e branca.

Resta saber se o FCPorto vai optar por uma solução interna ou se vai tentar ainda, no pouquíssimo tempo que lhe resta, tentar reforçar o plantel no mercado de Inverno que encerra na Segunda-feira.

Na vertente humana, há ainda que endereçar uma palavra de apoio a Emídio Rafael, que vê o seu crescendo de qualidade interrompido por esta lesão, isto numa altura em que tinha sido pré-convocado por Paulo Bento. Que tenha muita força na sua recuperação.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

FCPorto 3 x 1 Naval - Então e a pressão?

Depois do jogo menos conseguido a meio da semana contra o Pinhalnovense para a Taça de Portugal, que logo gerou outra onda de histeria por uma possível quebra do Dragão, o FCPorto respondeu bem frente ao último classificado. Com Falcao de regresso, o FCPorto foi sempre mais forte que a Naval e o resultado apenas peca por escasso. Ainda não foi desta que vimos a tal pressão que a comunicação social anda a vender há largas semanas.

A pressão e os assobios

Torna-se penoso ler jornais por estes dias. Segundo a comunicação social, o FCPorto está em estado crítico, à beira da ruptura. Desde os dirigentes, ao staff técnico, desde os jogadores aos adeptos, todos têm tido graves perturbações de sono devido à intensa pressão a quem sido sujeito pelo Benfica.

Entretanto, de forma incompreensível, o FCPorto continua a ganhar, jogo após jogo, ora vestindo o fato-macaco, ora, preguiçoso, cumprindo serviços mínimos, ora deslumbrando e dando verdadeiros recitais. Será que o Dragão não sabe colocar-se no seu devido lugar? Que impertinência é esta?

Hoje não houve propriamente Ópera, mas houve um jogo agradável, nem sempre bem jogado, mas sempre sem assobios e ainda bem. Há que ter sempre em conta que um campeonato ganho pelo FCPorto é sempre mais difícil do que para os lados da Luz. Aqui não há comunicação social, não há lobbies e nem sequer há vontade manifesta do Primeiro-Ministro a empurrar nesse sentido. São portanto dispensáveis os assobios e indispensável o apoio.

O jogo

A grande novidade do jogo de hoje foi o regresso de Falcao. E como muda o figurino do ataque com o colombiano, muito mais agressivo e dinâmico, criando desequilíbrios e espaços que desestabilizam qualquer defesa.

Desde o início se viu que o FCPorto tinha a preocupação de jogar rápido e ao primeiro toque, embora nem sempre da melhor forma. Alguns jogadores complicavam e outros pareciam desconcentrados (Varela, Fucile,...).

Depois de Falcao e Hulk terem tido várias oportunidades, o FCPorto conseguiu finalmente chegar ao golo num lance de pura matreirice, na sequência de um lançamento lateral onde, ironicamente, Varela e Fucile foram determinantes. O uruguaio repôs rapidamente a bola em jogo para Varela que estava vários metros adiantado em relação aos defesas, trabalhou muito bem sobre o adversário que lhe saiu ao caminho, e assistiu Falcao que só teve de encostar.

Se a perspectiva do intervalo com o resultado em 0-0 poderia criar na Naval a ilusão de intranquilizar o FCPorto, essa estratégia ruía por completo com este golo.

Aparte: No café onde eu estava a assistir, notava-se já um certo regozijo entre alguns adeptos anti-Porto que por ali se encontravam. Quando o FCPorto chegou ao golo, de imediato as vozes se levantaram reclamando pelo descarado "fora-de-jogo" em que Varela se encontrava. Como a indignação persistia, interpelei-os e perguntei se as regras haviam mudado e se agora nos lançamentos laterais também havia lugar para marcação de foras-de-jogo. Seguiram-se expressões confusas e um tímido "Ah?... Foi lançamento?... Não tinha visto...".

Se o primeiro golo era uma severa machadada na táctica da Naval, o segundo golo, - que golo!- que aconteceu logo depois, pôs claramente um ponto final na discussão da partida, até porque até então, apenas por uma vez a Naval havia incomodado Helton com um remate de Marinho ao lado. Espectacular jogada de envolvimento dos atacantes do FCPorto, com Varela, Falcao, Belluschi e Hulk a trocarem a bola ao primeiro toque entre os defesas, com o brasileiro a marcar o 15º no campeonato.

Na segunda parte a supremacia manteve-se. Foram necessários apenas 8 minutos para o FCPorto ampliar a vantagem com uma assistência de Helton com uma reposição manual para Hulk no meio campo contrário (!!), beneficiando de uma má abordagem de Orestes ao lance, que se isolou e na cara de Salin fez o 2º no jogo e o 16º no campeonato.

A partir daí o ritmo baixou, sem nada a perder a Naval também ficou um pouco mais atrevida, e embora o FCPorto tenha tido várias oportunidades para dilatar a vantagem mas foi a Naval que chegou ao golo num penalty completamente escusado cometido por Fucile. O uruguaio, que esteve num plano aceitável, continua a ter súbitos acessos de desconcentração que comprometem a equipa. Não é pois de estranhar que Villas-Boas seja relutante no que toca a dar a titularidade ao uruguaio perante a assertividade actual de Sapunaru e a indiscutibilidade de Álvaro Pereira.

Até ao final, houve ainda tempo para Fernando, James e Mariano entrarem em jogo mas o resultado já não seria alterado.

O FCPorto segue invicto na liderança com 44 pontos, fruto de 14 vitórias e 2 empates, com 8 pontos de vantagem sobre o Benfica que protagonizou em Coimbra, não uma ópera, mas uma verdadeira tragicomédia, vencendo com um golo com o braço e em fora-de-jogo. Valerá a pena ficar atento ao longo da semana para ver se Elmano será mais uma vez crucificado nos jornais desportivos como o foi após o FCPorto x Setúbal.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Pergunta indiscreta


Adivinhem contra quem é que o Benfica vai jogar logo ao final da tarde...

Taça de Portugal: FCPorto x Pinhalnovense - Haja seriedade e aplicação

Jogar contra o Pinhalnovense, 3º classificado da II Divisão - Zona Sul, pode não parecer um desafio muito aliciante mas é exactamente aí que reside o maior perigo deste jogo. Jogue quem jogar, é indispensável manter o profissionalismo e a seriedade de modo a confirmar o favoritismo do FCPorto e a esperada passagem à próxima fase.

Este jogo será aproveitado por Villas-Boas para lançar o regressado Mariano Gonzalez, isto para além de dar também minutos de competição a Walter, Souza e Ruben Micael, nomes geralmente na segunda linha. O destaque vai também para a nova oportunidade que será dada a Kieszek, após ter "borrado a pintura" no recente jogo contra o Nacional.

O jogo é às 20h45 e tem transmissão em directo na Sport TV.

Logotipo obtido em: Futebol na Margem Sul

segunda-feira, janeiro 10, 2011

FCPorto 4 x 1 Marítimo: Pressão? Tomem lá a pressão

De se lhe tirar o chapéu!

Depois da derrota contra o Nacional, o FCPorto segue invicto no Superliga, tendo vingado a derrota da Taça do Hermínio com um expressivo 4-1 ao Marítimo. Apesar da diferença de resultado em relação ao jogo anterior, importa reter que o FCPorto conseguiu precisamente o mesmo registo estatístico em termos de posse de bola, cantos e remates. O que mudou, então? A eficácia e a concentração defensiva que apenas falhou na marcação de uma falta que só Xistra viu. Contudo, na retina ficam o fabuloso golo de Guarín que, à bomba, desbloqueou o marasmo da primeira parte.

Pressão, quebra de rendimento, instabilidade interna, tudo isto se tinha instalado no seio do FCPorto após a derrota com o Nacional, isto a fazer fé no que a comunicação social e o incansável Jorge Jesus, agora transformado numa espécie de substituto do "iluminado" Jorge Gabriel como veículo de comunicação do Benfica para o exterior (a fragilização aumenta a manipulação), quiseram fazer crer. A tudo isto, o FCPorto respondeu de forma categórica, conseguindo uma vitória que não deixou qualquer margem de dúvida, com grandes golos (o de Guarín então...).

Com a primeira parte a ser jogada a um ritmo mais baixo, o FCPorto controlou desde o início as operações. Com Rafa novamente na esquerda e Sapunaru na direita, Villas-Boas optou por colocar Hulk no centro, apoiado por James na esquerda e o regressado Varela na direita. Ora se Hulk tem tendência a perder preponderância quando colocado no centro, o dinamismo dado nas alas pelo colombiano e pelo português ajudaram a manter sempre em respeito a defesa insular.

Foi necessário esperar até aos 37 minutos para assistir ao (primeiro) grande momento do jogo. Guarín encheu-se de fé e disparou a cerca de 37 metros da baliza inaugurando o marcador, deixando toda a gente, inclusive ele próprio, incrédulo. Até ao intervalo o resultado não se alterou, apesar de Moutinho (mais uma vez com uma exibição de grande classe!) ainda ter atirado ao poste.

Na segunda parte, o cariz do jogo foi outro. Embora mantendo o domínio, o FCPorto foi mais incisivo e mais rápido nas suas acções. James e Varela mantinham a sua dinâmica ofensiva e seria mesmo James a assistir Hulk para (mais) um grande golo, de fora da área, com a bola extremamente colocada.

Se todos pensaram que o jogo estaria decidido, Xistra tratou de dar mais emoção à partida. Num jogo onde até se estava a portar bem, o árbitro conseguiu ver uma falta contra o FCPorto num lance em que Sapunaru é pisado pelo adversário. Dessa falta resultou um cartão amarelo (!!!) e a lesão do romeno que acabou por ter de ser substituído. Ainda dessa falta resultou o golo do Marítimo numa desatenção do centro da defesa do FCPorto.

Com a lesão de Sapunaru, entrou Maicon e Otamendi derivou para a direita da defesa portista onde, mais uma vez, mostrou classe. Quanto mais vejo o argentino jogar mais aprecio o seu estilo de jogo. A seguir a Moutinho, Otamendi é a grande contratação do FCPorto.

5 minutos após o golo, Guarín ampliou mais uma vez a vantagem, tirando um defesa do caminho com uma finta de corpo e atirando colocado sem hipóteses para o guarda-redes adversário. Com confiança, Guarín é realmente outro jogador, e apesar de não ter a eficácia defensiva de Fernando, a equipa ganha mais agressividade e verticalidade. Quem se lembra agora do drama que era para Guarín jogar na posição de médio mais recuado quando chegou ao Dragão?

Até ao final, houve ainda tempo para o miúdo James marcar o golo que tanto procurou, após uma grande arrancada de Hulk que, numa atitude que não se vê muitas vezes, assistiu o colombiano para uma finalização fácil e para o resultado final de 4-1.

Saldo da 1ª volta

O FCPorto termina assim a primeira volta sem derrotas e com apenas 2 empates, obtendo 41 pontos em 45 possíveis, sendo que um dos empates foi o cedido em Alvalade, nas circunstâncias que se conhecem mas que os adeptos da "cassete" do choradinho não gostam de lembrar quando repetem, a quem os quiser ouvir, que o FCPorto está onde está graças às arbitragens.

Em termos de golos, o FCPorto tem, em simultâneo, o melhor ataque e a melhor defesa da Superliga com 36 golos marcados (mais 6 que o 2º classificado) e 6 golos sofridos, menos 7 que a segunda melhor defesa que pertence ao Olhanense.

Na época passada, no final da primeira volta, o FCPorto, com 31 golos marcados e 13 golos sofridos, era 3º classificado com 32 pontos, atrás de Benfica e Sp Braga, ambos com 36 pontos.

Assim, o FCPorto consegue, em relação à época anterior no final da primeira volta:

+ 9 pontos, + 5 golos marcados, - 7 golos sofridos.


Nesta altura, recorde-se, Hulk já havia sido suspenso na sequência dos tristemente célebres incidentes do túnel da Luz (onde até a águia Vitória se perdeu).