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segunda-feira, janeiro 18, 2016

Vitória SC 1 x 0 F.C.Porto - Alguém pode falar em surpresa?



Depois da saída do treinador com quem os jogadores, ao que parece, já não se davam, depois de uma vitória gorda na última jornada, depois de um apuramento para as meias-finais da taça à custa de muito sofrimento e com um final quase épico e depois de um surpreendente Tondela conseguir ir a Alvalade roubar pontos ao 1º classificado, o F.C.Porto tinha motivação mais que suficiente para lutar pelos 3 pontos em Guimarães. Acabou por perder e ninguém ficou surpreendido.

Depois do jogo de ontem, creio que muitos dos que defendiam a continuidade de Rui Barros como técnico pensarão agora duas vezes. "Il piccolo" é de facto um grande portista mas está (ainda) longe de ser um treinador de alto nível, principalmente o treinador de que o Porto precisa neste momento.

Como se não bastasse a falta produtividade do colectivo, ontem tivemos direito a mais um erro grave de Casillas, erro esse que provou ser fatal. O excesso de confiança foi fatal ao "portero" e de forma desastrada colocou a bola nos pés do avançado vimaranense que não desperdiçou. Em condições normais, com um Porto "à Porto", um golo sofrido aos 3 ou 4 minutos de jogo seria apenas um pormenor, nada que a equipa não fosse capaz de resolver. 

Para este Porto tristonho, sem ideias nem motivação, aquele golo foi uma montanha impossível de escalar. Sem intensidade, sem profundidade e sem ideias, o F.C.Porto não conseguiu ultrapassar que o Vitória de Sérgio Conceição ergueu para defender com unhas e dentes a vantagem caída do céu.

As opções do banco também não foram as melhores e o F.C.Porto nem sequer pôde contar com um daqueles rasgos individuais que de quando em vez ajudavam a remediar o falhanço colectivo.

No final, tivemos direito a mais uma demonstração de protagonismo do árbitro que decidiu expulsar Aboubakar mostrando-lhe um manifestamente exagerado 2º cartão amarelo, por um corte com a mão. Nas imagens vê-se que o jogador não tem hipótese de retirar a mão, embora tente, dada a proximidade a que a bola é jogada pelo atleta do Vitória. Mais do mesmo.


O ensurdecedor silêncio

É difícil perceber o que vai na cabeça de quem tem responsabilidade no F.C.Porto. Ninguém da Direcção dá a cara no momento em que a liderança mais se torna necessária e os adeptos e sócios, a não ser pelos bitaites do Dragões Diário, não recebem nenhuma informação do clube.

Um clube sem sócios e uma equipa sem adeptos nada são e o F.C.Porto tem-se votado a um alheamento das bases que é difícil de compreender, sobretudo quando foi graças à militância e à resiliência que os dragões se fizeram grandes. Muito distante desta postura distante e silenciosa, que chega a ter ares de soberba arrogância.

Por muito gratos que estejam pelas conquistas do passado, como podem os adeptos ter paciência e compreensão nestes momentos.

Tem a palavra a Direcção (afirmação retórica).


Sérgio Conceição

Uma nota sobre Sérgio Conceição. Tenho por este rapaz uma grande admiração porque foi alguém que comeu o pão que o diabo amassou. Ficou órfão cedo e chegou a trabalhar na construção civil para sustentar a sua família. O mérito de quem fez uma carreira a pulso não fica esmorecido pelo seu mau feitio mas o que sobressai acima de tudo é o lado sério e profissional do actual técnico vitoriano.

Sérgio Conceição não merecia a campanha posta a circular na semana antes do jogo (de onde terá vindo?) nem o coro de vozes maldizentes dos "paineleiros" da nossa praça que puseram em causa o seu brio e profissionalismo.

terça-feira, janeiro 12, 2016

Boavista 0 x 5 FC Porto - 5 chicotadas no Bessa


Depois de um início de ano conturbado que culminou na saída do treinador, havia muitas interrogações em torno da resposta que a equipa iria dar no jogo de ontem contra o Boavista mas as dúvidas foram dissipadas e em grande estilo, com 5 golos sem resposta num terreno nada fácil pela muita chuva que caiu.

É certo que as coisas não mudam do dia para a noite e estamos ainda numa fase transitória, enquanto aguardamos pelo anúncio e chegada do novo treinador principal, mas houve diferenças entre este e o último jogo que saltaram à vista, sobretudo porque os mesmo 11 jogadores tiveram em campo uma atitude bem diferente em relação à última jornada.

Se os jogadores se sentiram feridos no seu orgulho e quiseram provar que valem mais do que aquilo que mostraram nos últimos jogos ou se Rui Barros soube passar melhor a mensagem, ele como líder e velha glória do FCPorto sabe bem o que é a mística azul e branca, o que é certo é que foi possível ver muitas diferenças entre este jogo do Bessa e os dois últimos.



Desde logo a maior verticalidade do jogo portista, com os jogadores a procurarem soltar a bola mais rapidamente e para a frente, contrariando a tendência de passe para o lado e para trás que vinha sendo uma irritante imagem de marca. Ao acelerar o jogo, recuperando as transições rápidas que pareciam ter sido esquecidas, é possível aproveitar muito melhor as qualidades de jogadores como Herrera, Corona e Brahimi, já que são velozes com a bola, sobretudo os dois primeiros, e com o espaço extra que se abre, ao não darem menos tempo à defesa adversária para se recompor, tornam-se muito mais perigosos.

Outra diferença que saltou à vista foi a quantidade de jogadores que apareciam em zona de finalização. Não estando sozinho na frente, Aboubakar já não é presa fácil para a defesa adversária, sendo-lhe mais fácil fugir à marcação e aparecer em zona de decisão. Nota-se ainda a falta de confiança que tomou conta do jogador nos últimos jogos mas, com mais oportunidades de fazer golo, será mais fácil que eles aconteçam e é de golos que um avançado vive. São eles que lhe dão confiança e à medida que a confiança aumentar, um avançado precisará de cada vez menos oportunidades para fazer golo. O camaronês fez dois, podia ter feito mais, e esperemos que este bis lhe sirva de tónico.

No comportamento da equipa notou-se ainda uma certa tremideira, principalmente no início da segunda parte, quando o Boavista se mostrou perigoso para a baliza de Casillas. Valeu aqui Corona ter tirado o 2º golo do F.C.Porto da cartola -lá está!- num contra-ataque venenoso. Um grande lance do mexicano que merece ser visto e revisto e que teve o condão de acalmar a equipa e catapultá-la para a goleada.



Na Quarta-feira há novo round no Bessa, desta feita para a Taça de Portugal. Será um jogo completamente diferente e o Boavista irá certamente querer também mostrar que vale mais que aquilo que mostrou no Domingo. Os "Olés!" que ouviu decerto lhe servirão de motivação extra.

Esperemos que o FCPorto confirme as boas indicações que mostrou aos adeptos e que consiga aquilo que todos esperamos: mais uma vitória rumo a um troféu no qual é teoricamente o principal favorito. Têm a palavra os jogadores.

sábado, novembro 05, 2011

"O pior cego é aquele que não quer ver"

Olhanense-0-FCPORTO-0


Hipótese de ganhar 3 pontos, e esperar pelo jogo do oponente directo em Braga, e sai um FCP europeu...ou seja, sem nível...

Depois da derrota em Nicósia, esperava um FCP a querer e a fazer tudo para limpar a imagem mas, se isto é tudo, então está tudo dito! Há jogadores que estão a viver dos rendimentos do ano passado e pouco ou nada fazem para mudar este ano e o estado do futebol praticado pelo FCP.

E pronto, mais do mesmo. Um Porto lento, com um jogo muito mecânico, mas muito previsível para um adversário que sabe defender, mesmo que com 11 atrás da linha da bola. Já o Apoel tinha demonstrado isso por 2 vezes e D.Faquirá é um treinador astuto e assim colocou a sua equipa recuada. Com 2 centrais altos e fortes e um meio campo de combate travou logo à partida um FCP previsível.

Contudo, os primeiros 15m., 20m. do FCP até foram positivos, com um penalti ganho por Kleber aos 3m., apesar de falhado por Hulk, 2 boas defesas do GR.

O FCP continuou a mandar no jogo, mas sem conseguir ser objectivo, apesar de um possível (para mim) 2ºpenalti, por mão de um jogador do Olhanense, que o arbitro não assinalou. Houve muitos cantos sem aproveitamento, pois eram marcados muito para a pequena área onde o GR mandava, e este esteve muito bem nesses lances aéreos.

Por várias vezes os jogadores do FCP apareciam em boa posição para efectuar bem o ultimo passe mas depois executavam mal... Nervosismo???


Aos poucos o FCP perdeu o dominio absoluto que tinha do meio campo, embora um pouco consentido pelo Olhanense, mas ai conseguiu sempre evitar que as investidas dos avançados contrários criassem perigo, mas começou a ver-se alguns jogadores do FCP presos na sua posição, sem desmarcações na frente ou meio campo e, com isso, o jogo ofensivo claramente emperrou, pois com os extremos em baixo de forma, fica ainda mais evidente que a nível individual ninguem consegue resolver.

Na 2ªparte, A.Pereira pareceu ter ordem para subir mais e James para vir para o meio, jogando quase com a defesa a 3. Infelizmente, o problema no meio campo continuava, sem passes de ruptura ou sequer desmarcações bem conseguidas. Tudo se torna previsivel neste FCP de Vitor Pereira...

Depois as alterações... O FCP está empatado e faz-se uma troca directa de avançado?! Porque não jogar com 2, colocando James definitivamente no meio e arriscando mais? Tinha de sair Belluschi que não esteva nada inspirado...

Por outro lado, porque não entrar Varela para o lugar do argentino, uma vez que os principais lances do FCP surgiam pelas alas? Se Maicon na 2ªparte não subia tanto, já que A.Pereira fazia o corredor todo do lado contrário, entrava Varela para a direita e Hulk encostava-se mais ao avançado centro, Walter, já que Kleber tinha sido substituído.

Nada! Do banco só se troca avançado por avançado e médio por médio... Sem comentários!

Dei por mim a desejar que algum cruzamento desse em auto-golo pois, tal como em jogos anteriores, está dificil de fazer um golo. Os jogadores estão claramente sem confiança e até de penalti falham agora...

Claro que com o jogo a arrastar-se para o fim, os jogadores do FCP arriscavam mais e até pela saida de Fernando, passou a existir mais espaço para o Olhanense. Felizmente eles também não sabem mais e em termos ofensivos são fracos. Apenas tentaram e conseguiram manter o nulo até ao fim.

Competia ao FCP inverter isso, mas este FCP de Vitor Pereira não está para grandes correrias, nem para grandes sacrificios, pois alguns jogadores ou estão mesmo em baixo de forma ou disfarçam muito bem- O problema é que já são muitos e assim, enquanto equipa, enquanto colectivo e conjunto sai muito pouco...

Quando se conseguiu posição de remate á baliza, tudo saiu mal. Mangala de cabeça na pequena area atirou por cima e Hulk por 3 vezes rematou torto, quando estava em posição frontal. Os cruzamentos eram todos cortados pelos defesas para qualquer lado (só não para a baliza...) e os avançados deixaram-se sempre antecipar!!!!


Jogador a jogador:

Helton, quase não teve trabalho.

Maicon, gostei dos cruzamentos que fez, sempre tensos, mas acho que na parte final devia ter subido mais no terreno.

Rolando, bem nos cortes atrás mas nos passes longos esteve mal, pois falhou vários.

Mangala, nervoso, falhou passes fáceis, pois eram curtos, e isso revelou intraquilidade. Teve mesmo algumas entradas a destempo.

A.Pereira, para mim está a subir de forma, pois faz a preceito todo o flanco esquerdo. Só é pena que não acerte nos cruzamentos, talvez por culpa de falta de rotinas com quem está na área.

Fernando, talvez o jogo menos bom dos ultimos tempos, tendo que fazer muitos passes, nem todos sairam bem e com isso enervou-se um pouco.

João Moutinho, não está em forma, numero elevado de passes falhados, sem conseguir dinamizar a equipa á sua volta. O meio campo do FCP parece estar actualmente a jogar com o triangulo invertido, com Moutinho mais perto de Fernando e Bellushi a aparecer quase como nº10.

Belluschi, esteve em campo??? É que quase não dei por ele, tirando as vezes em que se deixou antecipar pelos adversários. Muito pouco para tanto tempo em campo. Embora este ano apareça mais à frente, não se consegue evidenciar e com isso a equipa perde um médio.

Hulk, falhou um penalti. Remate denunciado e pouco colocado, sendo de realçar a defesa do GR das 2 vezes... Esteve ausente da 1ªparte e só na 2ªparte apareceu mais no jogo, mas pouco assertivo e lento. No 1 contra 1 raramente conseguia ultrapassar o seu marcador. Mesmo assim, foram dele os lances de mais perigo, com 3 ou 4 cruzamentos fortes colocou os defesas em apuros, mas ninguem se antecipou para empurrar para a baliza... Ainda conseguiu rematar por 3 ou 4 vezes na entrada da area, mas sempre torto...

Kleber, foi sobre ele o penalty, num lance em que ganhou bem a posição, mas no resto do jogo esteve pouco participativo em tabelas e desmarcações. Rematou à baliza?

James Rodriguez, macio em campo, sem garra nas divididas, perdeu a maior parte, e esteve pouco dinamico. Na 2ªparte, com Alvaro a subir mais, foi mais para o meio, mas faltou maior esclarecimento.

Walter, entrou aos 60m para o lugar do Kleber numa troca directa que mostrou a falta de audácia do treinador. Porque não os dois juntos em 4-4-2, com Hulk e James nas alas?
Ainda assim Walter entrou bem, mais rápido e mais participativo, mas não conseguiu isolar-se para ter um remate limpo...

Defour, entrou para o meio campo, quando o que se precisava era um homem para a frente e nada trouxe.

Guarín, idem como Defour, com a agravante de parecer pesado e pouco esclarecido.


Estas 2 substituições demonstram que este FCP de Vitor Pereira só sabe jogar em 4-3-3 e não sabe alterar para nenhum outro sistema. Mesmo dentro do 4-3-3 parecem não existir variantes. Não há desmarcações dos médios pelas alas nas costas dos extremos, como o ano passado... Pouco! Muito pouco!

Vitor Pereira, já o tinha dito e repito, não tem estaleca para o FCP. É um avião grande de mais para ele. Pode ser portista, honesto, trabalhador (tudo louvável) mas para treinador principal do FCPORTO não serve.


Que esta paragem sirva de reflexão a quem de direito...


Se amanhã perdermos a liderança para o Benfica e o Sporting ganhar, o FCP passará a ser o alvo a abater e a desconsiderar pelos jornalistas e fazedores de opinião. Teremos mais do mesmo portanto...

Para muitos jogadores do FCP, no entanto, isso diz pouco. Eles recebem o deles (e não é pouco!) e numa altura em que já seria de esperar um FCPORTO entrosado com o novo sistema de Vitor Pereira, pois já são 3 meses de treinos, jogos particulares e muitos jogos a sério o que vejo, comparando por outros clubes por essa Europa fora, é quase impensável, tal o mau futebol que o FCP pratica. Pena é que o treinador não veja isso.


Quanto à arbitragem, falo no fim, pois prefiro avaliar tudo o resto antes, e só depois falar em terceiros e nas suas culpas.

No lance do penalti assinalado, seria amarelo ou vermelho para o defesa? A bola não estava controlada, mas o Kleber estava isolado...Contra 10 era outra história.

Passado uns minutos (aos 20m.) existiu um penaltie de um defesa do Olhanense, pois cortou com a mão uma bola cruzada ainda de uma boa distância, mas o arbitro não quis marcar penalti. Apesar de ter visto o lance, julgou-o não intencional, mas o que é facto é que o jogador cortou a bola que seguia para a pequena area onde estavam avançados do FCP.

Ainda durante o resto do jogo, percebeu-se que os jogadores do Olhanense podiam entrar mais forte, que não veriam amarelo, enquanto os do FCP à minima falta era logo amarelo como se viu com Fernando e Rolando. "Critérios".

Pela análise que muitos fazem em relação a outros jogos, o FCP foi espoliado em 2 pontos neste jogo...

FORÇA FCPORTO!!!!!!

quinta-feira, maio 26, 2011

Os melhores jogos da época 2010/2011 - Parte 3

Liga Sagres - 7 de Agosto de 2010
FC Porto 3 x 2 SC Braga



Quando a 11 de Setembro o FC Porto entrou em campo para defrontar o SC Braga, havia muita expectativa à volta deste encontro. Questionava-se a valia deste FC Porto, que iria aqui ter o seu primeiro grande teste no campeonato, contra uma equipa que, ao chegar ao seu 8º jogo, eliminaram já o Celtic e o Sevilha nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões.



Aquilo a que acabou por se assistir foi ao que é considerado pela crítica o melhor jogo do campeonato, com golos (e que golos!), muita velocidade e intensidade por ambas as equipas, e a incerteza no resultado até ao último minuto.



O Braga adiantou-se no marcador por duas vezes, mas o Porto não abdicou da sua identidade e manteve a sua toada de jogo, acabando por triunfar graças a 2 golos de Varela e um golo de Hulk que fez estragos frente ao bracarense mais fraco: Elderson.



Esta vitória mostrou a força do FC Porto e ajudou a catapultar a equipa para uma grande época.





Reacções:




Domingos Paciência





André "Very Special One" Villas-Boas



segunda-feira, abril 11, 2011

Portimonense 2 x 3 FC Porto - O emocionante corolário de uma semana perfeita!


Esta foi de facto uma semana de sonho para o FC Porto. Começou com um triunfo e a conquista do título em casa do campeão da época passada, que serviu para demonstrar, como apregoam, o quão diferentes dos outros são os da Luz em termos de fair play, passando pelo fabuloso resultado do jogo contra o Spartak, que praticamente garantiu a presença nas meias-finais da Liga Europa, e terminou ontem em Portimão com um jogo emocionante que permitiu a Villas-Boas ultrapassar o registo de Mourinho. O Dragão soma e segue e promete dar ainda muitas alegrias aos adeptos na presente época.


O jogo de ontem revelou um Dragão bipolar e o marasmo evidenciado na primeira parte não deixava antever a catadupa de emoções da segunda. Mas o FCPorto desta época é mesmo assim. Quando as coisas não correm bem na primeira parte, a equipa volta diferente do intervalo, mais proactiva, mais acutilante e incisiva, bastando para tal uma ou outra substituição ou tão somente uma conversa de balneário.


Assim, a história deste jogo só se começou a desenhar a partir dos 49 minutos, quando Hulk, após boa jogada com Falcao e Moutinho, assinou um golo fantástico, não dando hipóteses a Ventura.


Contudo, o Portimonense é uma equipa com brio e nesta partida jogava a sua permanência. Sem nada a perder, os algarvios beneficiaram de duas falhas defensivas pouco habituais no FC Porto para marcar dois golos, na sequência de 2 cantos. No primeiro Rolando foi lento a reagir à entrada do jogador que deveria marcar e, no 2º Souza não teve determinação suficiente para se opor ao cabeceamento do adversário. Pelo meio, o FCPorto ainda recuperou a vantagem graças a um bom golo de Falcao, após passe de Ruben Micael que ontem mostrou bons pormenores.


Os últimos minutos foram aliás alucinantes com a vitória a poder pender para qualquer uma das equipas. O FCPorto no entanto teve a sorte do jogo do seu lado e soube ser mais eficaz. Logo 2 minutos após sofrer o 2-2, os Dragões colocaram-se pela 3ª vez em vantagem graças a um cabeceamento fulgurante de Maicon, num canto marcado por Hulk, sentenciando de vez a partida e assegurando a 14ª vitória consecutiva. Este registo permite a Villas-Boas ultrapassar José Mourinho cujo máximo havia sido de 13 vitórias consecutivas, mirando já o recorde de António Oliveira que, em 96/97 alcançou 15.


Realce ainda para a capacidade de gestão de Villas-Boas que ontem apresentou, como o fez em outros jogos esta época, um onze substancialmente diferente do habitual, sem que com isso a equipa tenha deixado de atingir os seus objectivos. A prova de que até na gestão dos recursos, Villas-Boas é diferente do resto e consegue evitar entrar em extremos que, como vimos ontem à noite na Figueira da Foz e há uns tempos na Luz contra este mesmo Portimonense, tiveram os resultados que se viram. Ainda para mais quando o FC Porto está também em gestão e em plena ressaca do título.


Uma nota ainda para o Portimonense. Como é possível para uma equipa que joga como jogou diante de Porto e Benfica e que tem bons jogadores, descer de divisão? É pena...



Na Europa, o Dragão foi deslumbrante!



A noite de Quinta-feira entrou sem dúvida na galeria das grandes noites europeias do Dragão. Após 90 minutos que não começaram da melhor maneira mas terminaram com requintes de excelência, o FCPorto vergou os russos do Spartak de Moscovo com um histórico 5-1 (o nº 5 é aliás um número talismã na actual época). Abertas as portas das meias-finais, bastando confirmar a passagem com seriedade em Moscovo, perfila-se agora mais um duro teste ibérico: o Villareal!


Fantástica exibição, soberba eficácia, escasseiam os adjectivos para caracterizar este FC Porto. Dublin está cada vez mais perto.

Foto: UEFA, Record

terça-feira, abril 05, 2011

FC Porto, "um exemplo de excelência num Portugal à procura de si próprio" - Pravda

A vitória do FC Porto teve eco na Rússia, país onde a equipa azul e branca já conquistou respeito e admiração pelo histórico das suas exibições em terras da ex-União Soviética. O diário russo Pravda publicou ontem uma notícia sobre a vitória do FC Porto na Luz, fazendo ao mesmo tempo uma caracterização dos (novos) campeões nacionais, com uma ou outra incorrecção de pormenor:

O FC Porto venceu o campeonato de futebol português, até agora sem derrotas. Os magníficos azuis e brancos selaram a sua conquista clássica do campeonato quando ainda faltam 5 jogos para o fim, com uma vitória por 2-1 sobre os seus arquirivais Benfica, em lisboa, conquistando o seu 18º campeonato nas últimas 3 décadas.

O FCPorto é um bom exemplo de excelência num Portugal à procura de si próprio. Que melhor exemplo em gestão desportiva que o do presidente do FCPorto, Jorge Nuno Pinto da Costa, que, desde que assumiu a presidência do clube em 1982, venceu não menos de 51 títulos: 18 campeonatos, 11 Taças de Portugal, 16 Supertaças, 2 Campeonatos Europeus, 1 Taça UEFA, 1 Supertaça Europeia e 2 Taças Intercontinentais, tornando-o o gestor desportivo mais bem sucedido da história do desporto internacional.

Sob as 3 décadas de direcção hábil do presidente Pinto da Costa, o FCPorto venceu 18 campeonatos (contra 8 do Benfica, 3 do Sporting e 1 do Boavista). Com 5 jogos ainda por disputar mas com o campeonato já no saco, tal como a Supertaça, o FCPorto 2010/2011 está nos quartos-de-final da Liga Europa e nas meias-finais da Taça de Portugal.

O segredo: estabilidade. Enquanto os seus principais rivais em Lisboa, Sporting e Benfica, estão cheio de lobbies e jogos de poder (um calcanhar de Aquiles em Portugal), o FC Porto bate-se como um todo, no qual as palavras-chave são disciplina e dedicação ao clube - e se alguém sair da linha seja dentro ou fora do campo, Pinto da Costa tem conhecimento disso e põe-os fora.

Pinto da Costa concebeu um admirável sistema de prospecção, adquirindo excelentes jogadores muito baratos, dando-os a conhecer ao resto da Europa através da constante presença do FC Porto numa das competições europeias - que já conseguiu vencer apesar da bilionária competição de clubes como o Barcelona, Real Madrid, Manchester City (sic!) e Chelsea, entre outros - vendendo-os depois a excelentes preços.

Em comparação, o Sporting Clube de Portugal, que nem consegue que a UEFA o chame pelo seu devido nome e é apelidado com o ridículo "Sporting de Lisboa", embora seja uma das melhores escolas de futebol da Europa, produzindo campeões de classe mundial como Luís Figo e Cristiano Ronaldo, é uma fábrica de excelência mas não consegue ombrear com o FC Porto em termos de produtividade, como podemos ver pelo número de títulos ganhos.

Um bom exemplo do sistema de aquisições do FC Porto é Hulk - o poderoso avançado Givanildo Vieira de Sousa, de 24 anos, um portento que o FCPorto descobriu no futebol japonês. Os seus 21 golos na presente época permitiram-lhe reclamar o lugar de melhor marcador do campeonato. Mais uma vez, Pinto da Costa construiu uma equipa vencedora e em André Villas-Boas, o campeão português mais jovem de sempre com 33 anos, parece ter encontrado o novo Mourinho, sob as asas de quem Villas-Boas desenvolveu as suas aptidões enquanto técnico.

E convém recordar onde é que Mourinho começou a sua bem sucedida projecção na história do futebol mundial.


segunda-feira, abril 04, 2011

SLB-1 / FCPORTO-2 , Campeões 2010-2011


Foi um FCPorto personalizado que entrou no relvado do Estádio da Luz, com a firme convicção que era possivel ser Campeão já ali, com os jogadores a saberem exactamente o que fazer em cada momento e a lutarem por isso em cada disputa de bola, com uma pressão bastante alta no terreno, a obrigar o Benfica a errar.

Esta estratégia deu resultado logo no lance do 1ºgolo, pois foi a tal pressão que permitiu ao FCP ganhar a bola perto da area adversária, com Guarin a rematar perto da linha de fundo e Roberto a fazer o resto. Com este golo sofrido, o Benfica reagiu e quase de seguida ganhou um penalty bastante discutivel que o arbitro auxiliar assinalou, num lance onde Otamendi foi ingénuo e o jogador do Benfica aproveitou para se atirar para o chão...

Desse lance surgiu o empate e poderia o FCPorto ter abanado. Puro engano. Sempre com marcações bem cerradas, com os alas a fecharem bem e o meio-campo a não deixar os médios do Benfica trocarem a bola, a equipa da Luz recorria a passes directos da defesa para o ataque e na resposta, numa recuperação de bola, Guarin isolou Falcão, e este foi derrubado claramente por Roberto na área, lance de penalty claro e possivel vermelho, com o arbitro a mostrar apenas amarelo.

Na conversão, Hulk fez o golo que ditou o desfecho do jogo, ele que festejou com o Sapunaru por tudo o que sofreram na época passada, quando lhes foi atribuido um castigo completamente injusto e absurdo que impediu o FCP de lutar com armas iguais pelo titulo do ano passado às mãos de uma liga vermelha.

Até ao intervalo o FCPorto controlou sempre o jogo, apesar de alguns percalços, pois o jogo do Benfica é de muita dinamica, isto apesar de às vezes parecer aleatório, mas os defesas estiveram sempre bem concentrados e Fernando foi muito inteligente a fechar espaços. Os outros 2 médios foram muito trabalhadores a recuperar bolas e a lançar ataques, pois são ambos jogadores de qualidade e que sabem ocupar muito bem os espaços no meio-campo, e os alas Varela e Hulk foram conseguindo transportar a bola para o ataque e desequilibrar no 1x1, ainda que se Varela tivesse estado um pouco melhor, teria partido os rins ao Airton mais vezes.

Na 2ªparte, o Benfica mudou 2 jogadores, mas o FCPorto soube marcar bem e entrar rapidamente no novo modelo do JJ, sustendo assim as investidas encarnadas e até ao lance da expulsão (injusta) do Otamendi, foi o FCP por Falcão que perdeu 2 grandes situações de golo perante Roberto que defendeu bem uma e fechou bem a baliza na outra.

Com menos um jogador em campo, o FCP teve de alterar alguns jogadores e tremeu um pouco, pois teve de mudar o sistema, colocando o Hulk sozinho na frente a ser auxiliado por Bellushi que entrou entretanto. Com isto o FCP teve de juntar as linhas no meio campo e recuar no terreno, permitindo dessa forma ao Benfica acreditar e pressionar mais e por 2 vezes esteve quase a chegar ao empate...

Já depois da entrada de C.Rodriguez e da expulsão de Cardozo foi o FCP a ter 1 grande hipotese de acabar com o jogo com C.Rodriguez a permitir a defesa do GR, e antes do final foi o Benfica que rematou ao poste depois da unica falha individual de um jogador da defesa do FCP.

Quanto aos jogadores, Helton esteve sempre muito seguro e muito sereno, transmitindo segurança a toda a defesa, excelente no lance final a evitar o golo do empate, a defesa esteve muito bem e enquanto Otamendi esteve em campo, quase intransponivel, e Maicon a falhar no lance da bola no poste, com Rolando a estar muito bem, ele que se tem evidenciado pela sua sobriedade em campo.

O Fucile e o A.Pereira estiveram muito bem a fechar as laterais, o que não é fácil contra o Benfica, pois joga com os laterais ofensivos e alas bem abertos.

No meio campo esteve o triangulo da Bermudas, com Fernando, Guarin e Moutinho a pressionarem alto, a fechar as linhas e a sairem bem para o ataque e a criarem real perigo, conseguindo também anular de forma significativa o muito do caudal ofensivo que o Benfica é capaz de criar, principalmente em casa.

Hulk e Varela conseguiram desequilibrar quanto baste os laterais do Benfica e com isso criar lances de perigo, e arrancar amarelos a esses jogadores de forma a quem ficassem condicionados para o resto do jogo.

Falcão, esteve bem no jogo, só faltando mesmo ter marcado o golo da ordem, ele que teve 2 boas hipoteses para isso.

Bellushi e C.Rodriguez entraram numa fase dificil, mas entraram determinados e faltou o golo de C.Rodriguez como cereja no topo do bolo, podiam ter sido 4 ou 5 golos do FCP, em lances no 1 para 1 com Roberto, é um aspecto que é necessário melhorar....para a taça...

Quanto ao arbitro, o Coentrão (por 2ºamarelo) e o Javi (por vermelho directo) até deviam ter acompanhado o Cardoso mais cedo em destino ao balneário, já para não falar que o Otamendi foi expulso por 2 faltas, qual dos 2 amarelos mais injusto?

Quanto ao apagão da luz, as atitudes ficam com quem as pratica e estes dirigentes actuais do Benfica só retiram prestigio ao clube, e a história vai colocá-los no lugar certo e relembrar para sempre esta triste atitude.

O Titulo de Campeão 2010/2011 é inteiramente justo, pois quem consegue chegar á 25ªjornada com 23 Vitórias e apenas 2 empates merece o titulo, por muito que muitos aziados, principalmente jornalistas não gostem. Talvez se fossem menos parciais e soubessem exercer o cargo à luz do seu código deontológico, conseguissem respeitar todos os clubes e seus adeptos por igual.

O FCPORTO está de parabéns por este titulo, o 2º da Época, mas é bom lembrar que existem ainda mais 2 titulos por conquistar ainda durante esta época, com reais hipoteses de serem alcançados.

Força POOOORTOOOOOO...

FC Porto - CAMPEÃO NACIONAL 2010/2011

Podem vir charters de melões para os lados da Luz. Hoje a arrogância calou-se envergonhada e desligou a luz para poder sair de campo a coberto da escuridão.

O novo campeão nacional fez no estádio do seu principal rival aquilo que fez ao longo do campeonato: mostrou classe e personalidade e provou a quem não estiver cego pelas palas da desonestidade intelectual e da clubite aguda (que projectam nos outros) que, em definitivo, o FC Porto é a melhor equipa portuguesa e merece sem sombra de dúvida este título.


O FC Porto luta agora contra a História, assegurado que está o grande objectivo da época. Há ainda muitas batalhas a travar e a próxima é já na Quinta-feira mas, por agora, e porque é tempo disso, siga a festa!


Campeões allez, Campeões allez, Campeões allez!

terça-feira, março 15, 2011

U. Leiria 0 x 2 FC Porto - Portas do título foram abertas à bomba!

Se após a passadeira vermelha que na última jornada desde Braga se estendeu, ficou no ar a cada vez maior proximidade da tão ansiada recuperação do título nacional, esta jornada dissipou todas as dúvidas. Num terreno algo difícil e contra uma equipa que se fechou no seu meio campo, procurando, antes de tudo, lutar pelo empate, foi necessária mais uma bomba de Fredy Guarín para abrir caminho para mais uma vitória e escancarar as portas do título. Faltam duas vitórias!

Depois da desistência anunciada do título por parte do Benfica, que, apesar de tanta conversa de "acreditar enquanto for matematicamente possível" apresentou a tal 2ª linha que se diz ser melhor que a do FC Porto, diante do Portimonense e conseguiu o empate com muita fortuna e um golo em falta à mistura, os dragões tinham ontem tudo para fechar de vez a discussão do título.

Pedro Caixinha optou desta vez foi menos ambicioso do que em ocasiões anteriores, afinal o Leiria já não tem os argumentos ofensivos que tinha na 1ª volta, e fechou a sua equipa no meio campo defensivo, procurando dificultar ao máximo a tarefa do FC Porto e apontando ao empate.

O que é certo é que o Leiria, salvo uma ou outra excepção na 2ª parte, foi inócuo no ataque mas o FC Porto, embora não tivesse espaços, foi também muito lento na primeira parte, ajudando com isso a tarefa defensiva do Leiria. Ainda assim, o FC Porto conseguiu por várias vezes incomodar Gottardi que foi defendendo tudo o que ia à baliza.

Foi também neste período que Cosme Machado também fez questão de brilhar, em 2 lances de falta sobre Belluschi na área leiriense, não assinalando as grandes penalidades como se impunha. Terá sido provavelmente para evitar mais polémica que deu por terminada a 1ª parte ainda antes dos 45 minutos.

Na segunda parte, Villas-Boas voltou a fazer sentir o seu dedo. O FC Porto surgiu mais afoito no ataque e a criar mais espaços mas seria a entrada de James por troca com Varela a fazer pender em definitivo o domínio total do jogo pelo FC Porto.

O colombiano dinamizou (mais uma vez) o ataque azul e branco da melhor forma, tanto pelas suas acções individuais, como pelos passes a rasgar a defesa do Leiria. Um verdadeiro craque! Seja como for, qual verdadeiro jogador-talismã, 3 minutos depois do jovem colombiano ter entrado, seria outro colombiano a brilhar com mais um grande remate.

Guarín mostrou o porquê da sua importância e, como já tinha acontecido diante do CSKA, foi ele a desbloquear o resultado, fazendo uso da sua invulgar capacidade de remate.


Percebeu-se logo que o Leiria pouco ou nada teria ainda a dizer neste jogo mas, curiosamente, foi logo após o golo do Porto que os da cidade do Lis tiveram a sua melhor oportunidade. Maicon ficou muito mal na fotografia, mostrando a sua persistente inconstância exibicional, alternando entre o muito bom e o muito mau, com falhas comprometedoras que acabam por sujar tudo o que de bom faz. A forma como o avançado leiriense brincou com Maicon neste lance é extremamente redutora para o brasileiro.

Finalmente, quando já todos esperavam o final do jogo (mais) um raide de Hulk resultou, finalmente, num penalty a favor do Porto que o próprio brasileiro converteu no 2-0 final. Ao longo do jogo e embora não tenha sido feliz no capítulo do remate, o Incrível foi sempre inconformado e correu quilómetros.


A nota de destaque deste jogo vai para... Fernando Belluschi, sem dúvida o homem do jogo! Grande jogatana do argentino ao qual faltou o golo para ser a cereja no topo do bolo. Rematou, jogou, fez jogar, sofreu 2 faltas para penalty e teve passes soberbos, um deles para Falcao que só não deu golo porque Gottardi, mais uma vez, saiu bem da baliza e tapou o ângulo ao colombiano.

Todas as baterias apontam agora para o jogo de Quinta-feira, diante do CSKA que poderá carimbar, como todos desejamos, a passagem aos quartos de final da Liga Europa, prova onde todas as casas de aposta dão o FC Porto como favorito à vitória final, à frente do Liverpool, Villareal e Dínamo de Kiev.

Quanto ao título... faltam duas vitórias e uma delas poderá - porque não?- acontecer daqui a duas jornadas na Luz, onde a equipa local fará do quebrar da invencibilidade do FC Porto na prova o seu campeonato.

Fotos: UEFA

segunda-feira, março 07, 2011

FCPorto 2 x 0 V. Guimarães - Dragão em Sábado Gordo

O FC Porto recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 2-0, dando (mais) um passo decisivo rumo ao título. Sem Hulk e com um Belluschi a ser uma sombra de si próprio, os dragões tiveram muitas dificuldades em furar a muralha minhota montada por Manuel Machado. Villas-Boas voltou a ser certeiro nas substituições e, com uma grande segunda parte, os dragões asseguraram mais 3 pontos e ficaram mais perto do tão ansiado título.


Ao contrário do que fizera, por exemplo no Estádio da Luz, o Vitória apresentou-se no Dragão com uma postura extremamente defensiva, preocupada sobretudo em fechar os caminhos da baliza e não em procurar discutir o resultado. Apesar de tudo, foi precisamente o Guimarães que criou a primeira ocasião de perigo do jogo, logo nos primeiros segundos, ocasião que Helton resolveu com uma defesa de recurso e que seria também a única ocasião dos minhotos.

Quem também cedo mostrou serviço foi Jorge Ribeiro que fez questão de demonstrar às pernas de João Moutinho a qualidade dos seus pitons, imitando aquilo que o seu irmão Maniche havia feito no empate do FCPorto em Alvalade. Tal como o irmão livrou-se da expulsão mas este não se livrou do amarelo.

Sem poder contar com Hulk e com Belluschi muito desconcentrado no capítulo do passe, o FC Porto encontrou muitas dificuldades para resolver os problemas criados pela equipa de Manuel Machado. Varela, Falcao e James bem procuraram a sua sorte mas, fosse por falta de pontaria, fosse por um punhado de boas defesas de Nilson, o golo não apareceu.

Na segunda parte Villas-Boas não esperou muito para alterar o figurino da equipa. Logo aos 55', fez finalmente sair Belluschi, vendo que não havia maneira do argentino pegar no jogo, fazendo entrar Guarín. Esta alteração foi fundamental para o FC Porto ganhar ascendente no meio-campo, fruto da pujança física e da técnica do colombiano. Pouco depois, seria a vez de Cristian Rodriguez entrar por troca com Varela, que tarda em encontrar o caminho das suas melhores exibições embora tenha sido muito esforçado neste jogo.

Pouco depois da entrada do uruguaio, com James a ficar mais solto na frente, o FC Porto conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva vitoriana, graças a um grande passe do jovem colombiano que deixou Falcao, que fugiu bem à marcação de N'Diaye, na cara de Nilson. Desta vez, o matador não perdoou e inaugurou mesmo o marcador, finalizando uma jogada que acabou por ser simples, passando por 4 jogadores: Helton, Rolando, James e Falcao.

Finalmente Machado meteu um ponta-de-lança, Edgar, jogador que passou sem sucesso pelo FC Porto por empréstimo, mas o figurino do jogo não se alterou.

O marcador só voltaria a mexer já em tempo de descontos para o 2-0 final, da autoria de Cristian Rodriguez a finalizar um grande contra-ataque, mas os dragões ficaram a dever a si próprios não terem conseguido um resultado mais volumoso, dadas as oportunidades desperdiçadas.

Uma palavra especial para o "Cebola" que, finalmente, conseguiu o golo que tanto procurava e que pode ser um grande tónico para motivar o jogador para as batalhas que faltam até ao final do ano. Desde que foi assolado por lesões sistemáticas, desapareceu aquele explosivo jogador que caiu no goto dos adeptos na época da estreia. Felizmente pode ser, ainda esta época, um grande reforço!

Uma última nota para Jorge Sousa. Neste jogo deixou-se iludir por simulações de Renan, ficando por aplicar a respectiva sanção disciplinar e expulsou bem N'Diaye. No entanto, o lance mais grave aconteceu logo no início do jogo quando castigou Jorge Ribeiro apenas com o amarelo na entrada que o jogador (?) fez às pernas de Moutinho. Curiosamente, como já referi, foi um lance em tudo semelhante ao do seu irmão, Maniche, no jogo contra o Sporting em Alvalade, que redundou num empate com o golo do Sporting a ser marcado em lance precedido de fora-de-jogo, mais o tal lance da não expulsão de Maniche e ainda uma expulsão muito duvidosa de Maicon. Adivinhem quem era o árbitro... Pois sim! Jorge Sousa.


E no Dragão Caixa, o Eneacampeão mostrou serviço


Quem decidiu assistir ao jogo de hóquei entre o FC Porto e o Benfica antes do jogo de futebol contra o Guimarães, ficou decerto satisfeito naquilo que foi um autêntico Sábado Gordo.

Com o Benfica na liderança do campeonato, os Dragões sabiam que só a vitória servia e, de início ao fim, não facilitaram, acabando por repetir o resultado do jogo na Luz na primeira volta, vencendo por 7 x 5 num Dragão Caixa completamente cheio.

Para lá da vitória, o FC Porto igualou o Benfica no topo da classificação com 55 pontos, isto quando faltam 9 jornadas para o fim.

O Decacampeonato é nesta altura muito mais que uma miragem!


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Jorge "Balboa" Jesus II - O catedrático ataca de novo

Mais uma vez, o único treinador catedrático do Mundo voltou a mostrar o material de que é feita a sua hombridade, envolvendo-se mais uma vez em confrontos com jogadores e staff adversários no final de um jogo difícil.


Nas imagens televisivas é possível ver Jorge Jesus nervoso (não era o "miúdo" que tinha dificuldade em lidar com a pressão?) a correr para o relvado mal se ouve o apito final e a distribuir empurrões e insultos. O autor da célebre frase "O fair-play é uma treta" já nos habituou a este tipo de comportamentos e desta forma vem cada vez mais dar credibilidade a queixas anteriores de "mimos" dados a adversários na época passada no já célebre túnel da Luz, lugar que se tornou célebre pelas armadilhas aí montadas a jogadores e técnicos das equipas visitantes.

Enquanto ainda aguardamos pelos resultados do processo disciplinar instaurado por ocasião do soco que o "bronco da pastilha elástica" aplicou ao maxilar do jogador nacionalista Luís Alberto a 22 de Janeiro, ou seja, há mais de um mês, o técnico é aqui apanhado em reincindência.


Alto lá! Apanhado mas só se o árbitro assistente, que a partir dos 24 segundos aparece à direita, tiver tido a coragem de registar aquilo que viu porque o árbitro Vasco Santos, que está tão junto a Jesus que deve ter levado com os perdigotos que emanaram da boca temporariamente livre de pastilha elástica, começa por virar a cara para depois virar as costas e afastar-se da confusão. Terá tido medo de ter de anotar alguma coisa no relatório? Tirem as dúvidas:










Ficamos pois à espera do relatório do árbitro. Por este andar, se a equipa de arbitragem tiver por milagre visto algum dos "mimos" do catedrático e conhecendo-se como a justiça desportiva funciona quando não se trata do FC Porto, Jorge Jesus arrisca-se a passar 2 ou 3 jogos na bancada em Junho.

Só para lembrar os mais esquecidos, faz agora cerca de um ano que Hulk continuava, desde Dezembro a cumprir os 15 jogos de castigo a mais que o Garzón português lhe tinha aplicado com pompa e circunstância e com direito a transmissão televisiva e tudo.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Villas Boas "O melhor é o FC Porto!"

No rescaldo do jogo de Braga, Villas-Boas partiu a loiça toda e não poupou todos aqueles que têm feito uma campanha anti-FCP, quer referindo-se à comunicação social, quer referindo-se ao bronco da pastilha elástica. Pena é que tenha de ser o treinador sozinho a assumir uma posição de defesa do FC Porto, contra todos os papagaios da Luz e contra a comunicação social que, passe a expressão, baixa as calças cada vez que eles, os papagaios, falam, inchados que ficam com pouca coisa ou nenhuma.

Toda a gente esperava a escorregadela do FC Porto. Ninguém confiava no FC Porto nesta jornada. Atiraram-se à ganância para ver o FC Porto escorregar e se calhar custou-lhes muito ver o que se passou aqui hoje


O Benfica cresceu para uma forte mensagem (após o triunfo 2-0 na Taça de Portugal) pensando que aquele jogo decidia o resto da época. Agora vão-se frustrando, apesar de continuarem crescidos em termos de mensagem


As suas últimas palavras sobre esse tema são baseadas num jogo, da Taça de Portugal, onde o FC Porto foi, apesar de ter perdido bem, dominador durante o encontro. O FC Porto é mais forte, porque é o melhor ataque, a melhor defesa, está imbatível na Europa e não precisa de abrir conferências de imprensa para mascarar agressões, nem de contrarar jogadores adversários em dia de confrontos diretos. Triunfamos a todos os níveis, embora não tenhamos o mesmo peso da marca Benfica

Não me recordo de ver os jogadores do Benfica tão crescidos quando foram salvos da Liga dos Campeõees para a Liga Europa

E faltam, se o Benfica vencer o campeonato da 2ª circular, 8 vitórias e 1 empate para o título!


domingo, fevereiro 13, 2011

SC Braga 0 x 2 FC Porto

Antes deste jogo, tinha sido montado um cenário tal que parecia que não só o FC Porto iria perder pontos em Braga como a concorrência da 2ª circular iria, com uma só vitória, recuperar os 11 pontos de desvantagem em relação ao primeiro lugar. A resposta do FC Porto, -ainda desfalcado de jogadores fundamentais-, foi categórica. O Braga não teve hipótese e os dragões conquistaram uma vitória importantíssima rumo ao título com Otamendi a assumir o papel de estrela principal.



Após a pálida exibição diante do Rio Ave (a pior das exibições menos conseguidas que vinham acontecendo), o FC Porto enfrentou aquela que terá sido a 2ª saída mais difícil da 2ª volta, ao jogar contra o Sporting de Braga.

Villas-Boas, apesar de ainda não poder contar com Álvaro Pereira e Falcao, já contou com Belluschi. Também optou por trocar Sereno por Fucile e, apesar de um primeiro "arrepio" que o uruguaio provocou ao levar um amarelo escusado (vieram à memória algumas "fuciladas" recentes), a alteração acabou por ser benéfica para a equipa, ajudando a alargar mais o jogo e, com isso, melhorando a circulação de bola e a profundidade do jogo do FC Porto.

Apesar de não ter sido um jogo bem jogado, ainda menos se comparado com o FC Porto x SC Braga que continua a ser provavelmente o melhor jogo deste campeonato, gostei de ver a exibição portista. Se nos primeiros minutos o Braga ainda teve algum ascendente, a partir daí os jogadores azuis e brancos foram de um tremendo brio. Nem sempre jogaram bem, como já referi, mas lutaram com tremenda alma pela bola e foram generosos na entrega ao jogo. Com mais posse de bola, o FC Porto retirou a iniciativa ao Braga e tomou conta do jogo e a partir daí, metade do trabalho ficava feito.

Hulk, como se sabe, perde preponderância quando joga no centro mas hoje, apesar de nem sempre as coisas lhe terem corrido bem, foi inconformado e... teve também algum azar. Ainda assim, foi da autoria de Hulk a primeira grande oportunidade de golo do jogo, com um tremendo remate à barra da baliza do guarda-redes bracarense para depois Belluschi, com um remate à entrada da área, proporcionar uma grande defesa a Artur. Quem não falhou foi Otamendi, já em cima do intervalo, quando, num ressalto na área bracarense, colocou a bola com classe sem hipóteses para Artur. Este golo providencial, foi importantíssimo no desenrolar do jogo e veio dar alguma justiça ao resultado, premiando o ascendente azul e branco.

Se a primeira parte foi de ascendente portista, a segunda parte trouxe um FC Porto extremamente personalizado e dominador, a conseguir dominar o meio-campo e a mostrar-se perigoso logo desde os primeiros minutos. Ainda assim, foi preciso esperar até perto dos 70 minutos para assistir ao 2º golo do FC Porto, novamente por Otamendi, a aproveitar o ressalto de um livre de Hulk. O brasileiro até poderia já na parte final ter ampliado o resultado por duas vezes mas a insistência no pé esquerdo e duas boas saídas de Artur, impediram os golos portistas.

Defensivamente o FCPorto também esteve hoje sólido. Basta salientar Helton só teve trabalho "a sério" aos 75 minutos, no primeiro remate à baliza do SC Braga.

Quanto à arbitragem, Duarte Gomes foi demasiado permissivo, permitindo várias entradas duras dos jogadores do Braga sem a devida sanção disciplinar. Por outro lado, ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto por braço de Alan na bola e um amarelo por mostrar a Mossoró por simulação. Aliás, a atitude deste brasileiro num lance em que fez falta sobre Moutinho foi inqualificável.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

FCPorto 3 x 1 Naval - Então e a pressão?

Depois do jogo menos conseguido a meio da semana contra o Pinhalnovense para a Taça de Portugal, que logo gerou outra onda de histeria por uma possível quebra do Dragão, o FCPorto respondeu bem frente ao último classificado. Com Falcao de regresso, o FCPorto foi sempre mais forte que a Naval e o resultado apenas peca por escasso. Ainda não foi desta que vimos a tal pressão que a comunicação social anda a vender há largas semanas.

A pressão e os assobios

Torna-se penoso ler jornais por estes dias. Segundo a comunicação social, o FCPorto está em estado crítico, à beira da ruptura. Desde os dirigentes, ao staff técnico, desde os jogadores aos adeptos, todos têm tido graves perturbações de sono devido à intensa pressão a quem sido sujeito pelo Benfica.

Entretanto, de forma incompreensível, o FCPorto continua a ganhar, jogo após jogo, ora vestindo o fato-macaco, ora, preguiçoso, cumprindo serviços mínimos, ora deslumbrando e dando verdadeiros recitais. Será que o Dragão não sabe colocar-se no seu devido lugar? Que impertinência é esta?

Hoje não houve propriamente Ópera, mas houve um jogo agradável, nem sempre bem jogado, mas sempre sem assobios e ainda bem. Há que ter sempre em conta que um campeonato ganho pelo FCPorto é sempre mais difícil do que para os lados da Luz. Aqui não há comunicação social, não há lobbies e nem sequer há vontade manifesta do Primeiro-Ministro a empurrar nesse sentido. São portanto dispensáveis os assobios e indispensável o apoio.

O jogo

A grande novidade do jogo de hoje foi o regresso de Falcao. E como muda o figurino do ataque com o colombiano, muito mais agressivo e dinâmico, criando desequilíbrios e espaços que desestabilizam qualquer defesa.

Desde o início se viu que o FCPorto tinha a preocupação de jogar rápido e ao primeiro toque, embora nem sempre da melhor forma. Alguns jogadores complicavam e outros pareciam desconcentrados (Varela, Fucile,...).

Depois de Falcao e Hulk terem tido várias oportunidades, o FCPorto conseguiu finalmente chegar ao golo num lance de pura matreirice, na sequência de um lançamento lateral onde, ironicamente, Varela e Fucile foram determinantes. O uruguaio repôs rapidamente a bola em jogo para Varela que estava vários metros adiantado em relação aos defesas, trabalhou muito bem sobre o adversário que lhe saiu ao caminho, e assistiu Falcao que só teve de encostar.

Se a perspectiva do intervalo com o resultado em 0-0 poderia criar na Naval a ilusão de intranquilizar o FCPorto, essa estratégia ruía por completo com este golo.

Aparte: No café onde eu estava a assistir, notava-se já um certo regozijo entre alguns adeptos anti-Porto que por ali se encontravam. Quando o FCPorto chegou ao golo, de imediato as vozes se levantaram reclamando pelo descarado "fora-de-jogo" em que Varela se encontrava. Como a indignação persistia, interpelei-os e perguntei se as regras haviam mudado e se agora nos lançamentos laterais também havia lugar para marcação de foras-de-jogo. Seguiram-se expressões confusas e um tímido "Ah?... Foi lançamento?... Não tinha visto...".

Se o primeiro golo era uma severa machadada na táctica da Naval, o segundo golo, - que golo!- que aconteceu logo depois, pôs claramente um ponto final na discussão da partida, até porque até então, apenas por uma vez a Naval havia incomodado Helton com um remate de Marinho ao lado. Espectacular jogada de envolvimento dos atacantes do FCPorto, com Varela, Falcao, Belluschi e Hulk a trocarem a bola ao primeiro toque entre os defesas, com o brasileiro a marcar o 15º no campeonato.

Na segunda parte a supremacia manteve-se. Foram necessários apenas 8 minutos para o FCPorto ampliar a vantagem com uma assistência de Helton com uma reposição manual para Hulk no meio campo contrário (!!), beneficiando de uma má abordagem de Orestes ao lance, que se isolou e na cara de Salin fez o 2º no jogo e o 16º no campeonato.

A partir daí o ritmo baixou, sem nada a perder a Naval também ficou um pouco mais atrevida, e embora o FCPorto tenha tido várias oportunidades para dilatar a vantagem mas foi a Naval que chegou ao golo num penalty completamente escusado cometido por Fucile. O uruguaio, que esteve num plano aceitável, continua a ter súbitos acessos de desconcentração que comprometem a equipa. Não é pois de estranhar que Villas-Boas seja relutante no que toca a dar a titularidade ao uruguaio perante a assertividade actual de Sapunaru e a indiscutibilidade de Álvaro Pereira.

Até ao final, houve ainda tempo para Fernando, James e Mariano entrarem em jogo mas o resultado já não seria alterado.

O FCPorto segue invicto na liderança com 44 pontos, fruto de 14 vitórias e 2 empates, com 8 pontos de vantagem sobre o Benfica que protagonizou em Coimbra, não uma ópera, mas uma verdadeira tragicomédia, vencendo com um golo com o braço e em fora-de-jogo. Valerá a pena ficar atento ao longo da semana para ver se Elmano será mais uma vez crucificado nos jornais desportivos como o foi após o FCPorto x Setúbal.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

FCPorto 4 x 1 Marítimo: Pressão? Tomem lá a pressão

De se lhe tirar o chapéu!

Depois da derrota contra o Nacional, o FCPorto segue invicto no Superliga, tendo vingado a derrota da Taça do Hermínio com um expressivo 4-1 ao Marítimo. Apesar da diferença de resultado em relação ao jogo anterior, importa reter que o FCPorto conseguiu precisamente o mesmo registo estatístico em termos de posse de bola, cantos e remates. O que mudou, então? A eficácia e a concentração defensiva que apenas falhou na marcação de uma falta que só Xistra viu. Contudo, na retina ficam o fabuloso golo de Guarín que, à bomba, desbloqueou o marasmo da primeira parte.

Pressão, quebra de rendimento, instabilidade interna, tudo isto se tinha instalado no seio do FCPorto após a derrota com o Nacional, isto a fazer fé no que a comunicação social e o incansável Jorge Jesus, agora transformado numa espécie de substituto do "iluminado" Jorge Gabriel como veículo de comunicação do Benfica para o exterior (a fragilização aumenta a manipulação), quiseram fazer crer. A tudo isto, o FCPorto respondeu de forma categórica, conseguindo uma vitória que não deixou qualquer margem de dúvida, com grandes golos (o de Guarín então...).

Com a primeira parte a ser jogada a um ritmo mais baixo, o FCPorto controlou desde o início as operações. Com Rafa novamente na esquerda e Sapunaru na direita, Villas-Boas optou por colocar Hulk no centro, apoiado por James na esquerda e o regressado Varela na direita. Ora se Hulk tem tendência a perder preponderância quando colocado no centro, o dinamismo dado nas alas pelo colombiano e pelo português ajudaram a manter sempre em respeito a defesa insular.

Foi necessário esperar até aos 37 minutos para assistir ao (primeiro) grande momento do jogo. Guarín encheu-se de fé e disparou a cerca de 37 metros da baliza inaugurando o marcador, deixando toda a gente, inclusive ele próprio, incrédulo. Até ao intervalo o resultado não se alterou, apesar de Moutinho (mais uma vez com uma exibição de grande classe!) ainda ter atirado ao poste.

Na segunda parte, o cariz do jogo foi outro. Embora mantendo o domínio, o FCPorto foi mais incisivo e mais rápido nas suas acções. James e Varela mantinham a sua dinâmica ofensiva e seria mesmo James a assistir Hulk para (mais) um grande golo, de fora da área, com a bola extremamente colocada.

Se todos pensaram que o jogo estaria decidido, Xistra tratou de dar mais emoção à partida. Num jogo onde até se estava a portar bem, o árbitro conseguiu ver uma falta contra o FCPorto num lance em que Sapunaru é pisado pelo adversário. Dessa falta resultou um cartão amarelo (!!!) e a lesão do romeno que acabou por ter de ser substituído. Ainda dessa falta resultou o golo do Marítimo numa desatenção do centro da defesa do FCPorto.

Com a lesão de Sapunaru, entrou Maicon e Otamendi derivou para a direita da defesa portista onde, mais uma vez, mostrou classe. Quanto mais vejo o argentino jogar mais aprecio o seu estilo de jogo. A seguir a Moutinho, Otamendi é a grande contratação do FCPorto.

5 minutos após o golo, Guarín ampliou mais uma vez a vantagem, tirando um defesa do caminho com uma finta de corpo e atirando colocado sem hipóteses para o guarda-redes adversário. Com confiança, Guarín é realmente outro jogador, e apesar de não ter a eficácia defensiva de Fernando, a equipa ganha mais agressividade e verticalidade. Quem se lembra agora do drama que era para Guarín jogar na posição de médio mais recuado quando chegou ao Dragão?

Até ao final, houve ainda tempo para o miúdo James marcar o golo que tanto procurou, após uma grande arrancada de Hulk que, numa atitude que não se vê muitas vezes, assistiu o colombiano para uma finalização fácil e para o resultado final de 4-1.

Saldo da 1ª volta

O FCPorto termina assim a primeira volta sem derrotas e com apenas 2 empates, obtendo 41 pontos em 45 possíveis, sendo que um dos empates foi o cedido em Alvalade, nas circunstâncias que se conhecem mas que os adeptos da "cassete" do choradinho não gostam de lembrar quando repetem, a quem os quiser ouvir, que o FCPorto está onde está graças às arbitragens.

Em termos de golos, o FCPorto tem, em simultâneo, o melhor ataque e a melhor defesa da Superliga com 36 golos marcados (mais 6 que o 2º classificado) e 6 golos sofridos, menos 7 que a segunda melhor defesa que pertence ao Olhanense.

Na época passada, no final da primeira volta, o FCPorto, com 31 golos marcados e 13 golos sofridos, era 3º classificado com 32 pontos, atrás de Benfica e Sp Braga, ambos com 36 pontos.

Assim, o FCPorto consegue, em relação à época anterior no final da primeira volta:

+ 9 pontos, + 5 golos marcados, - 7 golos sofridos.


Nesta altura, recorde-se, Hulk já havia sido suspenso na sequência dos tristemente célebres incidentes do túnel da Luz (onde até a águia Vitória se perdeu).


domingo, novembro 28, 2010

Critérios...

Já por mais de uma vez aqui referi esta irresistível tendência dos tablóides da nossa praça e hoje tivemos outro exemplo disso mesmo.

Quem hoje tiver passado os olhos pelas bancas dos jornais, exceptuando o Jogo mas esse vai ser taxado de tendencioso, ficou com a ideia de que o jogo de ontem foi uma grande exibição do Sporting e que o FCPorto teve sorte em sair de Alvalade com um ponto. Ponto final.

Os 3 erros gritantes de arbitragem que tiveram -e de que maneira!- influência no resultado não foram sequer mencionados. Porquê? Porque não interessa ao jornalismo rigoroso e coerente da nossa praça.

Vejam as diferenças entre um jogo em que o árbitro errou para os 2 lados assinalando um penalty que não era e deixando por marcar outro flagrante quando ainda estava 0-0:



E hoje, sobre um jogo em que foi validado um golo irregular contra uma equipa da qual foi expulso indevidamente um jogador e onde, ainda por cima, passou em claro uma agressão monumental, todos os lances em prejuízo do mesmo lado:
Lamentável.