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terça-feira, março 08, 2011
Ensaio sobre a cegueira benfiquista
Desde anteontem, um surto de cegueira tem vindo a afectar cada vez mais o universo benfiquista. As primeiras informações indicam uma relação directa entre uma prévia crise aguda de amargura e desilusão, associado a uma base prévia de clubite aguda, e a cegueira posterior.Esta cegueira é ainda alimentada pela propaganda transmitida pelo pasquim oficial da Instituição, o pasquim A Bola, que no dia de ontem saiu às bancas com uma 1ª página simplesmente inacreditável, estabelecendo o padrão da mais pura desonestidade intelectual.
Torna-se assim fácil para Luís Filipe Vieira e os seus asseclas implementarem com sucesso uma táctica que passa simplesmente por repetir tantas e tantas vezes a mesma coisa que ela acaba por se tornar verdade, pelo menos para os seus adeptos, que com a clarividência toldada pela frustração, engolem tudo o que lhes põem à frente sem pensar e ainda se inclinam de forma reverente.
Dizer que Javi Garcia nada fez para ser expulso é, e volto a referi-lo, a mais pura desonestidade intelectual e uma afirmação cobarde. Nas imagens vê-se claramente o espanhol a dar uma palmada no peito de Alan sem necessidade nenhuma, naquilo que em todo o lado constitui uma agressão. Em todo o lado menos, claro, na cabeça dos benfiquistas. Pode-se discutir depois se era falta contra o Benfica ou a favor mas... onde andam agora aqueles benfiquistas que, em situações de faltas que não eram a favor do Benfica e que resultaram em golo, vieram céleres justificar-se com "a falta é um lance, o que se seguiu é um lance completamente diferente"? Veja-se o exemplo do lance do golo com que derrotaram o FC Porto na Luz no ano passado...
Curioso é que não se tenha ainda ouvido Javi Garcia acerca deste lance mas apenas Jesus, Vieira e outros que tal, sendo que Jesus refere que não houve "agressão voluntária" (sic). Ou seja, houve agressão mas não foi voluntária. Isto é um excelente argumento de defesa para qualquer jagunço que aplique um soco em alguém. Pode sempre dizer que foi sem querer. É óbvio que depois Alan tira partido da situação, tal como Carlos Martins tirou quando foi atingido de raspão por um objecto atirado das bancadas mas que felizmente não resultou em nada de grave pois, instantes após ter rebolado sobre o chão como um peixe recém-pescado, já estava de pé como se nada se tivesse passado.
Por outro lado, ao longo de toda a confusão que se seguiu até ao cartão vermelho, viu-se muita coisa mas não se viu, em momento algum, Javi Garcia a protestar contra a expulsão. Apenas manteve um semblante de resignação mesmo quando o árbitro ainda não lhe tinha exibido o cartão vermelho.
Verdade seja dita, Javi Garcia já deveria ter sido expulso no jogo anterior quando, de forma suja e cobarde, atingiu Helder Postiga que estava caído no chão. Mas, esse é o tipo de lances dos quais não se fala nem se deve falar... até que fique a ideia de que nunca existiram. Porquê? Porque o Benfica tem obrigatoriamente que ser roubado e nunca beneficiado. E quem diz esse, diz a cotovelada de Coentrão num jogador do Marítimo no jogo que a Instituição ganhou in-extremis, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos, ou por exemplo a primeira entrada de Maxi Pereira no jogo contra o Guimarães, onde atinge deliberadamente com a mão a cara de um adversário caído no chão. Não se lembram deste lance nem viram nada escrito acerca dele em lado nenhum? Pois... lá está!
Hoje, faz-se eco no veículo de propaganda oficial -a Bola pois claro!- da indignação do Benfica relativamente a várias situações no jogo de Braga nomeadamente em relação ao comportamento do speaker, a alegados empurrões que terão sofrido junto aos balneários e ainda os objectos atirados para o campo. Curiosas queixas vindas de quem tem um estádio no interior do qual acontecem agressões e empurrões por "jagunços", como diz o Vieira, onde o clube é multado por uso indevido do sistema de som durante o jogo, como aconteceu no último jogo contra o Marítimo, e onde há adeptos que invadem o terreno do jogo para ir dar "mimos" aos árbitros assistentes.
Foram os árbitros que provocaram os frangos do Roberto ou a demora na adaptação de Sálvio e Gaitán, dois jogadores fundamentais no Benfica? Já agora, foram os árbitros que levaram à utilização intensiva destes jogadores sem rotação, de tal forma que, chegaram a esta altura da época presos por arames e a contas com lesões de esforço, isto após uma série de jogos que o Benfica só conseguiu vencer in-extremis?
Já agora, quando é dado a conhecer o castigo a Jorge Jesus pela agressão (voluntária ou involuntária?) a Luis Alberto do Nacional? Será em Junho?
O Benfica foi roubado e o Porto beneficiado?
Curiosamente, sempre que o Roberto dá frangos, os árbitros roubam o Benfica. Deve ser para agravar o cenário já por si bastante negro, naquilo que é um exercício do mais puro e impiedoso sadismo.
A lavagem cerebral da massa adepta benfiquista foi de tal ordem que já ninguém se consegue lembrar do ambiente de cortar à faca que se viveu na Luz nas primeiras jornadas do campeonato, quando se suplicava já a dispensa de Roberto e se questionava como tinha sido possível dispensar Quim e pagar 8M€ por um frangueiro daquele calibre, quando já se discutia a continuidade de Jesus, as fracas exibições de jogadores fundamentais como Cardozo e David Luiz assim como o fraco nível de jogo exibido pelo Benfica, a anos-luz do que tinha acontecido na época anterior.
Depois, quis-se passar a ideia de que o FC Porto tinha sido beneficiado, mas sempre evitando referir o jogo da Supertaça, curiosamente... um jogo onde ficaram por mostrar 3 ou 4 vermelhos a jogadores do Benfica. Mas pronto, ninguém fala nisso. Não convém.
Referem pois o jogo contra o Naval na 1º jornada, alegando que não há penalty e as imagens provam-no sem sombra de dúvida. Serão os mesmos especialistas de análise que não conseguem ver a agressão de Javi a Alan? O que omitem foram as entradas brutais de jogadores da Naval que, pelo meio, conseguiram mandar Guarín para o estaleiro durante algumas semanas após uma entrada assassina ao tornozelo do colombiano. Já agora, também não convém referir um penalty que ficou por marcar anteriormente a favor do Porto, isto porque o Porto não pode ser prejudicado mas apenas beneficiado.
Ainda se fala no Rio Ave x FC Porto, reclamando penalty não assinalado por falta de Álvaro Pereira sobre Tarantini. Efectivamente houve falta e era penalty. O que não se refere em lado algum é que o lance do Rio Ave começa com um fora-de-jogo claríssimo não assinalado que resulta num ressalto que acaba por ser aproveitado pelo Tarantini. "Ah e tal, era outro lance...". Pois sim.
Depois, outro dos cavalos de batalha da nação benfiquista é o Guimarães x FC Porto, jogo onde se reclama a não marcação de um penalty contra o FC Porto por falta de Fucile sobre Edgar. Se o critério for aquele que foi seguido no recente Benfica x Sporting, segundo o qual, quando dois jogadores se agarram em simultâneo, se deve marcar falta da forma que mais interessar ao Benfica, então sim, ficou penalty por assinalar. Não se fala contudo da expulsão mais tarde perdoada a Edgar num jogo onde o FC Porto acabou reduzido a 10 por expulsão de Fucile, isto num estádio onde o FC Porto já se habituou a ser prejudicado.
O mais caricato é que mesmo no jogo que fica na história deste campeonato, o jogo dos 5-0 ao Benfica, o FC Porto foi prejudicado quando o árbitro não assinalou um penalty contra o Benfica por mão ostensiva de Sálvio e depois pela não expulsão de Maxi Pereira (jogador que só vê metade dos amarelos que devia) quando, já com um cartão amarelo, pontapeou de forma descarada uma bola para a bancada quando já havia sido assinalada reposição a favor do Porto.
segunda-feira, março 07, 2011
NOJEIRA
Decididamente, o diário "A BOLA" mete-me NOJO não só por esta capa que constitui um verdadeiro atentado à inteligência mas por toda a campanha vil e rasteira que tem feito ao longo desta época, tornando-se mensageira privilegiada do Benfica.Dizer que Javi Garcia não acertou deliberamente uma palmada em Alan é revelador de uma descomunal desonestidade intelectual e o assumir (se ainda fosse preciso mais) de que aquilo que se pratica pela redacção deste periódico é tudo menos jornalismo.
Ninguém disse contudo que o espanhol foi expulso com um jogo de atraso depois do pontapé na cabeça de Helder Postiga, que estava caído no chão, no recente jogo para as meias-finais da BWin. Sendo expulso, não poderia ter marcado o golo da vitória do Benfica. Duplo benefício, portanto. Mas quando é que a Bola alguma vez admitirá os casos em que o Benfica é beneficiado?
Arrisco dizer que será quando as galinhas tiverem dentes e os testículos do director d'A Bola deixarem de estar nos bolsos de Luís Filipe Vieira e restantes Ayatollahs, líderes espirituais da nação vermelha.
FCPorto 2 x 0 V. Guimarães - Dragão em Sábado Gordo
O FC Porto recebeu e venceu o Vitória de Guimarães por 2-0, dando (mais) um passo decisivo rumo ao título. Sem Hulk e com um Belluschi a ser uma sombra de si próprio, os dragões tiveram muitas dificuldades em furar a muralha minhota montada por Manuel Machado. Villas-Boas voltou a ser certeiro nas substituições e, com uma grande segunda parte, os dragões asseguraram mais 3 pontos e ficaram mais perto do tão ansiado título.
Ao contrário do que fizera, por exemplo no Estádio da Luz, o Vitória apresentou-se no Dragão com uma postura extremamente defensiva, preocupada sobretudo em fechar os caminhos da baliza e não em procurar discutir o resultado. Apesar de tudo, foi precisamente o Guimarães que criou a primeira ocasião de perigo do jogo, logo nos primeiros segundos, ocasião que Helton resolveu com uma defesa de recurso e que seria também a única ocasião dos minhotos.
Quem também cedo mostrou serviço foi Jorge Ribeiro que fez questão de demonstrar às pernas de João Moutinho a qualidade dos seus pitons, imitando aquilo que o seu irmão Maniche havia feito no empate do FCPorto em Alvalade. Tal como o irmão livrou-se da expulsão mas este não se livrou do amarelo.
Sem poder contar com Hulk e com Belluschi muito desconcentrado no capítulo do passe, o FC Porto encontrou muitas dificuldades para resolver os problemas criados pela equipa de Manuel Machado. Varela, Falcao e James bem procuraram a sua sorte mas, fosse por falta de pontaria, fosse por um punhado de boas defesas de Nilson, o golo não apareceu.
Na segunda parte Villas-Boas não esperou muito para alterar o figurino da equipa. Logo aos 55', fez finalmente sair Belluschi, vendo que não havia maneira do argentino pegar no jogo, fazendo entrar Guarín. Esta alteração foi fundamental para o FC Porto ganhar ascendente no meio-campo, fruto da pujança física e da técnica do colombiano. Pouco depois, seria a vez de Cristian Rodriguez entrar por troca com Varela, que tarda em encontrar o caminho das suas melhores exibições embora tenha sido muito esforçado neste jogo.
Pouco depois da entrada do uruguaio, com James a ficar mais solto na frente, o FC Porto conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva vitoriana, graças a um grande passe do jovem colombiano que deixou Falcao, que fugiu bem à marcação de N'Diaye, na cara de Nilson. Desta vez, o matador não perdoou e inaugurou mesmo o marcador, finalizando uma jogada que acabou por ser simples, passando por 4 jogadores: Helton, Rolando, James e Falcao.
Finalmente Machado meteu um ponta-de-lança, Edgar, jogador que passou sem sucesso pelo FC Porto por empréstimo, mas o figurino do jogo não se alterou.
O marcador só voltaria a mexer já em tempo de descontos para o 2-0 final, da autoria de Cristian Rodriguez a finalizar um grande contra-ataque, mas os dragões ficaram a dever a si próprios não terem conseguido um resultado mais volumoso, dadas as oportunidades desperdiçadas.
Uma palavra especial para o "Cebola" que, finalmente, conseguiu o golo que tanto procurava e que pode ser um grande tónico para motivar o jogador para as batalhas que faltam até ao final do ano. Desde que foi assolado por lesões sistemáticas, desapareceu aquele explosivo jogador que caiu no goto dos adeptos na época da estreia. Felizmente pode ser, ainda esta época, um grande reforço!
Uma última nota para Jorge Sousa. Neste jogo deixou-se iludir por simulações de Renan, ficando por aplicar a respectiva sanção disciplinar e expulsou bem N'Diaye. No entanto, o lance mais grave aconteceu logo no início do jogo quando castigou Jorge Ribeiro apenas com o amarelo na entrada que o jogador (?) fez às pernas de Moutinho. Curiosamente, como já referi, foi um lance em tudo semelhante ao do seu irmão, Maniche, no jogo contra o Sporting em Alvalade, que redundou num empate com o golo do Sporting a ser marcado em lance precedido de fora-de-jogo, mais o tal lance da não expulsão de Maniche e ainda uma expulsão muito duvidosa de Maicon. Adivinhem quem era o árbitro... Pois sim! Jorge Sousa.
E no Dragão Caixa, o Eneacampeão mostrou serviço
Quem decidiu assistir ao jogo de hóquei entre o FC Porto e o Benfica antes do jogo de futebol contra o Guimarães, ficou decerto satisfeito naquilo que foi um autêntico Sábado Gordo.
Com o Benfica na liderança do campeonato, os Dragões sabiam que só a vitória servia e, de início ao fim, não facilitaram, acabando por repetir o resultado do jogo na Luz na primeira volta, vencendo por 7 x 5 num Dragão Caixa completamente cheio.
Para lá da vitória, o FC Porto igualou o Benfica no topo da classificação com 55 pontos, isto quando faltam 9 jornadas para o fim.
O Decacampeonato é nesta altura muito mais que uma miragem!
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segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Jorge "Balboa" Jesus II - O catedrático ataca de novo
Mais uma vez, o único treinador catedrático do Mundo voltou a mostrar o material de que é feita a sua hombridade, envolvendo-se mais uma vez em confrontos com jogadores e staff adversários no final de um jogo difícil.Nas imagens televisivas é possível ver Jorge Jesus nervoso (não era o "miúdo" que tinha dificuldade em lidar com a pressão?) a correr para o relvado mal se ouve o apito final e a distribuir empurrões e insultos. O autor da célebre frase "O fair-play é uma treta" já nos habituou a este tipo de comportamentos e desta forma vem cada vez mais dar credibilidade a queixas anteriores de "mimos" dados a adversários na época passada no já célebre túnel da Luz, lugar que se tornou célebre pelas armadilhas aí montadas a jogadores e técnicos das equipas visitantes.
Enquanto ainda aguardamos pelos resultados do processo disciplinar instaurado por ocasião do soco que o "bronco da pastilha elástica" aplicou ao maxilar do jogador nacionalista Luís Alberto a 22 de Janeiro, ou seja, há mais de um mês, o técnico é aqui apanhado em reincindência.
Alto lá! Apanhado mas só se o árbitro assistente, que a partir dos 24 segundos aparece à direita, tiver tido a coragem de registar aquilo que viu porque o árbitro Vasco Santos, que está tão junto a Jesus que deve ter levado com os perdigotos que emanaram da boca temporariamente livre de pastilha elástica, começa por virar a cara para depois virar as costas e afastar-se da confusão. Terá tido medo de ter de anotar alguma coisa no relatório? Tirem as dúvidas:
Ficamos pois à espera do relatório do árbitro. Por este andar, se a equipa de arbitragem tiver por milagre visto algum dos "mimos" do catedrático e conhecendo-se como a justiça desportiva funciona quando não se trata do FC Porto, Jorge Jesus arrisca-se a passar 2 ou 3 jogos na bancada em Junho.
Só para lembrar os mais esquecidos, faz agora cerca de um ano que Hulk continuava, desde Dezembro a cumprir os 15 jogos de castigo a mais que o Garzón português lhe tinha aplicado com pompa e circunstância e com direito a transmissão televisiva e tudo.
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terça-feira, fevereiro 22, 2011
FC Porto x Sevilha: Muita concentração, porque a eliminatória ainda não está ganha
O FCPorto pode amanhã escrever mais uma grande página da sua história se, como todos esperamos, conseguir ultrapassar o Sevilha mas, e Villas-Boas não se tem cansado de o referir, a eliminatória está longe de estar resolvida.É certo que a vitória em Sevilha foi um grande resultado e um passo muito importante mas amanhã é preciso dar sentido a esta vitória e dar o máximo para conseguir o apuramento. Do outro lado não estará uma equipa qualquer nem o tristonho Sevilha que defrontou o Braga, vimo-lo no jogo da semana passada.
Quem tem nomes como Kanouté, Fabiano, Navas, Negredo entre outros, tem legitimidade em aspirar a ganhar seja em que terreno for. Caberá ao FC Porto arregaçar as mangas e confirmar o favoritismo na eliminatória.
Do lado do Porto, poderão estar de regresso Falcao e Álvaro Pereira. Se o uruguaio está completamente recuperado, há ainda algumas dúvidas em relação a Falcao mas, a confirmar-se o regresso do melhor ponta-de-lança a actuar em Portugal, o FC Porto ganha um argumento de peso em relação à discussão da eliminatória.
Que bonito seria também se o Dragão estivesse cheio, apesar da original hora em que o jogo vai ter lugar. Pelos vistos, a PSP alegou que não tinha efectivos suficientes para garantir a segurança em Braga e no Porto, obrigando assim a recalendarizar o jogo do FC Porto que, não podendo coincidir com a Champions, foi antecipado para as 17h.
Curioso é que, sempre que o clube do Sr. Ministro da Administração Interna vem jogar ao Porto, a PSP aparece em peso e em força (há quem diga que até chamam efectivos da GNR que se encontram em Timor para reforçar o contigente e há quem jure até ter visto nessas ocasiões um submarino a patrulhar o Douro).
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A justiça d'A Bola é mais implacável que a da UEFA!
Após os incidentes do último Milan x Totenham, que terminou com a vitória dos últimos graças a um golo do anatómicamente improvável Peter Crouch, Gattuso foi alvo de um processo disciplinar pela UEFA.
Ou isso ou n'A Bola tiraram o mesmo curso de inglês do nosso Primeiro-Ministro e às tantas estão convencidos que four significa cinco.
Ontem, segundo o site oficial do organismo que tutela o futebol Europeu, o italiano foi castigado com uma suspensão de 4 jogos, passíveis de recurso.
Quem não esteve pelos ajustes foi o jornal 'A Bola Vermelha que, achando que 4 jogos era pouco, agravou o castigo do médio de mau feitio em 1 jogo, passando-o a 5 jogos de suspensão.
Ou isso ou n'A Bola tiraram o mesmo curso de inglês do nosso Primeiro-Ministro e às tantas estão convencidos que four significa cinco.
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sábado, fevereiro 19, 2011
FC Porto em 16º nos melhores do Mundo da última década

Após a divulgação do ranking europeu de clubes da última década, a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) divulgou agora o ranking mundial de clubes para o mesmo período.
Assim, numa lista de 1000 clubes liderada pelo Barcelona, o FC Porto encontra-se na 16ª posição.
Curiosamente, se fizermos uma análise de títulos conquistados, o FCPorto consegue um registo superior a todos os clubes que se encontram à sua frente.
A razão para esta classificação decorre da magra cotação das provas portuguesas comparativamente àquelas em que participam os clubes que estão acima do FC Porto.
Não deixam no entanto de ser números impressionantes, inclusive se tivermos em conta que todos os outros clubes portugueses do ranking, conquistaram neste mesmo período 16 troféus domésticos.
Como estará esta classificação no final do ano?
Imagem: O Jogo
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Sevilha 1 x 2 FC Porto - Vitória da raça e do querer!
O FC Porto conseguiu hoje num ambiente muito adverso uma vitória extraordinária que lhe abre as portas do apuramento para a próxima eliminatória. Contra um Sevilha extremamente pressionante e acutilante, sobretudo pelas alas, os jogadores foram solidários e de um brio enorme. Na próxima semana há novo jogo onde se espera um Dragão a rebentar pelas costuras no regresso de Falcao e Álvaro Pereira em pleno!
Em primeiro lugar há que destacar a forma como o FC Porto entrou no jogo. Villas-Boas optou por poupar Álvaro, deixando-o no banco, e Falcao, que foi para a bancada. É óbvio que parecerá fácil dizer agora, à luz do resultado, que foi um excelente acto de gestão mas já antes do jogo era a favor da poupança de ambos, já que tinham recentemente regressado aos treinos e não estariam na melhor forma. Daqui a uma semana a conversa será outra e fariam logo à partida mais falta para virar um resultado adverso do que para um jogo onde poderia arriscar um esforço que levasse a uma recaída.
No entanto, não durou muito a vantagem do FC Porto. 6 ou 7 minutos depois, Kanouté restabeleceu o empate de cabeça, após cruzamento da esquerda. No salto, o maliano apoiou-se no entanto em Otamendi, impedindo o argentino de saltar, motivo mais que suficiente para ser assinalada falta no ataque. Infelizmente, o árbitro, que andou um bocado perdido durante todo o jogo, não viu e o golo contou mesmo. Otamendi viu-se e desejou-se na luta contra Kanouté.
Em primeiro lugar há que destacar a forma como o FC Porto entrou no jogo. Villas-Boas optou por poupar Álvaro, deixando-o no banco, e Falcao, que foi para a bancada. É óbvio que parecerá fácil dizer agora, à luz do resultado, que foi um excelente acto de gestão mas já antes do jogo era a favor da poupança de ambos, já que tinham recentemente regressado aos treinos e não estariam na melhor forma. Daqui a uma semana a conversa será outra e fariam logo à partida mais falta para virar um resultado adverso do que para um jogo onde poderia arriscar um esforço que levasse a uma recaída.Como dizia, destaco a forma como o FCPorto entrou no jogo, fazendo com que os primeiros 5 minutos fossem jogados no enfiamento da área do Sevilha cujos defesas pareciam desorientados. Pensou-se que o FCPorto fosse ali encontrar o mesmo Sevilha que defrontou há uns meses atrás o Braga mas assim não aconteceu. A pouco e pouco, os andaluzes foram entrando no jogo e sacudiram a pressão do FCPorto, fazendo com que a primeira parte fosse algo dividida, com raras oportunidades claras de golo. Neste período o Sevilha ameaçou pelas iniciativas de Fabiano que conseguiu por duas ou três vezes aparecer nas costas da defesa portista, mas com Rolando a mostrar serviço e a safar sempre e muito bem in extremis.
Na segunda parte, a pressão do Sevilha foi sufocante. Ainda mais acutilante pelas alas, os andaluzes deram água pela barba aos defesas portistas. Sapunaru ficou muitas vezes nas covas e do outro lado Fucile teve também dificuldades, sobretudo a partir da entrada de Negredo mas nunca virou a cara à luta e teve intervenções verdadeiramente decisivas.
Na segunda parte, a pressão do Sevilha foi sufocante. Ainda mais acutilante pelas alas, os andaluzes deram água pela barba aos defesas portistas. Sapunaru ficou muitas vezes nas covas e do outro lado Fucile teve também dificuldades, sobretudo a partir da entrada de Negredo mas nunca virou a cara à luta e teve intervenções verdadeiramente decisivas.O meio campo azul e branco andou um bocado à deriva neste período, sendo que parecia que os médios procuravam o melhor posicionamento, deixando sempre zonas vazias onde os sevilhanos se movimentavam. Por outro lado, quando recuperavam a bola, eram logo sujeitos a uma intensa pressão adversária que levava frequentemente à sua perda. Na frente Hulk era um homem arredado do jogo, embora por vezes fosse dar uma ajuda preciosa no aspecto defensivo.
Curiosamente, foi num período de maior assédio do Sevilha, e quando Villas-Boas já tinha Cristian Rodriguez pronto para entrar em campo para ajudar a segurar o ataque do Sevilha no lado esquerdo da defesa azul e branca, que o FCPorto chegou ao golo na marcação de um livre. James Rodriguez cruzou com conta, peso e medida para a "zona de ninguém" entre a defesa e o guarda-redes onde apareceram Otamendi e Rolando completamente isolados, com o português, no limite do fora-de-jogo, a desviar para o fundo da baliza de Palop.
No entanto, não durou muito a vantagem do FC Porto. 6 ou 7 minutos depois, Kanouté restabeleceu o empate de cabeça, após cruzamento da esquerda. No salto, o maliano apoiou-se no entanto em Otamendi, impedindo o argentino de saltar, motivo mais que suficiente para ser assinalada falta no ataque. Infelizmente, o árbitro, que andou um bocado perdido durante todo o jogo, não viu e o golo contou mesmo. Otamendi viu-se e desejou-se na luta contra Kanouté.Aqui o FC Porto tremeu e só por sorte e pela atenção de Helton não sofreu o 2º golo. Na retina fica um falhanço na emenda de Kanouté, quando não tinha ninguém entre ele e a baliza.
Para segurar o jogo entrou Guarín mas ainda assim não foi suficiente para sacudir a intensa pressão sevilhana. O FC Porto só voltaria a dar um ar da sua graça a cerca de 15 minutos do final, num remate de Hulk na marcação de um livre directo, que deixou Palop com as luvas a arder.
Só que acabou por ser o seu próprio frenesim atacante a ser fatal para o Sevilha. Numa saída precipitada dos andaluzes para o ataque a partir da defesa, a bola foi cortada por Belluschi e sobrou para Rodriguez que, com sorte num ressalto acabou por se isolar diante de Palop que ainda assim fechou bem o ângulo. A bola acabou por sobrar para o melhor sítio possível: os pés de Guarín que não perdoou e fechou um excelente resultado para o FC Porto!
Num jogo onde a equipa azul e branca não jogou bem e chegou a ser dominada de forma sufocante, há que realçar a entrega e o brio dos jogadores que nunca viraram a cara à luta e souberam aproveitar as oportunidades que tiveram. Com pragmatismo, o FC Porto trouxe de um dos grandes palcos do futebol europeu, contra um adversário de monta que se encontra, numa época aquém das expectativas, em 8º lugar do campeonato espanhol, um grande resultado que lhe abre as portas da próxima eliminatória onde se perfila o CSKA de Moscovo como mais provável adversário. A confirmar-se o apuramento, será o reencontro com a equipa moscovita, e mais um confronto de Liga dos Campeões em perspectiva.
"Poooorto!!!"
Fotos: UEFA
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
FC Porto, a melhor equipa portuguesa da década segundo a IFFHS
De acordo com a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, o FCPorto é a melhor equipa portuguesa da primeira década do século XXI, cotando-se ao mesmo tempo como a 14º melhor equipa europeia da década.
Em 26º surge o Sporting, enquanto que o Benfica aparece mais abaixo em 44º. A classificação, com a referência à posição dos clubes portugueses constantes na tabela de 643 clubes do ranking da IFFHS, está assim ordenada (clicar para ampliar):
A título de curiosidade, a Liga Portuguesa é tida como a 7ª mais competitiva da Europa, atrás de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Holanda.
A título de previsão fácil, tenho para mim que este ranking da IFFHS não vai desta vez interessar para nada.
Foto: FCPorto.blogspot.com
Villas Boas "O melhor é o FC Porto!"
No rescaldo do jogo de Braga, Villas-Boas partiu a loiça toda e não poupou todos aqueles que têm feito uma campanha anti-FCP, quer referindo-se à comunicação social, quer referindo-se ao bronco da pastilha elástica. Pena é que tenha de ser o treinador sozinho a assumir uma posição de defesa do FC Porto, contra todos os papagaios da Luz e contra a comunicação social que, passe a expressão, baixa as calças cada vez que eles, os papagaios, falam, inchados que ficam com pouca coisa ou nenhuma.Toda a gente esperava a escorregadela do FC Porto. Ninguém confiava no FC Porto nesta jornada. Atiraram-se à ganância para ver o FC Porto escorregar e se calhar custou-lhes muito ver o que se passou aqui hoje
O Benfica cresceu para uma forte mensagem (após o triunfo 2-0 na Taça de Portugal) pensando que aquele jogo decidia o resto da época. Agora vão-se frustrando, apesar de continuarem crescidos em termos de mensagem
As suas últimas palavras sobre esse tema são baseadas num jogo, da Taça de Portugal, onde o FC Porto foi, apesar de ter perdido bem, dominador durante o encontro. O FC Porto é mais forte, porque é o melhor ataque, a melhor defesa, está imbatível na Europa e não precisa de abrir conferências de imprensa para mascarar agressões, nem de contrarar jogadores adversários em dia de confrontos diretos. Triunfamos a todos os níveis, embora não tenhamos o mesmo peso da marca Benfica
Não me recordo de ver os jogadores do Benfica tão crescidos quando foram salvos da Liga dos Campeõees para a Liga Europa
Não me recordo de ver os jogadores do Benfica tão crescidos quando foram salvos da Liga dos Campeõees para a Liga Europa
E faltam, se o Benfica vencer o campeonato da 2ª circular, 8 vitórias e 1 empate para o título!
Foto: Futebol Portugal
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domingo, fevereiro 13, 2011
SC Braga 0 x 2 FC Porto
Antes deste jogo, tinha sido montado um cenário tal que parecia que não só o FC Porto iria perder pontos em Braga como a concorrência da 2ª circular iria, com uma só vitória, recuperar os 11 pontos de desvantagem em relação ao primeiro lugar. A resposta do FC Porto, -ainda desfalcado de jogadores fundamentais-, foi categórica. O Braga não teve hipótese e os dragões conquistaram uma vitória importantíssima rumo ao título com Otamendi a assumir o papel de estrela principal.
Após a pálida exibição diante do Rio Ave (a pior das exibições menos conseguidas que vinham acontecendo), o FC Porto enfrentou aquela que terá sido a 2ª saída mais difícil da 2ª volta, ao jogar contra o Sporting de Braga.
Villas-Boas, apesar de ainda não poder contar com Álvaro Pereira e Falcao, já contou com Belluschi. Também optou por trocar Sereno por Fucile e, apesar de um primeiro "arrepio" que o uruguaio provocou ao levar um amarelo escusado (vieram à memória algumas "fuciladas" recentes), a alteração acabou por ser benéfica para a equipa, ajudando a alargar mais o jogo e, com isso, melhorando a circulação de bola e a profundidade do jogo do FC Porto.
Apesar de não ter sido um jogo bem jogado, ainda menos se comparado com o FC Porto x SC Braga que continua a ser provavelmente o melhor jogo deste campeonato, gostei de ver a exibição portista. Se nos primeiros minutos o Braga ainda teve algum ascendente, a partir daí os jogadores azuis e brancos foram de um tremendo brio. Nem sempre jogaram bem, como já referi, mas lutaram com tremenda alma pela bola e foram generosos na entrega ao jogo. Com mais posse de bola, o FC Porto retirou a iniciativa ao Braga e tomou conta do jogo e a partir daí, metade do trabalho ficava feito.
Hulk, como se sabe, perde preponderância quando joga no centro mas hoje, apesar de nem sempre as coisas lhe terem corrido bem, foi inconformado e... teve também algum azar. Ainda assim, foi da autoria de Hulk a primeira grande oportunidade de golo do jogo, com um tremendo remate à barra da baliza do guarda-redes bracarense para depois Belluschi, com um remate à entrada da área, proporcionar uma grande defesa a Artur. Quem não falhou foi Otamendi, já em cima do intervalo, quando, num ressalto na área bracarense, colocou a bola com classe sem hipóteses para Artur. Este golo providencial, foi importantíssimo no desenrolar do jogo e veio dar alguma justiça ao resultado, premiando o ascendente azul e branco.
Se a primeira parte foi de ascendente portista, a segunda parte trouxe um FC Porto extremamente personalizado e dominador, a conseguir dominar o meio-campo e a mostrar-se perigoso logo desde os primeiros minutos. Ainda assim, foi preciso esperar até perto dos 70 minutos para assistir ao 2º golo do FC Porto, novamente por Otamendi, a aproveitar o ressalto de um livre de Hulk. O brasileiro até poderia já na parte final ter ampliado o resultado por duas vezes mas a insistência no pé esquerdo e duas boas saídas de Artur, impediram os golos portistas.
Defensivamente o FCPorto também esteve hoje sólido. Basta salientar Helton só teve trabalho "a sério" aos 75 minutos, no primeiro remate à baliza do SC Braga.
Quanto à arbitragem, Duarte Gomes foi demasiado permissivo, permitindo várias entradas duras dos jogadores do Braga sem a devida sanção disciplinar. Por outro lado, ficou por marcar uma grande penalidade a favor do FC Porto por braço de Alan na bola e um amarelo por mostrar a Mossoró por simulação. Aliás, a atitude deste brasileiro num lance em que fez falta sobre Moutinho foi inqualificável.
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
FCPorto 0 x 2 SLBenfica - Erros comprometem apuramento
Uma entrada em jogo apática e nervosa, aos quais se somaram erros individuais fatais, ditaram a derrota num jogo em que tudo correu bem ao Benfica. Depois, na segunda parte, faltaram opções no banco para o assalto final à baliza contrária.
Foi um jogo muito aquém do que se esperava por parte FCPorto que entrou da pior forma no jogo, muito nervoso, com um meio campo a deixar-se manietar pela pressão alta do Benfica. Por outro lado, não é menos verdade que 1º golo do Benfica caiu autenticamente do céu, acontecendo num lance que seria de fácil resolução se Maicon não tivesse sido displicente na abordagem do lance com Fábio Coentrão. Infelizmente, esta não é a primeira vez que o brasileiro falha de forma comprometedora por uma acção displicente. Só a título de exemplo basta recordar o Besiktas e o Sporting... Mas com um golo encaixado logo nos primeiros minutos, o FCPorto intranquilizou-se e o Benfica conseguiu motivar-se e isso fez a diferença.
Com as linhas muito afastadas, o FCPorto deu espaço ao Benfica que conseguiu ser melhor no meio campo. Na frente, James foi presa fácil para Maxi Pereira que usou das "tácticas" do costume: braços, entradas duras e sempre o mesmo ar inocente. Na direita, Varela começou trapalhão e desconcentrado, apesar de ter melhorado muito ao longo do jogo. Já Hulk, foi vítima da marcação cerrada que lhe foi movida pelos adversários e também do facto de no centro perder expressão. Quando se destacou, fê-lo sempre a partir das alas.
Se as coisas começaram mal, pior ficaram por volta dos 20 minutos quando um passe errado de Fernando, foi cair nos pés de Javi Garcia que atirou de primeira para o 2º golo do jogo. Apesar do que se tem dito, não creio que Helton tenha tido culpas em qualquer dos golos. No primeiro, confiou na protecção de Maicon e o desvio de Coentrão é feito mesmo em cima, enquanto que no 2º a movimentação de Saviola acaba por fazê-lo hesitar. Tem culpas sim num lance em que dominou mal a bola e quase se deixou surpreender pela entrada de Cardozo, conseguindo apesar de tudo resolver a jogada. Acabaria mais tarde por se redimir, mais uma vez contra Cardozo, ao fazer uma defesa monumental no remate do paraguaio.
Ainda assim, o FCPorto conseguiu ter mais oportunidades claras de golo que o Benfica mas não conseguiu concretizar nenhuma (falha de James a cruzamento de Varela, remate de Varela para fora junto à baliza, remate de Hulk para grande defesa de Júlio César, "confusão" na pequena área do Benfica com os defesas a aliviarem in-extremis,...).
Na segunda parte o FCPorto voltou muito melhor. A entrada de Rodriguez coincidiu com uma maior dinâmica da equipa, alargando o jogo e circulando melhor a bola. Ainda assim, faltavam os últimos metros no ataque, ou seja, o FCPorto conseguia circular a bola e jogar pelos flancos mas não teve expressão na área.
Por outro lado Villas-Boas demorou demasiado a reagir à expulsão de Coentrão. Deveria logo ter tirado Sereno (que até nem foi dos piores) ou Maicon para fazer entrar um jogador mais avançado. No entanto, até nas opções se viu que faltava ali alguém capaz de ir para a área dar luta aos centrais adversários e o jogo chegou ao fim com uma derrota que compromete a presença no Jamor.
É claro que é possível ir ganhar à Luz e o FCPorto não seria o primeiro a fazê-lo esta época. Daqui até à 2ª mão muita coisa vai acontecer e provavelmente, se não houver nenhum azar, o FCPorto poderá então contar com Otamendi, Álvaro e Falcao que neste jogo foram ausências de vulto. Há que acreditar pois está perfeitamente ao alcance do FCPorto.
O orgasmo vermelho
Confesso que acabou por ser divertido assistir à onda de euforia que se gerou na nação vermelha após a vitória no Dragão. Creio até que quase foram mais celebrados estes 2-0 do os 5-0 pelos portistas, 5-0 que ainda estão bem gravados na memória de todos e que os festejos histéricos tentaram camuflar. O saldo, por enquanto, é de 7-2 para o "miúdo".
O avançado que falta
Walter nem convocado foi e faltou uma presença na área adversária. Se o treinador não confia nele, se este não serve, por que motivo não se aproveitou a janela de transferências que recentemente fechou para colmatar essa lacuna? Fica a sensação de que o FCPorto ficou de tal maneira convencido com Kléber que qualquer solução seria sempre um recurso temporário. Já agora, duvido que o jogador venha pois tenho a sensação que o Marítimo vai encontrar "por magia" fundos para comprar o jogador.
Esta falta de confiança em Walter acabar por prejudicar Falcao pois, na ânsia de utilizar o jogador, este acaba por não recuperar convenientemente das lesões, incorrendo na actual intermitência de utilização.
O caso Fucile
Fizeram eco na imprensa as declarações de Fucile no Facebook. No meio da ironia espero sinceramente que haja insatisfação do jogador, não com o treinador mas consigo próprio, pelas infantilidades que vinha cometendo nas últimas vezes que jogou. Se quiser ter futuro no FCPorto terá inevitavelmente de arrepiar caminho.
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terça-feira, fevereiro 01, 2011
A falta de dedicação de David Luiz

Já agora, alguém me confirma os rumores que dão conta do facto de Luís Filipe Vieira ter aceite, à ultima hora, deixar sair o jogador a metade do preço da cláusula de rescisão para evitar que ele jogasse outra vez a defesa esquerdo amanhã no Dragão?
domingo, janeiro 30, 2011
Como passar de vendido a incompetente em apenas 90 minutos
Todos estarão recordados do clamor que emanou da "nação vermelha" relativamente à arbitragem de Elmano Santos no FCPorto x V. Setúbal, corroborada como sempre acontece, com o respectivo eco na comunicação social. Num jogo em que o critério disciplinar foi "largo" perante as simpáticas entradas dos jogadores do Setúbal, o que ficou na retina foi a repetição do penalty marcado contra o FCPorto nos últimos instantes da partida. Na altura o árbitro alegou que ainda não tinha apitado para dar autorização ao primeiro remate do jogador do Vitória, algo que causou escândalo pois, por esse país fora, insuspeitos adeptos houve que garantiram ter ouvido o apito do árbitro mesmo sem terem assistido ao jogo!
Não foi preciso esperar muito para que Elmano passasse de "vendido" a infeliz incompetente. Bastou apitar o Académica x SLBenfica e ter validado o golo de dupla ilegalidade com que a equipa da casa foi derrotada. A estratégia envergonhada passou por vender a ideia de que o siliciano "El Mano" era afinal um árbitro sem categoria para apitar no escalão maior. Quanto ao golo, foi descrito como um incidente infeliz num jogo onde o Benfica até foi prejudicado, visto que ficaram por marcar 2 penalties a favor dos da Luz.
Quem se lembrar de quando o FCPorto empatou a uma bola no Dragão com o Benfica, recordará certamente o que se diz desse jogo: que o FCPorto só conseguiu empatar através de um penalti "cavado" por Lisandro que, numa iniciativa completamente inédita por parte da Liga, foi castigado por causa desse lance. Porque será que nunca ninguém se lembrou de dizer "Ok, o FCPorto beneficiou de um penalti que não era mas... ficou um por marcar por falta de Reyes sobre Lucho quando ainda estava 0-0!"?. Esta é a leitura que não interessa ao imenso rebanho vermelho para quem os lances de benefício até são desculpáveis quando o ascendente da sua equipa sobre a outra é evidente.
Hoje houve Xistralhada na Vila das Aves
Hoje, a Instituição venceu na Vila das Aves e amanhã assistiremos ao elogio das virtudes dos jogadores e treinador do Benfica. O que ninguém irá referir é a tremenda discrepância na avaliação disciplinar dos lances de uma e outra equipa e o fora-de-jogo tirado ao Aves ainda com 0-0, factos que facilitaram, e de que maneira, a vida aos encarnados. Amanhã ninguém se lembrará das entradas de Jara, de Jardel e de Javi Garcia.
A este ninguém irá chamar de vendido nem de incompetente, pelo menos até ao dia em que por um alinhamento estelar daqueles que ocorrem a cada 10.000 anos, Carlos Xistra tenha uma decisão a beneficiar o FCPorto. Aí passará a ser um vendido e será mais uma prova para todo o "rebanho" de que o Pinto da Costa compra árbitros...
sábado, janeiro 29, 2011
Gil Vicente 2 x 2 FC Porto - Jogo sem chama apenas para cumprir calendário
O FCPorto despediu-se desta Taça BWin com um jogo muito fraco e onde as falhas de concentração defensiva tornaram incipientes os golos marcados por Ruben Micael e Emídio Rafael. O defesa-esquerdo acabaria por ser o grande azarado do jogo ao lesionar-se com gravidade já no final do jogo, e vai desfalcar o FCPorto provavelmente até ao final da época.À partida para este jogo, o FCPorto sabia que não dependia de si próprio para passar à fase seguinte da Taça BWin, sendo necessário vencer e esperar pela derrota do Nacional em Aveiro. Ora, nem uma coisa nem outra. O FCPorto não foi além de um empate em Aveiro e o Nacional venceu por 2-1 e avançou na prova, fruto da vitória recente no Dragão.
A exibição do FCPorto, que entrou em campo com uma equipa bem diferente da habitual, foi sempre tristonha e pouco esclarecida, expecto um ou outro momento de maior aceleração e atitude que desequilibraram a defesa gilista. Ainda assim, quando o golo surgiu mesmo em cima do intervalo, pensou-se que estaria aberto o caminho para o Dragão se soltar e jogar melhor na 2ª parte.
No entanto, o Gil Vicente soube ter brio e, no reatamento conseguiu chegar ao empate, para, logo a seguir, Emídio Rafael, numa boa jogada com Guarín, voltar a colocar o FCPorto na frente. Pouco depois, Rafael e Maicon ficaram mal na fotografia ao permitirem todas as veleidades a Hugo Vieira que estabeleceu o resultado final.
Villas-Boas ainda tentou sacudir o jogo fazendo entrar Moutinho e Hulk mas o resultado já não sofreria alterações. Nem a vitória serviria de nada visto que, em Aveiro, o Nacional conseguiu vencer e assegurar o 1º lugar do grupo.
Crise nas laterais
A lesão de Emídio Rafael, que deverá ficar afastado até final da época, veio criar um problema a Villas-Boas que no plantel tem agora a falta de um defesa lateral esquerdo. A questão é preocupante no imediato dado que Álvaro Pereira ainda está a recuperar de lesão e continua ausente.
Esperando-se o regresso do uruguaio no próximo mês, o FCPorto fica com Álvaro e Fucile para a esquerda da defesa e Sapunaru para a direita, sendo que Otamendi pode jogar na posição do romeno com relativa facilidade. No entanto, dado que Sereno se tem revelado uma aposta falhada, há definitivamente uma lacuna por preencher na defesa azul e branca.
Resta saber se o FCPorto vai optar por uma solução interna ou se vai tentar ainda, no pouquíssimo tempo que lhe resta, tentar reforçar o plantel no mercado de Inverno que encerra na Segunda-feira.
Na vertente humana, há ainda que endereçar uma palavra de apoio a Emídio Rafael, que vê o seu crescendo de qualidade interrompido por esta lesão, isto numa altura em que tinha sido pré-convocado por Paulo Bento. Que tenha muita força na sua recuperação.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
FCPorto 3 x 1 Naval - Então e a pressão?
Depois do jogo menos conseguido a meio da semana contra o Pinhalnovense para a Taça de Portugal, que logo gerou outra onda de histeria por uma possível quebra do Dragão, o FCPorto respondeu bem frente ao último classificado. Com Falcao de regresso, o FCPorto foi sempre mais forte que a Naval e o resultado apenas peca por escasso. Ainda não foi desta que vimos a tal pressão que a comunicação social anda a vender há largas semanas.
A pressão e os assobios
Torna-se penoso ler jornais por estes dias. Segundo a comunicação social, o FCPorto está em estado crítico, à beira da ruptura. Desde os dirigentes, ao staff técnico, desde os jogadores aos adeptos, todos têm tido graves perturbações de sono devido à intensa pressão a quem sido sujeito pelo Benfica.
Entretanto, de forma incompreensível, o FCPorto continua a ganhar, jogo após jogo, ora vestindo o fato-macaco, ora, preguiçoso, cumprindo serviços mínimos, ora deslumbrando e dando verdadeiros recitais. Será que o Dragão não sabe colocar-se no seu devido lugar? Que impertinência é esta?
Hoje não houve propriamente Ópera, mas houve um jogo agradável, nem sempre bem jogado, mas sempre sem assobios e ainda bem. Há que ter sempre em conta que um campeonato ganho pelo FCPorto é sempre mais difícil do que para os lados da Luz. Aqui não há comunicação social, não há lobbies e nem sequer há vontade manifesta do Primeiro-Ministro a empurrar nesse sentido. São portanto dispensáveis os assobios e indispensável o apoio.
O jogo
A grande novidade do jogo de hoje foi o regresso de Falcao. E como muda o figurino do ataque com o colombiano, muito mais agressivo e dinâmico, criando desequilíbrios e espaços que desestabilizam qualquer defesa.
Desde o início se viu que o FCPorto tinha a preocupação de jogar rápido e ao primeiro toque, embora nem sempre da melhor forma. Alguns jogadores complicavam e outros pareciam desconcentrados (Varela, Fucile,...).
Depois de Falcao e Hulk terem tido várias oportunidades, o FCPorto conseguiu finalmente chegar ao golo num lance de pura matreirice, na sequência de um lançamento lateral onde, ironicamente, Varela e Fucile foram determinantes. O uruguaio repôs rapidamente a bola em jogo para Varela que estava vários metros adiantado em relação aos defesas, trabalhou muito bem sobre o adversário que lhe saiu ao caminho, e assistiu Falcao que só teve de encostar.
Se a perspectiva do intervalo com o resultado em 0-0 poderia criar na Naval a ilusão de intranquilizar o FCPorto, essa estratégia ruía por completo com este golo.
Aparte: No café onde eu estava a assistir, notava-se já um certo regozijo entre alguns adeptos anti-Porto que por ali se encontravam. Quando o FCPorto chegou ao golo, de imediato as vozes se levantaram reclamando pelo descarado "fora-de-jogo" em que Varela se encontrava. Como a indignação persistia, interpelei-os e perguntei se as regras haviam mudado e se agora nos lançamentos laterais também havia lugar para marcação de foras-de-jogo. Seguiram-se expressões confusas e um tímido "Ah?... Foi lançamento?... Não tinha visto...".
Se o primeiro golo era uma severa machadada na táctica da Naval, o segundo golo, - que golo!- que aconteceu logo depois, pôs claramente um ponto final na discussão da partida, até porque até então, apenas por uma vez a Naval havia incomodado Helton com um remate de Marinho ao lado. Espectacular jogada de envolvimento dos atacantes do FCPorto, com Varela, Falcao, Belluschi e Hulk a trocarem a bola ao primeiro toque entre os defesas, com o brasileiro a marcar o 15º no campeonato.
Na segunda parte a supremacia manteve-se. Foram necessários apenas 8 minutos para o FCPorto ampliar a vantagem com uma assistência de Helton com uma reposição manual para Hulk no meio campo contrário (!!), beneficiando de uma má abordagem de Orestes ao lance, que se isolou e na cara de Salin fez o 2º no jogo e o 16º no campeonato.
A partir daí o ritmo baixou, sem nada a perder a Naval também ficou um pouco mais atrevida, e embora o FCPorto tenha tido várias oportunidades para dilatar a vantagem mas foi a Naval que chegou ao golo num penalty completamente escusado cometido por Fucile. O uruguaio, que esteve num plano aceitável, continua a ter súbitos acessos de desconcentração que comprometem a equipa. Não é pois de estranhar que Villas-Boas seja relutante no que toca a dar a titularidade ao uruguaio perante a assertividade actual de Sapunaru e a indiscutibilidade de Álvaro Pereira.
Até ao final, houve ainda tempo para Fernando, James e Mariano entrarem em jogo mas o resultado já não seria alterado.
O FCPorto segue invicto na liderança com 44 pontos, fruto de 14 vitórias e 2 empates, com 8 pontos de vantagem sobre o Benfica que protagonizou em Coimbra, não uma ópera, mas uma verdadeira tragicomédia, vencendo com um golo com o braço e em fora-de-jogo. Valerá a pena ficar atento ao longo da semana para ver se Elmano será mais uma vez crucificado nos jornais desportivos como o foi após o FCPorto x Setúbal.
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domingo, janeiro 16, 2011
Taça Hugo dos Santos - FCPorto 79 x 76 AA Coimbra - Dragão teve de puxar dos galões

Castelo do Sabugal
Depois de ter vencido o Vitória de Guimarães no dia anterior por 83 x 49, o FCPorto teve ontem de puxar dos galões para levar de vencida a Académica, em jogo a contar para a 2ª jornada da Taça Hugo Santos, no Pavilhão Polidesportivo do Sabugal. Liderados por Greg Stempin, o FCPorto venceu por 79 x 76 e disputa hoje, com o Benfica, a "final" do torneio.
Perante uma plateia bem composta, o FCPorto entrou forte no jogo diante da Académica. Certamente na memória estava a única derrota da 1ª volta do Campeonato que fora imposta precisamente pelos estudantes. Liderados por Greg Stempin (MVP), José Costa e Ogirri, o FCPorto cedo tomou a dianteira, sempre com muita pontaria nos lançamentos de 3 pontos, embora não tão bem nos lançamentos livres.
Com 25-16 no final do 1º período, 14-11 e 24-22 no final do 2º e 3º respectivamente, o FCPorto chegou ao 4º período com 14 pontos, a maior vantagem do encontro, e parecia que a vitória não seria muito complicada de obter.
No entanto, o treinador da Académica aproveitou da melhor forma a pausa e a Briosa voltou disposta a dar a volta ao jogo, perante também alguma passividade e desacerto do FCPorto que pareceu surpreendido com o atrevimento dos estudantes.
A Académica foi gradualmente recuperando e, a menos de 3 minutos do final, a desvantagem chegou apenas a ser de 2 pontos! No entanto FCPorto "cerrou fileiras" e começou a reagir, gerindo bem os tempos de ataque e voltando a alargar a vantagem para 5 pontos. No último ataque, Stempin conseguiu ganhar uma falta e converter os 2 lançamentos, confirmando a vitória no jogo e já nem o último cesto da Académica serviu para inverter a vitória arrancada a ferros do Dragão.
Hoje, às 16h diante do Benfica (que também venceu o Guimarães), o FCPorto irá disputar uma verdadeira final procurando revalidar o título conquistado no ano passado no Algarve. A tarefa não será fácil até porque, para além do Benfica, ferida no orgulho por uma época abaixo das expectativas, os dragões também terão de contar com um público bastante adverso.
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quarta-feira, janeiro 12, 2011
Pergunta indiscreta
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